domingo, 2 de julho de 2017

UMA OUTRA SUBSTÂNCIA QUÍMICA ESTÁ AMEAÇANDO AGORA AUMENTAR O ROMBO NA CAMADA DE OZÔNIO POR AQUI NA AMÉRICA DO SUL

O rombo na região que protege a Terra da radiação já estava diminuindo após a proibição do CFC mas cientistas descobriram agora uma outra substância que pode complicar a situação planetária ambiental a partir da Antártida



Sem novas medidas de redução problema será solucionado só em mais 70 anos


A recuperação da camada de ozônio poderá demorar várias décadas mais do que o previsto caso não diminuam as crescentes emissões de diclorometano, uma substância química usada como solvente de pintura e para preparar compostos químicos de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado. A revelação foi feita por um estudo publicado na revista científica Nature Communications. O buraco na camada de ozônio, descoberto nos anos 80, começou a se recuperar graças à proibição do uso dos clorofluocarbonetos (CFC), presentes em muitos artigos de limpeza domésticos e em aerossóis entre outros produtos. E estas substâncias químicas foram abandonadas a partir da introdução do Protocolo de Montreal em 1987, quando se descobriu que elas permaneciam muito tempo no ambiente e que sua acumulação danificava a camada de ozônio. O gás ozônio que envolve o planeta fornece proteção contra radiações solares nocivas. No entanto, o diclorometano - também conhecido como cloreto de metileno - não foi incluído no protocolo, já que tem vida mais curta, ou seja, se decompõe após aproximadamente cinco meses na atmosfera. Mesmo assim, a decomposição do composto libera cloro, algo que pode danificar a camada de ozônio, caso chegue até ela. Segundo análise de cientistas, os benefícios da redução das emissões de diclorometano poderão ser notados em pouco tempo, justamente porque o tempo que ele permanece na atmosfera é mais curto.
 

A redução do buraco na Cama de Ozônio teve uma recaída nestes últimos 6 anos


Os níveis de diclorometano na atmosfera aumentaram 8% por ano 
 

Se esta tendência continuar, modelos computadorizados mostram que a recuperação da camada de ozônio, prevista originalmente para 2065 (sem considerar as emissões do diclorometano) poderia demorar mais 30 anos, só se completando então em 2095: "Dentro desta perspectiva, é importante lembrar que a diminuição da camada de ozônio é um fenômeno global que, mesmo que tenha tido seu ponto máximo há uma década, é um problema ambiental que ainda persiste hoje", disse Ryan Hossaini, pesquisador da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, principal autor do estudo: "Acreditamos que o caminho até sua recuperação da camada de ozônio será longo e cheio de obstáculos". O estudo sendo divulgado neste fim de semana, concluiu que o crescimento das emissões está vinculado ao papel cada vez mais importante desta substância na fabricação de hidrofluorocarbonetos, compostos químicos utilizados para substituir outros gases que causam o efeito estufa.


Cientistas também na Alemanha alertam sobre situação hoje da Camada de Ozônio
Fontes: BBC - G1
            www.folhaverdenews.com

5 comentários:

  1. Logo mais, por aqui nesta seção de comentários, uma atualização das informações sobre a luta para a redução da Camada de Ozônio, em especial, sobre esta substância química que poderá retardar a recuperação até por volta de 2095!

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  4. "Pelo vistgo mais meio século de sufoco nessa questão, os países e os seres humanos precisam agira mais rápido nestas situações vitais para o meio ambiente do planeta e da vida": comentário de Alice Vieira, do Rio de Janeiro, estudante de Biologia na PUC de Minas.

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  5. "Crescentes emissões de diclorometano, uma substância química usada como solvente de pintura e para preparar compostos químicos preocupam e têm aumentado 8% ao ano, impedindo a diminuição do rombo na Camada de Ozônio na Antártida. E também na Alemanha, pesquisadores tentam achar uma saída para agilizar a solução deste drama planetário que pode se prolongar por mais algumas décadas, o que é uma situação de alto risco para a vida na Terra": comentário do engenheiro químico Júlio Esteves, que é de Madrid (Espanha) e vive atualmente em São Paulo.

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