sexta-feira, 28 de julho de 2017

SERÁ QUE FINALMENTE DEPOIS DE TANTO TEMPO AGORA A DESPOLUIÇÃO DA BAIA DE GUANABARA VAI SER PRÁ VALER?

                                                             
A gente foi informado aqui no blog da ecologia e da cidadania por Alana Gandra, da Agência Brasil, que o Movimento Baía Viva, criado na década de 1990, discutiu no quinto fórum itinerante promovido por esta entidade no Rio de Janeiro, a mobilização da sociedade para a elaboração agora de uma agenda definitiva para tratar da saúde ambiental da Baía de Guanabara, com propostas setoriais de políticas públicas que contemplem aspectos não só econômicos e socioambientais, mas também sociais, culturais, de conservação da biodiversidade da baía, a bem dos seus ecossistemas e também do ecoturismo, fator que pode garantir o futuro da exCidade Maravilhosa, que precisa voltar a ser o que era, antes que seja o caos.
                   

 Em meio a críticas sobre a qualidade da água, Baía de Guanabara sediará o primeiro evento-teste para as Olimpíadas de 2016(Arquivo Agência Brasil)
O fórum quer de volta finalmente a saúde ambiental do Rio de Janeiro

O fórum desta vez abordou o saneamento ambiental do Complexo de Favelas da Maré e dos rios do Canal do Cunha, além de políticas para a pesca artesanal. Ele ocorreu no Centro de Artes da Maré, na comunidade Nova Holanda, zona norte da capital fluminense, e teve entre os organizadores o Movimento Baía Viva, Redes da Maré, Observatório de Favelas, Maré que Queremos (formada por 16 associações de moradores), Muda Maré, Grupo de Articulação dos Povos do Canal do Cunha e Observatório da Bacia Hidrográfica do Canal do Cunha. Todos estes grupos da comunidade carioca mostram que a população está bem mais mobilizada hoje do que as autoridades governamentais. O encontro na Maré é o quinto fórum itinerante. Hoje ainda ocorrerá o sexto no Clube de Engenharia e vai discutir a ampliação dos transportes aquaviários na Baía de Guanabara. Seguem-se fóruns em Bangu, no sábado, para debater as unidades de conservação na zona oeste, na Ilha da Conceição, em Niterói, na segunda-feira irá se tratar da pesca artesanal; no dia 2 de agosto, em Tubiacanga, Ilha do Governador, acontece o lançamento de um plano urbanístico local e, encerrando  no dia 3 de agosto, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, irá então se discutir o consórcio público de saneamento dos rios da Baixada.

O fórum organiza mais uma barqueata para mobilizar a bem da baía e da população

BarqueataO fundador do Movimento Baía Viva, Sérgio Ricardo, disse que para fechar os fóruns, será promovida uma barqueata nas águas da Baía de Guanabara, no dia 5 de agosto, para lembrar o primeiro aniversário da Olimpíada Rio 2016 sem a despoluição de 80% da Baía que havia sido prometida então pelo governo fluminense ao Comitê Olímpico Internacional (COI). Segundo Ricardo, não há um efetivo legado ambiental olímpico a se comemorar e sim, providência urgente e básica a se cobrar pela vida da Guanabara. Não só ativistas das entidades aqui citadas mas também ecologistas de outras regiões do país e atletas estão sendo convidados para este protesto. A barqueata sairá do Pier Mauá, em frente ao Museu do Amanhã, zona portuária do Rio, e terá a participação de pescadores, velejadores, como a medalhista olímpica Isabel Swan, e representantes da Organização das Nações Unidas (ONU). No retorno da comitiva de barcos, haverá uma bicicletada em direção à Praça Tiradentes, onde ocorrerá um evento cultural, com lançamento de um documentário sobre a Baía de Guanabara e de livros do pesquisador e ambientalista Elmo Amador, morto em 2010, que dedicou a sua vida pela ecologia das águas do Rio de Janeiro.


 A luta de toda uma vida de Elmo Amador não será em vão
 Canal do Cunha  -  De acordo com o Movimento Baía Viva, os corpos hídricos da sub-bacia do Canal do Cunha são os mais poluídos da Baía de Guanabara por esgotos, lixo e poluentes industriais. Além de contribuir para redução da qualidade de vida da população, em especial as pessoas que moram nas favelas da região, a poluição afeta também a pesca artesanal. O movimento ecológico e científico  defende que o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMBS) seja implementado em parceria com a Cedae e com participação pública para assegurar metas ambientais de curto, médio e longo prazos, em conformidade com a Lei Federal do Saneamento Básico, de 2007. Dez anos depois, ainda esta lei não saiu do papel...

Há 10 anos a lei não saiu do papel e a poluição aumenta na baía

Denúncia de desperdício - Desde 1990, o Baía Viva critica positivamente o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG). Lançado há 22 anos e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a agência de fomento do governo japonês Jica, o programa previa a construção de rede de troncos coletores e de ligações domiciliares na zona norte carioca para transportar para as Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) da Alegria e da Penha os esgotos produzidos nas residências. O ecologista Sérgio Ricardo diz que o governo do estado substituiu o PDBG por um outro programa denominado Saneamento dos Municípios e abriu três novas frentes de obras: “Está sendo um desperdício enorme, porque as estações estão construídas há mais de dez anos para atender um volume limitado de esgoto”. Para se defender, autoridades governamentais, por outro lado, afirmaram na mídia que desde 2007 foram investidos mais de R$ 2,5 bilhões na construção, ampliação ou ativação de estações de tratamento de esgoto (ETEs) e atualmente sete estão em funcionamento: Penha, Alegria, São Gonçalo, Pavuna, Sarapuí, Ilha do Governador e Icaraí.  De toda forma, a gente espera, lá no Rio e em todo o Brasil, que finalmente se efetive uma gestão ambiental sustentável na Baía de Guanabara, que tem 380 quilômetros quadrados de área e banha 15 municípios, envolvendo um total de cerca de 10 milhões de habitantes: esta população quer uma resposta já das autoridades dos governos do Rio de Janeiro e do país, OK?


15 cidades e 10 milhões de pessoas querem a despoluição já
  
Fontes: Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Logo mais, a gente vai estar atualizando por aqui nesta seção de comentários mais informações sobre a luta do Fórum Baía Viva, 10 anos e 10 milhões depois, a Guanabara continua poluída mas agora com essa mobilização o bicho vai pegar.

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  2. "Importante a Barqueata que vai ser uma forma de 15 cidades em torno da Baía da Guanabara, 15 cidades e 10 milhões de pessoas tenham voz para protestar pela despoluição já, depois de tanto desperdício e corrupção no Rio": comentário de Flávio Antônio Alves Pereira, morador do Leblon, que nos enviou fotos de Barqueatas já feitas antes no Rio de Janeiro "em todos esses anos de luta pela ecologia aqui".

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  3. Você pode colocar aqui a sua msm ou enviar pro e-mail da redação do blog navepad@netsite.com.br e/ou pro editor de conteúdo desta webpagina de ecologia e cidadania padinhafranca603@gmail.com

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  4. "Vocês estão citando o ecologista e pesquisador aqui do Rio Elmo Amador e eu lembro aqui o que ele me disse, quando nos encontramos na Urca, preparando mais uma barqueata - Não vamos desanimar nunca, despoluída a Guanabara será a maior força pros cariocas criarem o futuro da nossa vida": comentário também do professor de Geologia Flávio Pereira.

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  5. "A barqueata que Sérgio Ricardo e ecologistas da Baía Viva organizam para mobilizar população a lutar pela Guanabara, 10 anos depois a lei não saiu do papel, muitos milhões depois, a baía continua poluída a dano da exCidade Maravilhosa, de 15 outras cidades em torno e de cerca de 15 milhões de pessoas que sobrevivem das águas do Rio de Janeiro, confira essa luta que o bicho vai pegar agora": comentário de Jucenir Rodrigues, do Rio de Janeiro, de Jacarepaguá, ex-jogador de futebol que não seu certo na profissão, segundo ele explica: "Virei pescador nas águas poluídas da Guanabara".

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  6. "Espero que as tropas federais plociando o Rio agora não confundam cidadania com violência e não prejudiquem a luta pela despoluição, que é um bem para todos, também para a saúde dos cariocas": comentário de Agenor Morais, que é carioca de Bangu mas reside hoje em São Paulo, onde atua como gerente de vendas online.

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  7. "Há um certo clima de tensão em todo o Rio de Janeiro e baixada fluminense, isso não pode atrapalhar o protesto de barco dos pescadores e dos ecologistas contra a poluição da Baia da Guanabara nem o restante da programação, que deveria ser passada também para as autoridades de segurança para não fazerem nenhuma besteira e causarem tumulto, todos enfim estão a favor dessa luta para despoluir": comentário de Ana Maria Salles, que deve participar do protesto dos ciclistas, ela é empresária e atua como agente de turismo.

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  8. "A mídia precisa dar mais apoio pro bicho pegar, senão mais uma vez, tudo será adiado, a questão do ambiente e da saúde dos cariocas está um caos": comentário de Geraldo Santos Alves, que tem parentes envolvidos com a luta pela despoluição e é de Vila Velha (ES): "Se der, vou dar uma chegada lá no domingo".

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