quarta-feira, 26 de julho de 2017

SÓ A NATUREZA TRAZENDO ALGUMA CHUVA NESSA SECA DE INVERNO NOS SALVA DAS QUEIMADAS E DAS DOENÇAS DESSA ÉPOCA DE FRIO PORQUE AS AUTORIDADES POLÍTICAS NÃO TÊM GESTÃO AMBIENTAL



Temporada de queimadas aumenta e isso complica também os problemas de saúde pública  e de falta de gestão socioambiental


  
 Mais de 31 mil focos de queimadas entre janeiro e julho em todo o país

     

Ângela Ruiz, através do site do instituto Climatempo, nos está informando um mapa da meteorologia no país, em especial, por aqui na região sudeste, em resumo, ela noticia que uma forte massa de ar quente e seco se intensificou agora nos últimos dias por aqui e sobre a maior parte do Brasil. A atuação prolongada deste sistema funciona como um bloqueio atmosférico inibe a chuva e reduz a umidade relativa do ar para níveis de alerta em algumas áreas brasileiras como o Tocantins, oeste da Bahia, Centroeste e boa parte do estado de São Paulo, como aqui entre o nordeste paulista e no lado sudoeste de Minas Gerais, junto à Serra da Canastra, onde venta frio e levanta muita poeira. Essa situação no meio rural é mais grave ainda no espaço urbano, onde esta condição meteorológica somada à poluição atmosférica, causada principalmente pelos combustíveis derivados do petróleo, vem a ser a causa de uma onda de doenças respiratórias em crianças, pessoas alérgicas e idosas, mas em geral por todas as faixas de idade da população. Seca, ventania, poeira, poluição e mais ainda a temporada de queimadas, um desafio monstro para o meio ambiente e a saúde de todos nós.


Um dos focos de queimadas que nossa equipe flagrou perto de Ribeirão Preto (SP)



Com o tempo seco um problema adicional começa a trazer preocupação no país, as queimadas que nesta época do ano começam a se espalhar com facilidade. A fumaça avança com rapidez e é motivo de preocupação nos estados que registram agora em 2017 um recorde nos focos de fogo. Desde 2016 nosso movimento científico, ecológico, de cidadania e também médicos sanitaristas ou os especializados em pneumologia estão alertando as autoridades públicas sobre a urgência duma gestão ambiental, de vigilância sanitária e policial (por exemplo, a Defesa Civil precisa de mais ousadia na sua ação, para tanto recursos e visão dos políticos, o que mais faz falta). Também nos telejornais regionais motoristas que trafegam pelas regiões afetadas têm constantemente alertado sobre os desafios das queimadas, causadoras também de acidentes nas rodovias devido à fumaça que tira a visão deles, sempre prejudicados por causa da má visibilidade nas estradas e na condição de saúde. Outro ponto problemático são os aeroportos que também costumam registrar acidentes, fechamentos de teto, atrasos em vôos. Enfim, as queimadas geram problemas socioambientais, de saúde e também na área econômica. Quais a providências preventivas você vê aí na sua região?...


Os focos de queimadas estão causando um drama a mais na saúde pública



O problema e o desconforto para a população são muito grandes. Além dos problemas de saúde causados por ingestão do ar poluído e pela fumaça, a fuligem das queimadas entra nas casas e suja facilmente as roupas nas áreas de maior incidência de queimadas, já mapeadas. Pelo menos um aviso antecipado à população nesta áreas já evitaria o pior...



13.707 focos de queimadas no Brasil e isso só em julho agora

         
Número de queimadas aumenta mas inexiste ação pública


Há várias notícias pipocando na mídia, como falta de chuva já preocupante demais na região de Brasília (DF), onde tem havido racionamento de água e a seca é mais intensa todo ano. O ar seco e a baixa umidade do ar deixam os médicos alarmados, mas a população desprotegida. Para exemplificar o alcance deste problema no interior todo do Brasil, na região de Campo Grande (MS) é a maior seca dos últimos 13 anos que assola o ambiente e a saúde pública agora. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), dentro do Programa de Queimadas por Monitoramento de Satélites mostra em seu último relatório sendo divulgado nesta semana que desde maio o número de focos de queimada vem aumentando pelo Brasil. No período de 01 a 24 de maio, o número de focos de fogo era de 2.731 e saltou para 7.565 em junho e neste mesmo período contabiliza 13.707 focos, somente neste mês de julho. Em agosto esta situação poderá se agravar mais ainda. O satélite que contabiliza o número de focos de fogo é o AQUA, informa o INPE, assim como o Climatempo, os institutos especializados cumprem a sua parte. Você já sabe onde está a falha gerencial neste caso... Em todo o país já existem atualmente mais de 31 mil focos de queimadas registrados somente no período entre janeiro e julho. Junho e julho são meses onde o número de focos começa a aumentar,  chegando ao ápice entre agosto e setembro.


As queimadas nas regiões canavieiras à beira das estradas são trágicas agora



O número de focos de queimada e a fumaça que se espalha com muita rapidez sendo motivo de preocupação também longe daqui do sudeste, para os governos do Acre, Rondônia, Tocantins, Pará e o norte de Mato Grosso. Os agricultores também por aqui na região canavieira perto de Ribeirão Preto (SP) e na divisa entre São Paulo e Minas Gerais (nordeste paulista e sudoeste mineiro) nas roças e fazendas há o costume errôneo de se aproveitar a seca para limpar o terreno com o objetivo de realizar o plantio. O outro lado: os governos destes estados citados aqui afirmam que monitoram quem ateia fogo na mata para preparar a terra sem autorização e todos os anos equipes vão a campo para realizar um trabalho de conscientização sobre o problema da queimada em áreas rurais e em beira de estradas. Em época mais severa de seca e queimada, o governo de cada estado chega a suspender autorizações para queimadas controladas. "Sim, já ouvi falar disso, mas não vejo efetividade na ação governamental e fiscalizadora, uma gestão ambiental preventiva precisa ser feita com um planejamento maior para uma melhor eficiência", contradiz a afirmação governamental o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, repórter que edita este blog Folha Verde News no interior do Brasil, já com quase 500 mil visualizações na Internet.   

Entre janeiro e julho aumentam as queimadas criminosas e noturnas



Por sinal, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), dentro do Programa de Queimadas, Monitoramento de Satélites, indica que só ontem foram registrados pelo satélite ACQUA e isso somente no Mato Grosso aproximadamente 150 focos de fogo. Do primeiro dia de julho até hoje já foram verificados 2500 focos de queimadas também no Pará. O segundo estado com maior número é o Mato Grosso com aproximadamente 2100 focos, seguido por Tocantins com 1752 e Maranhão com quase 1560. Enfim, urge uma gestão governamental em nível federal para pelo menos atenuar o drama das queimadas, da seca, da poluição e das doenças por todo o país.


Queimadas nas rodovias, fazendas, cidades...e nos pulmões!

A gente estava fazendo esta matéria quando veio a notícia de que a Mata Santa Tereza estava sob forte queimada: 50 hectares nativos (incêndio criminoso?)

             www.folhaverdenews.com

10 comentários:

  1. Logo mais, mais tarde, por aqui, atualização das informações sobre queimadas e previsão de tempo (de eventuais chuvas), bem como, mensagens e opiniões sobre esta pauta. Aguarde nossa edição e venha conferir aqui.

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  2. Você pode colocar direto aqui a sua mensagem ou então se preferir ou precisar enviar por e-mail para a redação do blog navepad@netsite.com.br e/ou então para o nosso editor de conteúdo, podendo também nos mandar material como fotos, vídeos ou informações, críticas ou sugestões para o e-mail padinhafranca603@gmail.com

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  3. "Estou preparando um dossiê de queimadas por aqui na minha região e envio para este blog logo mais": comentário de José Ribamar de Almeida, professor da rede pública em Araraquara (SP) e ligado à Unesp.

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  4. A gente estava escrevendo e finalizando esta matéria sobre queimadas no interior do país, quando por uma coincidência veio a notícia que estava pegando fogo na Mata de Santa Tereza em Ribeirão Preto (SP), uma das últimas reservas de Mata Atlântica no nordeste paulista. O incêndio teria sido criminoso? Ou é mais um efeito triste da falta de gestão ambiental? Amigos da EPTV e da Club (Band RP) nos passaram a notícias e fotos do G1.

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  5. "Um incêndio de grandes proporções atingiu, pelos menos, 25 hectares ( há suspeita de 50 hectares) da mata nativa de Santa Tereza, considerada, pela Secretaria do Meio Ambiente, uma reserva ecológica da região de Ribeirão Preto (SP). A intensidade do fogo fez com que uma densa fumaça branca envolvesse grandes áreas do nordeste paulista, prejudicando as visibilidades dos motoristas que passavam pelo Anel Viário Contorno Sul": comentário de Aristeu Fernandes, que nos mandou notícias e fotos do G1 sobre mais esta ocorrência que exemplifica bem a precariedade no setor.

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  6. O mesmo Fernandes, que atua com ecoturismo, mandou notícias sobre suspeita de incêndio criminoso que pode ter atingido até 50 hectares da reserva: "Em um dia, Ribeirão Preto aplica até R$ 154 mil em multas por queimadas. E elas continuam acontecendo. Não se trata de indústria de multa mas de queimadas".

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  7. "Incêndio destrói casa e mata cães de catadora de recicláveis em Bebedouro. Também no nordeste paulista, fieis participam de missa especial para pedir chuva em Ribeirão Preto": comentário de José Ribamar Almeida, Unesp, Araraquara.

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  8. "A mata de Santa Tereza em Ribeirão possui uma área remanescente de Mata Atlântica, permanecendo em constante estado de preservação. Em casos como este, suas próprias condições complicam o controle do fogo. É um incêndio diferente de quando acontece em estrutura, um incêndio urbano, porque a gente sofre diretamente a influência do vento, da umidade, e do próprio tipo de combustível que está queimando, que no caso é seiva, madeira, folhagem seca, entre outras coisas”: comentário do Capitão Rodrigo Araújo, do Corpo de Bombeiros da região, entrevistado pela EPTV.


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  9. "As causas do incêndio ainda serão investigadas. Contudo, há suspeitas de que o fogo tenha começado em um ritual religioso dentro da mata, no qual foram utilizadas velas. Mas não é nada de concreto, que a gente tenha uma testemunha que possa afirmar isso com certeza, pode ser gente com outros interesses": comentário também de Ribamar José de Almeida, da Unesp e de Araraquara, que vem pesquisando queimadas na região toda.

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  10. “A mata de Santa Tereza é qualidade de vida para Ribeirão Preto e para os bairros aqui na região. Isso aí que fizeram é um descaso total. Moradia de animais, moradia de pássaros, tudo no chão”: comentário do vigia Rafael da Silva Martins, que trabalha na reserva de Santa Tereza e que não se conforma com a situação lamentável.

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