quinta-feira, 31 de agosto de 2017

INTERIOR PAULISTA E MINEIRO ASSIM COMO O CERRADO E O NORDESTE CADA VEZ MAIS ÁRIDO VIRANDO DESERTO CADA VEZ MAIS

Esperança de uma chuva antecipando a Primavera mas isso só no Rio de Janeiro e em São Paulo: a umidade pode chegar por aqui, minorando a secura, quem sabe, chova no feriado de 7 de Setembro (quando o Hallel com Padre Marcelo estará pedindo para chover): mas o que as autoridades públicas estão fazendo para diminuir o estio, aumentar a umidade do ar, atenuar o surto de doenças respiratórias e ajudar um pouco a ecologia aqui e em meio Brasil?...Pergunta com resposta zero

O que os políticos estão fazendo para prevenir  o avanço da seca no interior do país?

Com toda esta seca, em Franca, no nordeste paulista há 40 dias sem chover e com uma umidade mínima do ar tipo deserto, com ventania levantando poeira e espalhando vírus por aí, na avenida São Vicente, numa das chácaras de Noé Rezende, queima lixo de grande proporção, levantando um cogumelo de poluição. É o que me denuncia por telefone Izabel Flores, que mora nas proximidades e diz dar uma olhada todo dia neste blog Folha Verde News. Agradeci a ela e perguntei se ela queria o telefone de plantão da Cetesb para denunciar. Izabel Flores respondeu que tem o telefone mas que não adianta reclamar de vizinhos: "Franca através do poder público teria que fazer uma campanha para acabar com isso e alertar todos da população". Concordo com ela e assim posto aqui no blog da ecologia esta declaração sincera desta cidadã em defesa do ar puro e da cidadania. 


Queima de lixo prova queimada por aqui perto em pleno estio



Rio de Janeiro - Frente fria provoca ressaca no mar. Praia do Arpoador, zona sul da cidade (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
No Rio frente fria com ressaca mas também com a bênção duma chuvinha



Por sua vez, Douglas Corrêa, da Agência Brasil, nos alerta que pelo menos na parte mais litorânea dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, o tempo pode mudar e até influenciar o interiorzão:  o município carioca teve ontem sol forte, com a temperatura máxima ultrapassando os 35° Celsius (°C). Nas primeiras horas, houve névoa em pontos isolados da cidade, mas, ao longo do dia, o predomínio foi de céu claro e sem ocorrência de chuva. As temperaturas subiram – a máxima registrada foi 35,2°C na Estação Irajá, às 15h30, e a mínima, 14,7°C na Estação Alto da Boa Vista às 5h15 mas esta quinta feira o clima começou a mudar, com a entrada de uma frente fria, chegando com ventos moderados a fortes e pancadas de chuva. De acordo com o Sistema Alerta Rio, já para esta madrugada, estavam previstas e aconteceram ventos mais intensos, com rajadas moderadas a fortes. Na parte da tarde ainda hoje podem ocorrer pancadas de chuva em áreas isoladas da cidade. O tempo vai ficar nublado até sábado com garoas e até pequenas chuvas, mas, o domingo volta a ficar claro, porém, com esta mudança de hoje, menos seco. 

Queimadas bravas por todo o interiorzão que assim acabará virando deserto


Orlando Villas Boas, sim ele mesmo, o herói do Xingu e dos povos indígenas brasileiros, era sertanista mas também um estudioso de meteorologia: o nosso editor de conteúdo deste blog, o ecologista e repórter Antônio de Pádua Silva Padinha, quando em São Paulo e atuando na TV Cultura e no Globo Repórter, por ser vizinho dele, mantinha contatos quase diários com Villas Boas: "Olha, Padinha, você que está me dizendo que a sua região de Franca e divisa com Minas e a Serra da Canastra estão secando, presta atenção, quando chove no interior do Rio, como hoje está, essa frente leva umidade e pode até a depender a época do ano, levar a chuva também para aí". Foi o que ele me falou em mais de uma vez. Gostaria que Orlando Villas Boas ainda fosse vivo e estivesse me falando isso ainda hoje. Realmente, está tudo secando por boa parte do interiorzão do país e a esperança pode vir do mar, por mais que estejamos longe do Atlântico, por artimanha da natureza. Estamos pedindo a Deus e à natureza por chuvas, que venham do mar ou também através dos "rios voadores" em que se transformam as nuvens vindas da Amazônia, que está mais longe ainda de nós, mas influi no nosso clima e em nosso clico de chuvas. Lá também o o desmatamento está atrapalhando, lá também não há gestão a governamental sustentável do clima (para não dizer desgoverno ambiental). De toda forma, estamos no pico da seca, em plena desertificação e esperando ansiosamente por ela, a nossa paixão da hora. A chuva que se chama Primavera. 


Venha chuva por favor da natureza e por amor de Deus
.
Fumaça de queimada até em local ícone da Serra da Canastra


Nas proximidades do Chapadão do Bugre entre a Canastra e Uberaba (MG)





Ao fundo a Serra seca mas o rio São Francisco resiste ali onde suas águas nascem

 
Fontes: Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com


9 comentários:

  1. Recebemos aqui outras mensagens de queimadas e de seca brava, logo mais estaremos postando outras informações e comentários, aguarde nossa edição e participe você também. Até mais, vamos à luta pela chuva e/ou pelo reequilíbrio da ecologia no interior.

    ResponderExcluir
  2. Entre o nordeste paulista e o sudoeste mineiro o estio varia conforme a microrregião, não chove entre 13 dias ou 4 meses. Em Goíás e Mato Grosso, há áreas sem chuva há 6 meses. No Norte de Minas e em pontos do Nordeste do país, até mais de 1 ano.

    ResponderExcluir
  3. "Por aqui em Guará, perto de Brasília, a umidade do ar está baixa demais, que nem de deserto mesmo, em média de somente 12% e parece que a OMS (setor de saúde da ONU) recomenda pelo menos 60% de umidade relativa do ar": comentário de José Ronaldo, o Japa, que é lojista no DF e pretende voltar a estudar Biologia na UnB.

    ResponderExcluir
  4. "Vi a previsão hoje na TV e parece que pode mesmo chover antes do fim de semana mas só no litoral de SP e Rio, aqui em Montes Claros, norte de Minas Gerais, não chove faz 4 meses ou mais": comentário de Helenice Alves, que é professora da rede pública e diz que "aqui na Paraiba meteorologista morre de fome, todos sabem que nunca vai chover".

    ResponderExcluir
  5. "Goiás, assim como Mato Grosso, normalmente é bem quente mas 2017 está exagerando, soma calor com ventania que não refresca e sim levanta pó e causa doenças, espalha vírus": Maria Fernandes, de Aparecida de Goiás, técnica de computadores.

    ResponderExcluir
  6. "Achei muito dramática para não dizer trágica a foto de queimada junto a uma das mais lindas cachoeiras da Serra da Canastra": Orlando Paiva, que viaja com produtos eletrônicos do Paraguai, em especial pelo interior do Brasil.

    ResponderExcluir
  7. "Uma vez vi o Orlando Villas Boas, numa TV à tarde, contando que os índios sabem mesmo fazer chover, os pajés têm um ritual para isso": comentário de Jader Barbosa Ramos, economista graduado na FGV em SP.

    ResponderExcluir
  8. "Vi aqui o comnetário do economista Jáder Ramos, falando que os pajés sabem fazer chover. Só mesmo então contratando índios pro Governo resolver a seca que se alastra neste deserto chamado Brasil": comentário de Maria Lemos, de Ribeirão Preto, técnica em Educação à distância.

    ResponderExcluir
  9. "A gente fica num dilema, se regar bem todas as plantas, praças e jardins, pode nos faltar água pro consumo da população nas cidades deste circuito da seca, bem definido nesta matéria aqui. Assim, só medidas estruturais e preventivas podem mudar essa situação de criação de desertos no país": comentário de Maria Helena Bacci, de Porto Alegre (RS), formada em Química, pretende se tornar Geóloga pela USP.

    ResponderExcluir

Translation

translation