sexta-feira, 11 de agosto de 2017

DADOS DA PESQUISA DA OIT MOSTRAM QUE PELO MENOS 40% DOS JOVENS DA AMÉRICA LATINA E CARIBE POR AQUI TAMBÉM SENTEM INCERTEZA E MEDO SOBRE O FUTURO


Conclusão da pesquisa é que maioria da juventude desta região confia em sucesso profissional mas especialistas discordam da metodologia e dos dados do levantamento feito pela Organização Internacional do Trabalho






O medo, a incerteza ou...

 
...confiança no futuro? O que define o jovem hoje?




A  pesquisa El Futuro del Trabajo que Queremos. La Voz de los Jóvenes y Diferentes Miradas desde América Latina y el Caribe, sendo divulgada em nosso país agora pela Agência Brasil através de matéria dos jornalistas Helena Martins e Fábio Massalli, segundo alguns especialistas falha pelo fato da OIT tentar mostrar os jovens deste lado do planeta como mais otimistas do que são na realidade. A juventude da América Latina e do Caribe vê o mundo do trabalho em transformação e as relações do trabalho influenciada bastante pelo avanço da tecnologia. As transformações demográficas (que inclui o envelhecimento da população e a incorporação de migrantes) também influem a visão dos jovens, assim como as mudanças climáticas e a dispersão da produção por diversos países. O resultado oficial da pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostrou que 60% dos jovens da América Latina e do Caribe têm confiança em seu futuro profissional até 2030, enquanto 40% sentem incerteza ou medo. Um total de 69% espera trabalhar em sua própria empresa, 76% se mostraram com esperança de ganhar bons salários e 59% consideram que as mudanças associadas à tecnologia, como a robotização, vão acabar sendo positivas. O otimismo dos entrevistados pela OIT contrasta com a realidade diagnosticada em outras pesquisas com conteúdo similar, que avalia que os jovens da região enfrentarão um percentual crescente de informalidade (que em média deverá chegar a 56%) e uma taxa de desemprego três vezes maior do que os adultos enfrentam atualmente. Críticos das conclusões deste levantamento lembram que apenas nos últimos 12 meses o desemprego juvenil aumentou mais de três pontos percentuais na média da região, passando de 15,1% para 18,3%, números que comprovam um desafio maior do que o enfocado pela análise da OIT. Isso se explicaria porque a metodologia da pesquisa teve falhas na sua captação, entrevistando em geral jovens em melhor situação do que a média da população nesta faixa de idade em 26 países da América Latina e Caribe. 




Como enquadrar a juventude atual?


Uma das explicações sugeridas pela OIT para os resultados otimistas encontrados foi a metodologia utilizada na pesquisa, que foi feita em três etapas. As duas primeiras tiveram como foco só a juventude do Peru, tendo sido captadas em reuniões com especialistas e jovens lideranças, com mais de 400 participantes entre 18 e 29 anos no país andino. Jovens em situação econômica e social superior à media da juventude peruana. Um outro questionamento é sobre a segunda parte da pesquisa, que então foi ampliada para um universo maior, tendo sido realizado um questionário virtual respondido por 1.554 jovens, de 15 a 29 anos, de 26 países da região. O problema porém é que a maior parte dos que responderam a pesquisa era formada por jovens com acesso à Internet e maior qualificação do que é a realidade da juventude em geral nestes países pesquisados. Apesar da polêmica sobre a metodologia usada na pesquisa, na opinião da OIT, os dados permitem alimentar e aprofundar o debate sobre o futuro do trabalho nesta região do planeta. Mas há outros problemas neste levantamento que poderia ter dados bem mais pessimistas se a pesquisa tivesse sido realizada com os mais variados setores da população, inclusive jovens com menos recursos ou mais pobres ou marginalizados.

Alguns jovens buscam novas alternativas no estilo de vida
 
Preocupa a massa de jovens que não trabalham nem estudam ou se marginalizam e bebem muito ou se  drogam em todas as classes sociais

Há jovens que trabalham, estudam e tentam furar bloqueios e limites


Pelo lado positivo, estimulando uma visão otimista sobre o mercado de trabalho atual a investigação da OIT considerou conteúdos válidos, como a situação acadêmica e laboral dos jovens, o futuro do trabalho, a sua relação com a educação; a perspectiva acerca das relações profissionais, o papel das tecnologias e os fatores considerados por eles como obstáculos ou facilitadores da concretização de oportunidades para os jovens. A questão é que a população jovem pesquisada tem melhores condições do que a maioria da juventude na realidade difícil dos 26 países latinoamericanos. Entre os jovens pesquisados, 80% deles estavam estudando, 55% trabalhando e apenas 4% dos entrevistados não estudavam nem trabalhavam, porém, na realidade, esta geração nem-nem (jovens que não estudam nem trabalha, chega a 20% do total da juventude na América Latina e no Caribe, quando se enfoca a condição de vida geral da população. Enfim, este problemas podem realmente ter prejudicado o resultado da pesquisa, acusada de "dourar a pílula" por alguns críticos especializados.

Há uma vanguarda da juventude buscando mudar a realidade de tudo

Uma grande massa jovem em busca do seu caminho

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Muitos deles enfrentam a violência da realidade



Ao divulgar a pesquisa nas proximidades do Dia Internacional da Juventude, a ser comemorado dia 12 de agosto, a OIT parece ter criado um clima mais otimista do que real, de toda forma, destaca a importância das expectativas da juventude latinoamericana e caribenha ser respondida por meio da criação de uma infraestrutura que aumente as oportunidades e o potencial de emprego. Do contrário, alerta a organização, "a frustração poderá impactar dinâmicas políticas e pactos sociais, além de afetar individualmente os jovens". Nós aqui no blog da ecologia e da cidadania ficamos à espera dum levantamento mais abrangente mas de toda maneira mesmo discordando de alguns dados da pesquisa, concordamos com esta conclusão de que é urgente mudar e avançar a realidade nos 26 país desta região para que a juventude e a própria condição de vida na América Latina e no Caribe evoluam, ajudando assim a criar o futuro: "Do jeito como as coisas estão não só o futuro dos jovens mas de toda a população destes países não está garantido", comentou por aqui no Folha Verde News o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha ao editar por aqui esta notícia sobre a mais recente pesquisa da OIT feita somente com alguns setores da juventude da América do Sul e Central.

Aumenta o movimento da cidadania dos jovens?


(Confira aqui nossa seção de comentários com outras informações e também mensagens)


E os que ainda serão jovens precisam ser o foco de todos desde já



Fontes: Agência Brasil
              El Pais- G1
              www.folhaverdenews.com 

 

5 comentários:

  1. Entre os jovens estudantes, é forte a percepção da importância da qualificação profissional, pois 97% deles consideram que a educação recebida influi em seu cotidiano e 78% esperam fazer uma pós-graduação no futuro. Uma expectativa que é maior para as mulheres (81 %) que para os homens (73 %). Estes são dados de pesquisa do G1.

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  2. Mais uma conclusão desta outra pesquisa, do G1 da Globo: "Os jovens que trabalham foram questionados sobre o que consideram mais importante na dinâmica laboral. No topo da lista, estão os seguintes critérios: bom salário, bom ambiente de trabalho e oportunidade de crescer na empresa. A importância da proteção social e da representação social cresce com a idade dos trabalhadores. Esses fatores foram apontados como mais importantes pelos jovens que têm entre 25 e 29 anos do que entre aqueles da faixa etária dos 15 aos 17. Para os mais velhos, é menor a importância dada, por exemplo, à qualidade do ambiente de trabalho. Em geral, os jovens que trabalham têm expectativa de trabalhar em suas próprias empresas (69 %) e no setor público (41 %)".

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  3. Depois aqui nesta seção mais informações sobre a juventude de hoje, foco da pesquisa da OIT que estamos divulgando. Você pode colocar aqui também a sua visão ou mensagem, pode também enviar e-mail com esse conteúdo para a redação do nosso blog que postamos, mande para navepad@netsite.com.br

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  4. Você tem ainda a opção de contatar o nosso editor de conteúdo, enviar material de pesquisa, fotos, vídeos, informações: padinhafranca603@gmail.com

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  5. "Não podemos afirmar nada diante duma realidade tão variada e complexa, não é uma pesquisa, mas todo um movimento cultural que poderá nos ajudar a definir e encontrar o caminho da juventude": comentário de Odair Pedro Oliveira, estudante de Jornalismo na UFMG.

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