sábado, 1 de julho de 2017

TECNOLOGIA INVENTA ÁRVORE ARTIFICIAL DE MUSGO PARA COMBATER A POLUIÇÃO DO AR EM CIDADES DA EUROPA

Cientistas e ambientalistas questionam se não seria mais rápido e mais barato combater as causas da contaminação do ar porém de toda forma o invento começa a ser adotado em várias cidades agora embora mais caro e menos eficiente do que as árvores da natureza
 
 

Aqui uma árvore artificial de musgo chamada de City Free
 

Um bosque concentrado em uma árvore, isso resume a situação, é que segundo os criadores deste sistema essa árvore artificial tem a capacidade de absorver dióxido de nitrogênio e também partículas microscópicas do ar com a capacidade de 275 árvores naturais: cada CityTree pode absorver até 250 gramas de partículas por dia e armazena 240 toneladas métricas de CO2 por ano. E não é uma árvore qualquer: é quadrada, sem tronco, estranha e só tem folhas, de musgo. Seu nome CityTree sintetiza o cseu onceito, ela é a árvore da cidade. Uma estrutura móvel criada por um grupo de designers que tentam combater um dos problemas ambientais mais graves que o espaço urbano em todo o planeta sofre: a contaminação do ar, a poluição atmosférica.


Dois dos inventores da City Free (da equipe Green City Solutions)
 
 
Esta árvore artificial foi desenvolvida na Alemanha, na verdade, é uma instalação, uma parede de musgo, uma planta que vive sem terra e que funciona com uma tecnologia que em resumo faz dela um filtro do ar,
 

“O musgo consegue armazenar todas as partículas da poluição e usá-las como nutrientes”, afirma Liang Wu, um dos fundadores da Green City Solutions, empresa que criou a CityTree.

 
Atualmente, essas árvores já estão em 25 cidades do mundo, como Oslo, Hong Kong, Glasgow e Bruxelas, além de compor a paisagem de regiões mais poluídas de várias cidades alemãs. A sua instalação demora 6 horas e sua manutenção é fácil. A árvore têm sensores embutidos que controlam a umidade do solo, a temperatura do ar e a qualidade de água. Eles também conseguem medir a qualidade do ar e avaliar sua eficiência. É enfim um tipo de natureza criada pelo homem poluidor da atualidade, com um tecnologia de ponta que imita os recursos naturais.


As árvores de verdade são mais econômicas e mais ecológicas
 
Na natureza árvores tem raízes, terra, água, oxigênio e múltiplas funções

 
 
O custo limita a árvore artificial para cidades mais ricas ou menos pobres. Plantar e manter uma árvore tradicional custa cerca de 3 mil reais (por década!), por sua vez cada CityTree custa cerca de 90 mil reais. Muitos técnicos, cientistas e ecologistas criticam em parte este invento questionando se não seria melhor investir esses esforços – e dinheiro – em projetos que combatam diretamente a origem da contaminação atmosférica ou as fontes da poluição do ar e não suas consequências. Mais uma vez, a ciência precisa ser usada para corrigir as causas do problema, os seus efeitos, no caso do setor socioambiental, acabam saindo mais caros. Será que isso é desenvolvimento sustentável? Isso pode até ser algo econômico, mas não é exatamente ecológico, de toda maneira, antes as árvores artificiais do que nada, do que as contaminações e poluições causando doenças e dificuldades para a população urbana das grandes cidades de hoje.


Tipo a City Free esta árvore artificial solar é para iluminar eventos

Na Espanha esta parede com plantas naturais inventada para decorar interiores
 
 
 
Fontes: BBC
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. No Brasil ainda não há nenhuma invenção deste tipo, mas Cristina Ávila, do Ministério do Meio Ambiente (da assessoria de imprensa deste órgão do Governo) em resposta à nossa indagação, cita o problema por um outro enfoque, a luta para combater os combustíveis mais poluentes que contaminam o ar das cidades brasileiras.


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  2. "A mais evidente das poluições ambientais nas cidades poderá estar com os dias contados. Novas tecnologias da indústria automobilística e também uma nova composição de combustível vão contribuir para uma revolução no uso dos motores a diesel,por exemplo, impactando de modo positivo na redução das emissões de gases que saem dos canos de descarga. Esse resultado está sendo buscado por técnicos ambientais a serviço ou a pedido do Conselho Nacional de Meio Ambiente, o Conama": comentário da jornalista Cristina Ávila, de Brasília (DF).

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  3. "Estamos pesquisando uma nova fase que vai iniciar para o controle da emissão de poluentes veiculares. A redução do enxofre é o grande passo para se achar uma solução": comentário do Gerente de Qualidade do Ar, do MMA, Rudolf Noronha, em Brasília (DF).

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  4. As árvores artificiais de musgo ou o controle e mudança dos combustíveis, maiores fontes da poluição do ar? Este é o debate, a seguir por aqui, nova edição de comentários, aguarde, confira e participe com sua mensagem ou informação.

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  7. "Não sei se é mais barato ou mais rápido mudar ou controlar os combustíveis poluentes do que "plantar" árvores artificiais no nosso espaço urbano, para fugir da poluição do ar e das doenças que ela causa, de toda forma, creio que o custo benefício compensa investir numa mudança estrutural no trânsito e no ambiente urbano": comentário de Rafael Rubens, engenheiro eletrônico, de São Paulo, que atua hoje na Zona Franca de Manaus (Amazônia).

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  8. "Quaisquer tentativas são válidas e com certeza melhores do que conviver com a poluição do ar e as doenças que ela gera, seja recorrendo à tecnologia como faz a Green City Solutions ou cuidando melhor e plantando mais árvores nas cidades, além de avançar o tipo de combustível dos carros": comentário de Isabela dos Santos, de Gaurujá (SP), que trabalha na capital paulista durante a semana: "Sei então muito bem o que é ar poluído".

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