quarta-feira, 16 de agosto de 2017

MUITAS ESPÉCIES DE ANIMAIS AMEAÇADOS NA TERRA SERÃO MONITORADOS PELA ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL EM MISSÃO ECOLÓGICA DA ISS

O Instituto Max Planck através do projeto Icarus já está realizando esta pesquisa via chips nas espécies: é um trabalho de proteção animal em cooperação com países do nosso planeta (pelo visto acabarão por monitorar também o ameaçado ser humano)
 
 
As tartarugas de Galápagos são apenas um exemplo das muitas espécies de vida que já começam a ser monitoradas pela Estação Espacial graças ao projeto de Cooperação Internacional para a Pesquisa Animal desde o Espaço (Icarus). A iniciativa, impulsionada pelo Instituto Max Planck para Ornitologia, da Alemanha, espera estudar também as migrações de dezena de espécies, desde aves a elefantes. Em dois meses, em outubro de 2017, portanto, um foguete russo deve levar a equipe e os equipamentos ao espaço. Os chips do GPS por exemplo terão que ser especialmente adaptados para as tartarugas bebês, que pesam de 60 a 70 gramas ao nascer. "A Estação Espacial é ideal para esse projeto, porque nela podem ser colocados equipamentos de hardware muito pesados e potentes, com antenas muito sensíveis que captam até os sinais mais frágeis do mundo", explicou Stephen  Blake, pesquisador deste instituto e também professor da Universidade St. Louis, em Missouri (EUA).
 

A missão ecológica da ISS está dentro do projeto Icarus

Aqui uma tartaruga gigante de Galápagos


Estação Espacial Internacional ajudará a proteger as tartarugas gigantes e outras espécies terrestres -  Elas são conhecidas como tartarugas gigantes das ilhas de Galápagos, mas quando nascem medem só uns seis centímetros. Desde o momento em que saem dos ninhos, os bebês de tartaruga enfrentam sozinhos o mundo e suas dificuldades ou desafios. Quando conseguem sobreviver, podem chegar a 150 anos de idade. No entanto, para eles, hoje um dos maiores desafios é o crescente impacto da atividade humana, a economia na atual sociedade mundial de consumo. Há anos, uma equipe internacional de cientistas rastreia a migração de populações de tartarugas adultas. Porém, os bebês são muito pequenos para receber os equipamentos de GPS, porém agora, com novos dispositivos em miniatura, eles podem ser colocados nos recém nascidos. Os sinais serão captados pelos possantes receptores na Estação Espacial, que pode ser, em virtude desta missão, literalmente, como nave mãe das espécies mais ameaçadas.
 

Por aqui na Brasil a ameaçada Onça Pintada

O Urso Panda também merece atenção especial e espacial

A ISS tem várias missões a favor da natureza
 

Nosso futuro - “Ao colocar esses transmissores em um grande número de tartarugas bebês podemos segui-las ao longo de sua vida”, comentou ainda Stephen Blake, coordenador do Programa de Ecologia do Movimento das Tartarugas Gigantes de Galápagos: "“Poderemos então compreender em que medida elas conseguem sobreviver, e, se não conseguem, qual foi o problema. Esta informação poderá salvar muitas vidas, de muitas espécies". Ele e outros cientistas entendem esta missão como crucial para a conservação das espécies animais e até para a criação do nosso futuro.
 

Astronautas de diferentes países formam uma equipe
 


O Tatu Bola do nosso Cerrado aqui na região também receberá chip da ISS



O mistério das migrações - Além de equipamento pesados e possantes a Estação Internacional tem uma outra característica que ajuda nessa missão ecológica e espacial, é que ela tem uma órbita muito mais baixa, em comparação com a maioria dos satélites e cobre praticamente toda a superfície da Terra duas vezes por dia.  Embora a tartaruga gigante, por exemplo, seja um animal icônico de Galápagos, ainda há muitas questões sobre sua vida que a ciência ainda não conseguiu responder. Elas migram em busca de comida melhor seguindo as estações, de acordo com pesquisas do Instituto Max Planck. Muitas ilhas de Galápagos, com vulcões ativos e inativos, elavam-se a mais de mil metros acima do nível do mar e os padrões de chuva seguem faixas de altura. A parte mais baixa das ilhas, a uns 150 metros, tende a receber pouca chuva e a ser mais árida. As zonas de média elevação, entre 150 e 350 metros, são semiáridas, e as mais altas, com maior cobertura de nuvens, têm mais umidade e mais chuvas, mais água, mais alimentos, mais chance de vida. Todo ano, há uma vegetação abundante nas zonas elevadas, mas na temporada chuvosa as precipitações alcançam também as áreas mais baixas, que também ficam verdes. As tartarugas migram para esses pontos mais baixos para comer plantas novas, ricas em proteína e fáceis de digerir, segundo pesquisou Blake. Outro fator que leva os animais a se mudar é a reprodução, já que o solo e a temperatura das zonas mais baixas são mais adequados para os ninhos. (Também golfinhos, baleias nos oceanos e algumas espécies terrestres como pássaros buscam locais mais adequados para os filhotes sobreviverem). Um dos maiores mistérios é o que os especialistas chamam de migração parcial. Não se sabe ainda por que apenas uma porção das tartarugas se muda, pois, na maioria das espécies migratórias, toda a população vai junto, quando migram.
 

O ser humano também ameaçado de extinção?
 
 
Na seção de comentários deste nosso blog de ecologia, mais informações sobre a migração das tartarugas gigantes de Galápagos e de outras espécies, que enfrentam vários desafios hoje em nosso planeta: confira também mensagens e opiniões, participe e comente sobre esta matéria de hoje, mostrando o alcance da tecnologia espacial para nos ajudar aos que estamos sobrevivendo aqui no chão. "Por falar nisso, do jeito como anda a violência, a poluição, a overdose de doenças, o ser humano acabará por ser uma espécie de vida a ser monitorada do espaço, aliás, parece que isso de alguma outra forma já acontece", comenta por sua vez nosso editor de conteúdo do Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, que cita até neste caso inteligências ETs...
 

Galápagos ou ETs o que vale é o amor pela vida

 
Fontes: Ambiente Brasil - G1 - Instituto Max Planck - BBC
             www.folhaverdenews.com
 

7 comentários:

  1. “Por que algumas tartarugas não migram? Que fator determina se um animal vai ou não? É o tamanho do corpo ou a disponibilidade de comida? É a idade ou o estado físico”, questiona o pesquisador Stephen Blake (Projeto Icarus do Instituto Max Palck), que é da Universidade St. Louis em Missouri nos Esadtos Unidos, em sbuca de respostas e também de soluções para salvar as especies mais ameaçadas de Galápagos e de toda a Terra.

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  2. No caso das tartarugas gigantes, elas são nômades ou sedentárias?... O cientista britânico explica que existem quatro estratégias principais de migrações. Algumas tartarugas adultas são sedentárias. “Elas se mudaram apenas por um raio de 200 metros nos oito anos em que as monitoramos”: comenta Stephens Blake.

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  3. "Para exemplificar a pesquisa que está sendo feita com várias espécies animais ameaçadas, o que já sabemos é que as tartarugas que migram seguem padrões previsíveis e usam sempre as mesmas rotas. Ano após ano elas seguem as mesmas rotas desde as zonas mais altas até as mais baixas de Galápagos. Depois retornam para os mesmo lugares one nasceram, aliás, tem sido assim também com os homens e as mulheres de vários lugares do nosso planeta": comenta com humor Blake, pesquisador do Projeto Icarus.

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  4. O projeto de monitoramento das tartarugas gigantes, seja por GPS tradicional ou com a a ajuda Estação Especial Internacional, pode ser a chave para o futuro desses e de outros animais ameaçados em sua sobrevivência: “Essa pesquisa é importante, fundamentalmente porque o habitat das tartarugas está mudando devido à crescente atividade humana”, diz o pesquisador Blake. “Essa atividade ameaça as rotas migratórias e cá entre nós, não somente as tartarugas gigantes de Galápagos”...

    Para Blake, “as tartarugas são tão longevas que esses últimos problemas nas rotas só serão percebidos depois de muitos anos”.

    “Só houver um grande problema com o sucesso reprodutivo das tartarugas só vamos saber depois de décadas”, disse Blake à BBC Mundo. “Por isso é tão importante saber o que acontece com as tartarugas bebês”. (Fonte: G1)

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  5. "Através desta matéria e dos comentários entendi melhor a razão de ser da ISS e também o valor de resgatar a vida de espécies ameaçadas": comentário de Ivone Lopes, executiva de empresa transnacional, em São Paulo.

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  6. "Para mim o que mais curti é o enfoque do ser humano sendo monitorado do espaço, realmente, creio que logo mais estaremos mesmo ameaçados de extinção do jeito como as coisas vão indo por aqui na Terra": comentário de Alfredo José Carvalho, educador ambiental, hoje vivendo entre em Vila Velha e Vitória, no Espírito Santo.

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  7. "Superlegal também esse documentário sobre a ISS, só de fora da Terra é capaz de vir uma solução mais inteligente e pacífica": comentário de Agenor de Morais, de Brasília (DF), empresário de exportação e de importação.

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