segunda-feira, 19 de junho de 2017

UMA NOVA PESQUISA PARA SE CRIAR OUTRA ALTERNATIVA DE COMBUSTÍVEL LIMPO A PARTIR DA PRÓPRIA POLUIÇÃO DO CO2 USANDO AS ENERGIAS DA ÁGUA E DO SOL




Cientistas tentam transformar CO2 em combustível ou poluição em energia limpa


Novo componente químico poderá tornar a separação do dióxido de carbono barata e eficiente, abrindo caminho para uma nova opção de substituir os combustíveis fósseis: no futuro, este método poderá gerar combustíveis de forma barata e limpa, revertendo a produção de gases que contribuem para o efeito estufa, a poluição, problemas de saúde humana e desequilíbrio do clima e do meio ambiente. Esta mágica será possível na realidade? É o debate de hoje aqui no blog da ecologia e da cidadania, confira a seguir.





A pesquisa usa CO2 mas também as energias da água e do sol


Um desejo antigo dos cientistas é criar um método simples e barato de capturar o gás carbônico da atmosfera e transformá-lo em combustível, imitando a fotossíntese das plantas. Essa seria a saída mágica para grande parte dos problemas ambientais, já que faria do poluente, uma solução. Os pesquisadores já sabem como fazer para decompor o dióxido de carbono (CO2) em monóxido de carbono (CO), que pode ser combinado a hidrogênio para produzir combustíveis como gasolina ou querosene. Contudo, essa decomposição ainda é cara, longa e requer catalisadores, substâncias que fazem as reações ocorrer com maior velocidade, fazendo com que o processo gaste mais energia do que produza. Contudo, um artigo publicado na revista científica Nature Energy nestes dias  pretende resolver esse problema. Pesquisadores da École Polytechnique Féderale de Lausanne (EPFL) na Suíça, criaram um novo catalisador que pretende ser a fundação do primeiro sistema barato e eficiente para separar o CO2 em CO. O componente é formado por óxidos de estanho e cobre, materiais abundantes no planeta, e faz com que, usando Água e a luz do Sol, a conversão de dióxido de carbono para monóxido de carbono tenha uma eficiência de 14% — um recorde. Segundo os cientistas, é o primeiro passo para a produção de combustível, de forma barata e limpa, revertendo a produção de gases que contribuem para o efeito estufa. “Essa é a primeira vez que um catalisador de baixo custo é demonstrado”, afirmou Marcel Schreier, pesquisador da EPFL e um dos autores do estudo, em comunicado. “Poucos catalisadores – exceto os mais caros, como os de ouro ou prata – podem transformar CO2 em CO na água, o que é crucial para aplicações industriais". 


Não só na Suíça cientistas têm estudado como atenuar efeitos do CO2

 

Transformação de COem combustível?

   

O processo que envolve a reação é conhecida como eletrólise – ou seja, a decomposição de um composto, no caso o CO2, por meio da passagem de corrente elétrica na presença de água. O grande problema é que os catalisadores conhecidos até então ou são caros ou decompõem mais moléculas de água que de gás carbônico. Os pesquisadores suíços descobriram que a adição de estanho a catalisadores comuns de cobre fazia com que a quebra do dióxido de carbono tivesse alta eficiência, ou seja, transformava uma parte considerável do composto em monóxido de carbono. Além disso, decidiram usar a energia vinda de painéis solares, para verificar se a reação poderia ser feita com baixo impacto ambiental. Funcionou. “Esse trabalho estabelece uma nova referência para a redução de CO2 com a utilização de energia solar”, afirmou o químico Jingshan Luo, da EPFL. Confira mais detalhes na nossa seção e comentários aqui no blog, debatendo esta situação. 



Esta importante pesquisa da EPFL ainda não está no mapa das energias já disponíveis atualmente, poderá vir a revolucionar o setor


Fontes: www.veja.abril.com.br
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Aguarde que ainda estamos finalizando esta postagem, logo mais a informação mais completa para nosso debate nessa seção de comentários, OK?

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  2. "Assim como estes pesquisadores da EPFC na Suiça, na Inglaterra, se buscam outras alternativas, como combustível a partir de ar e água. E até empresa britânica já conseguiu criar esta nova "gasolina", só que limpa. A técnica permite 'reciclar' o gás carbônico. Pesquisadores e empresa britânicos anunciaram ter desenvolvido uma tecnologia que, na visão de seus entusiastas, poderia ajudar a amenizar de uma só vez a crise energética provocada pelos altos preços do petróleo e o problema do aquecimento global. Numa hora destas, com apoio aos cientistas o ser humano vai conseguir resolver os problemas ambientais, duma ou doutra forma": comentário de Júlio Menezes, de São Paulo, engenheiro eletrônico.

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  3. "Segundo a Air Fuel Synthesis, com sede no norte da Grã-Bretanha, seus cientistas e pesquisadores conseguiram produzir combustível a partir de ar e água. Mais precisamente, a partir de hidrogênio extraído de vapor d'água e do gás carbônico, substância que costuma ser responsabilizada pelas mudanças climáticas, efeito estufa, poluição do ar": trecho da matéria que nos envia Júlio Menezes e que foi postada na BBC.


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  4. "Isso se trata duma pesquisa similar à que o blog enfoca hoje, estou mandando informação para argumentar que mais dia menos dia, com apoio, a tecnologia poderá nos ajudar na concretização dum desenvolvimento sustentável": comentário também do engenheiro eletrônico de São Paulo, Julio Menezes. Ele viu nosso blog pesquisando no site Google e nos envia mais observações sobre os estudos sendo realizados na Inglaterra e similares aos da Suiça, que enfocamos por aqui.

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  5. "A pesquisa ganhou destaque na imprensa britânica, principalmente depois de ter sido respaldada pela sociedade de engenheiros Institution of Mechanical Engineers, de Londres. "Cientistas transformaram ar em combustível", anunciou por sua vez o jornal Independent. Citando especialistas britânicos, o Daily Telegraph classificou a descoberta como "revolucionária". Para o tabloide Daily Mail, ela "promete resolver a crise energética global."

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  6. "Importante realmente se pesquisar um novo combustível mais barato e menos poluente": comentário de Roberta Guimarães de Castro, do Rio de Janeiro, estudante da PUC Rio.

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  7. "Este engenheiro que comentou aqui tem razão, soube que a tecnologia envolvida nesse processo não é inteiramente nova. Ela já vinha sendo pesquisada por laboratórios de diversos países, entre eles o Centro de Tecnologia Industrial Tokushima, no Japão, e o Centro de Estudos de Materiais Freiburg, na Alemanha. Está mesmo na hora de soluções sustentáveis, capazes de melhorar a economia, a ecologia e nossa vida": comentário de Mário Sousa Santos, que atua com TI e tem pesquisado estes assuntos, ele que atua em Campinas (SP).

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  8. "Em resumo, me parece que o químico Jingshan Luo, da EPFL, coautor do estudo, junto com toda uma equipe, espera que o novo componente ajude nos esforços globais para a redução de emissões e para a produção sintética de combustíveis fósseis a partir de gás carbônico e água": comentário de Fabiana Morais, engenheira química, em São Paulo, que no seu e-mail nos manda mais dados e comenta ainda: "Esta na hora dessas ousadias que possam mudar a triste realidade de caos do clima e do ambiente".


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