sábado, 15 de julho de 2017

BRASIL NA LIDERANÇA DE UM DOS RANKINGS MAIS NEGATIVOS DO MUNDO: A VIOLÊNCIA CONTRA AMBIENTALISTAS EM QUESTÕES DE TERRA

Brasil manteve liderança no ranking de mortes de defensores da ecologia e dos direitos a terras em 2016  segundo informa agora a Global Witness, que fez um levantamento em todo o planeta sobre ocorrências no ano passado

 

Este é um destaque negativo do Brasil que repercute em vários países


O Brasil continua no topo da lista dos países onde ativistas ambientais mais foram mortos em 2016, com 49 casos, segundo o levantamento Defensores da Terra, sendo divulgado pela organização não governamental Global Witness.  Maiana Diniz, da Agência Brasil,  detalhou ontem que em todo o planeta foram pelo menos 200 ativistas assassinados no período, cerca de quatro pessoas por semana. É o maior número de mortes de ambientalistas em questões de terras já registrados pela organização: "Muitos assassinatos não são nem relatados e nem ao menos investigados, é provável que o número real seja ainda muito mais alto”, adverte o texto da conclusão do relatório, que hoje também é uma das manchetes no site nacional de assuntos socioambientais EcoDebate. Por aqui no blog da ecologia e da cidadania  Folha Verde News questionamos se a Global Witness já tem um número deste tipo de violência agora neste ano de 2017: a informação da entidade é que infelizmente esta aumentando a intensidade deste problema e o pior, ele está se manifestando em cada vez maior número de países, como também já registrou o site alemão DW (Deutsche Welle).  



O Brasil lidera mundialmente com 49 casos em 2016 desse tipo de violência



O levantamento Defensores da Terra em resumo está concluindo que o fenômeno de violência contra ativistas está não só em crescente mas também se espalhando por todo país que tem conflito de terras no Oriente ou no Ocidente. . No ano passado, a organização da sociedade civil Global Witness já havia documentado assassinatos em 24 países. Um ano ano antes, em 2015, o levantamento detectou este problema em  16 países. E há ainda uma outra agravante segundo a organização: "A falta de processos também dificulta identificar os responsáveis, porém existem evidências muito fortes de que a polícia ou as Forças Armadas conforme o caso estavam por trás de pelo menos 43 assassinatos em vários países.


Índios  e ecologistas se manifestaram contra esta realidade em Brasília


A organização internacional e não governamental  avalia ainda  que cabe a cabe estado, conforme a legislação no setor, proteger os defensores de direitos humanos para que eles possam atuar com segurança: nesse ponto, o relatório lamenta que aqueles que defendem causas fundiárias e ambientais enfrentam riscos específicos e que aumentam cada vez mais porque desafiam interesses comerciais. É urgente uma ação governamental em cada país na proteção dos ativistas em questões de terras.


Uma das 49 ocorrências no setor em nosso país em 2016


De acordo com a Global Witness, a principal causa de morte dos ativistas em 2016 foi a defesa das  vítimas em conflitos contra a atividade de mineração, agronegócio e exploração madeireira. O setor de mineração permanece o mais perigoso, com 33 ativistas mortos depois de se oporem a projetos de mineração e petroleiros. Nesse ponto, fica clara a situação brasileira e o motivo pelo qual o o Brasil lidera o ranking mundial deste tipo de violência. O relatório ainda alerta também que assassinato é apenas uma das táticas para silenciar ativistas. Ameaças de morte, prisões, violência sexual e ataques legais também são recorrentes, segundo a organização que discute várias formas de pressão e de agressão às vítimas, em todo o mundo. Mais um detalhe: entre todas as vítimas de violência, 40% são indígenas e 60% são da América Latina. O Brasil lidera o ranking com 49 mortes, sendo seguido pela Colômbia, com 37 assassinatos, Filipinas, com 28, Índia, com 16 e Honduras, que lidera a classificação  como o país mais perigoso para ativistas per capita na última década, com 14 mortes. Líder em 2016, o Brasil também liderou o ranking de mortes de ambientalistas no levantamento que foi feito em 2015 e a tendência é que volte a "se destacar" no próximo levantamento sobre o número de ocorrências agora em 2017, onde os conflitos e a falta de respeito às leis e ao estado de direito seguem sendo o dia a dia na realidade fundiária e ambiental.

 
José Cláudio e Maria do Espírito Santo:10 denúncias contra serrarias e mortos em 2011



A população brasileira precisa acordar para esta realidade nos bastidores do Brasil agora


Fontes: Agência Brasil - Deutsche Welle
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Violência contra ambientalistas no Brasil é chocante, diz matéria na Alemanha do site DW, Deutsche Welle.












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  2. Em 10 anos, pelos dados levantados anualmente pela Global Witness, a matéria de DW calcula que 448 ativistas foram assassinados no Brasil.

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  3. Apenas em 1% desses 448 casos os autores foram condenados. Oliver Courtney, da Global Witness, confirmou e lamentou essa violência: "A população brasileira não está tão informada de que isso vem acontecendo".




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  4. No Brasil um dos casos mais dramáticos foi a morte da missionária Dorothy Stang, assassinada em 2005 no Pará, onde em 2011 também ocorreu o assassinato do casal de defensores das castanheiras José Cláudio e Maria do Espírito Santo. Eles haviam feito 10 denúncias contra serrarias antes de serem mortos. Estes casos são os mais conhecidos pela população, a maioria deles são pouco divulgados por aqui no país, embora sejam debatidos pela mídia no exterior.

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  5. Logo mais por aqui nesta seção de comentários mais informações sobre o levantamento da Global Witness e o debate sobre este tipo de violência. Você pode colocar aqui sua mensagem ou enviar por e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br

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  6. Para enviar material como fotos, vídeos, informação, opinião, sugestão de matéria ou críticas, mande um e-mail pro editor de conteúdo deste nosso blog de ecologia e cidadania padinhafranca603@gmail.com

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  7. "Acompanho quase todo dia os telejornais em pelo menos duas TVs abertas e fechadas, quase não sai notícia nenhuma sobre estas mortes, a não ser em casos mais midiáticos como foram os de Dorothy Stang ou de José Cláudio e Maria do Espírito Santo, este fato também precisa ser levado em conta": comentário de Mario dos Santos Ribeiro, advogado em São Paulo, que informa ter procurado a OAB com esta preocupação.

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