terça-feira, 8 de agosto de 2017

JÁ EXISTEM PELO MENOS 79 INICIATIVAS DE IMPRENSA LIVRE ESPALHADAS POR 12 ESTADOS BRASILEIROS ALÉM DE SITES OU BLOGS E POSTAGENS EM REDES SOCIAIS

O que descobrimos com o Mapa do Jornalismo Independente é que avança por todo o país a luta pela liberdade de informação como um canal a bem dos direitos da cidadania e duma maior chance de futuro na vida da população e do próprio Brasil


 

 

Através do Jornal JTT de Florianópolis (Santa Catarina) a gente ficou mais por dentro e está destacando hoje aqui no blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News que ao longo de 2015, 2016 e agora em 2017 a Agência Pública se dedicou a mapear o jornalismo independente no Brasil. Era algo que não havia sido feito até então e que se encaixa na nossa missão de fomentar o jornalismo independente no Brasil. O Mapa é uma ferramenta que pode ajudar a entender melhor esse cenário e funcionar como um catálogo para as pessoas interessadas em acompanhar novos meios de comunicação.

 



O que descobrimos com o Mapa do Jornalismo Independente
Este é o mapa atual das iniciativas brasileiras de liberdade de informação




Segundo o Sindicato de Jornalistas de São Paulo, são 79 iniciativas de imprensa livre espalhadas por 12 estados, com variadas formas de mídia e de financiamento, a  equipe da Agência Pública fez uma lista de organizações independentes e estabeleceu alguns critérios para incluí-las no mapa. Foram selecionadas aquelas que nasceram na rede, fruto de projetos coletivos e não ligados a grandes grupos de mídia, políticos, organizações ou empresas. Blogs não entraram direto no mapeamento porque alguns são iniciativas individuais, com tom pessoal e nem todos necessariamente jornalístico, embora existam blogueiros com a proposta de atuarem como veículos autossustentáveis, uma das marcas da geração que está surgindo no jornalismo nacional. Nosso blog está nesta perspectiva de liberdade de informação e ao longo de mais de 5 anos no ar, na web, obteve quase a marca de 500 mil visualizações para as suas postagens. 







O Mapa do Jornalismo Independente é superimportante na realidade brasileira

A Agência Pública montou um formulário e pediu que os veículos independentes selecionados a partir dos critérios iniciais respondessem e indicassem outras organizações que se encaixavam nas regras. Foram mapeadas 79 iniciativas em 12 estados e no Distrito Federal. O estado de São Paulo concentra 36 veículos independentes, quase a metade dos que aparecem no Mapa. Encontramos sete organizações descentralizadas e, por terem sido criadas na rede, não têm um só local de fundação. É o caso da Revista AzMina, que reúne pessoas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Estados Unidos e Portugal.



O webjornalismo está sendo maior fronteira da liberdade de informação



Uma imagem ícone da luta pela liberdade dos jornalistas 



O Mapa do Jornalismo Independente mostra apenas organizações em atividade. Entre as iniciativas listadas, a mais antiga é o site Scream and Yell, especializado em informações musicais e fundado em 1996. Entre 1996 e 2006, o surgimento de veículos de jornalismo independente no Brasil passa por períodos instáveis, com alguns anos sem registro de criação de organizações. A partir de 2006 é possível observar o surgimento de ao menos um veículo por ano. De 2013 para 2014, a fundação de novas organizações saltou de cinco para 18. A partir de informações fornecidas pelos jornalistas, foi possível mapear também a forma como essas organizações se sustentam. Entre as 79, 32 têm caráter comercial e 47 são sem fins lucrativos. Dos 57 veículos que possuem alguma forma de financiamento, 35 mencionaram fontes de renda variadas e 22, somente uma. As 22 outras organizações ainda não contam com financiamento.




Charges são outro canal crescente da liberdade de expressão



Vários autores cada vez mais também debatem o problema no Brasil




A fonte de renda mais mencionada pelas organizações com fins lucrativos foi a utilização de publicidade (13). Já entre as iniciativas sem fins lucrativos, sete veículos mencionaram o uso de publicidade, enquanto o modelo de financiamento mais citado por esse segmento é a doação de pessoas jurídicas (15). Dos 47 veículos sem caráter comercial, 18 ainda não contam com fontes de financiamento. Entre os veículos com caráter comercial, o número cai para sete. Vale a pena os jornalistas de todo o Brasil debaterem o uso do sistema de financiamento coletivo que funciona, como é o exemplo do festival de mulheres cantoras a rolar em setembro em São Paulo, Sonora, que está sendo desde já financiado totalmente por este modelo que é alternativa nova e garante independência. 


Festival Sonora se garante pela alternativa do financiamento coletivo

A maioria dos veículos de jornalismo independente usa sites próprios (59) para publicar seu conteúdo, enquanto 13 divulgam a produção diretamente no Facebook. Os demais publicam em blogs, no Medium e em outras redes sociais, como Twitter e YouTube. Já o Farol Jornalismo, de Porto Alegre, dissemina toda a sua produção através de newsletters semanais.


O momento político e jurídico do país limita o abismo entre o direito e a justiça



Esta análise considera apenas algumas organizações selecionadas pela Publica para entrarem no Mapa do Jornalismo, uma ferramenta viva e participativa, que permite aos leitores incluir novos veículos independentes que não necessariamente atendem aos nossos critérios, segundo informa a redação da Agência Pública, site em que você pesquisar mais sobre o jornalismo independente no Brasil. "Essa luta é superimportante como uma via para ajudar mudanças e avanços na realidade do país, participando assim também da criação do futuro da nação e da nossa vida", comenta por aqui no blog da gente o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, argumentando ainda que a liberdade de informação é a esperança maior para que nossa população consiga construir e usufruir um desenvolvimento sustentável no país".
 

Herança ou sequela dos tempos ditatoriais a censura sobrevive de outras formas








9 comentários:

  1. No noticiário de hoje, os prejudicados pelas obras da Olimpíada no Rio ameaçados mais ainda em seus direitos, também, juiz federal suspende punição à Samarco e empresas parceiras e responsáveis pela destruição de ecossistemas na Bacia do Rio Doce entre Minas e Espírito Santo (desastre ambiental em Mariana), prejudicando milhões de pessoas nesta região. Fatos assim só podem ser devidamente levados à opinião pública com liberdade de informação.

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  2. Estes fatos e mais a institucionalização da grilagem e as reduções florestais (desafios do meio ambiente) mostram a superimportância atual da liberdade de informação no Brasil, contexto em que valorizamos ainda mais este Mapa da Agência Pública.

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  3. Já temos aqui mais informações e já recebemos mensagens sobre essa nossa pauta em debate hoje aqui no blog da gente, logo mais postaremos nesta seção de comentários, aguarde, confira e participe você também.

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  4. Você pode colocar direto aqui a sua opinião ou se precisar ou preferir, envie a sua mensagem para o e-mail da nossa redação navepad@netsite.com.br e/ou mande sua mensagem diretamente pro nosso editor de conteúdo do blog padinhafranca603@gmail.com

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  5. "Não só em grandes cidades ou nos maiores veículos da mídia impressa, creio que o mapeamento da liberdade de expressão ou da independência de todo tipo de jornalismo é vital hoje no país passando por um momento de gravidade": comentário de José Roberto Pereira, advogado, militante da OAB em São Paulo (SP).

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  6. "Histórica esta videoreportagem do Jamil Chade, do Estadão, com Julian Assange, anos atrás, mas que tem toda a atualidade": comentário de Maria Eduarda dos Santos, do Rio de Janeiro, graduada em Economia pela PUC do Rio.

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  7. "Achei muito interessante um post no Face, chamando para esta matéria neste blog, questionando se no Brasil existe mesmo liberdade de informação": comentário de Fabrício Corrêa, de São José dos Campos (SP), empresário de exportação.

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  8. "Entre 180 países avaliados, o Brasil ocupa a posição de número 103 no ranking mundial da liberdade de imprensa em 2017, apenas uma posição melhor do que no levantamento anterior, quando estava a 104 posições abaixo do país com maior liberdade no setor": comentário que está no relatório anual da entidade Repórteres Sem Fronteiras.

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  9. "Não é muito diferente na Europa, no Japão ou nos Estados Unidos, nosso país está estagnado numa posição classificada como “sensível” há seis anos. Esse é o terceiro indicador em uma lista de cinco: situação boa, relativamente boa, sensível, difícil e grave. Ele explica que o levantamento é centrado na segurança dos profissionais e esse é mais um indicativo, nos últimos anos aumentou o número de agressões a jornalistas em manifestações por exemplo": comentário de Arthur Romeu, representante da entidade internacional Repórteres sem Fronteiras no Brasil.

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