sexta-feira, 4 de agosto de 2017

NOVOS ESCRAVOS URBANOS E RURAIS TAMBÉM NO BRASIL DENUNCIAM APÓS INVESTIGAÇÃO O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO E O MOVIMENTO DE CIDADANIA

Pessoas das Filipinas e de outros cinco países, imigrantes, refugiados e iludidos foram trazidos ao Brasil por agências com promessas falsas de emprego: acabam escravizados e algumas mulheres trabalham em mansões 12 horas por dia ou também viram até escravas sexuais 


Mulheres das Filipinas escravizadas em mansões de São Paulo


 
Força-tarefa que uniu Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo e alguns órgãos e entidades como parceiros investiga esquema de agenciamento de pessoas para trabalho doméstico em residências de alto poder aquisitivo no Brasil. As agências Global Talent e SDI estão sendo na investigação apontadas como responsáveis pelo aliciamento de trabalhadores, esta operação começou no MPT ainda em 2014 contra a primeira destas duas empresas. Segundo os documentos obtidos em diligência da força-tarefa nos escritórios delas, por exemplo, mulheres estrangeiras são aliciadas nas Filipinas, em Chipre, Hong Kong, Dubai, Cingapura e no Nepal com falsas promessas de trabalho doméstico em residências de alto padrão especialmente em São Paulo.
 
Oficinas de costura até de grandes marcas também exploram estrangeiras

As trabalhadoras pagam taxas de mais de U$ 2.500,00 (equivale a mais de R$ 7.000,00) à agência para serem trazidas ao nosso país, após serem enganadas por anúncios oferecendo vagas com salário de U$ 700,00 (cerca de R$ 2.200,00) e benefícios como décimo terceiro e bônus de horas extras. Ao chegarem, são conduzidas, sem contrato formal de trabalho ou qualquer garantia de direitos, a famílias dispostas a pagar mais de R$ 10 mil à agência em troca de todas as trabalhadoras, em lote. Nas residências, sofrem maus tratos e são submetidas a jornadas que podem ir das 6h da manhã às 8h da noite, de domingo a domingo. Há relatos de mulheres obrigadas a ficar à disposição dos patrões 24 horas por dia. Segundo documentos obtidos na fiscalização, 180 pessoas foram trazidas ao Brasil através dessas intermediações. Muitas delas não mantêm mais qualquer contato com a agência e vivem no Brasil sem identificação ou documentos regulares de imigração ou seja, perdidas no mundo. 
 
 
 

Mulheres que viram escravas sexuais não conseguem se livrar

 
A Global Talent (também chamada Domésticas Internacionais CMIS Brasil) está na mira do MPT desde a mais de 3 anos, após uma primeira denúncia anônima ser encaminhada em 2014 pela Secretaria da Justiça de São Paulo (via  o serviço de cidadania Disque 100). Segundo a denunciante anônima, uma mulher quando chegou ao Brasil vinda das Filipinas teve seus documentos retidos, recebeu valor bem abaixo da remuneração prometida, foi constantemente ameaçada de deportação caso tentasse denunciar. Naquele mesmo ano, a Global Talent firmou Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MPT comprometendo-se a formalizar ou auxiliar a formalização do contrato de trabalho de estrangeiros cuja mão-de-obra tivessem intermediado. Além disso, deveria regularizar documentos de trabalhadores contratados antes da entrada no território nacional, com obtenção de concessão de autorização de trabalho fornecida pelo Conselho Nacional de Imigração (CNIG) e também de visto temporário ou permanente fornecido pelo Ministério das Relações Exteriores. O acordo foi encaminhado ao Conselho Nacional de Imigração, Ministério Público do Trabalho e à Polícia Federal.

Flagrante de bolivianos que sofriam exploração em São Paulo


Refugiados de países em guerra sofrem também exploração


 
 Refugiados, imigrantes e fugitivos são vítimas de escravidão...

...ou rural ou urbana aqui agora em pleno Século 21

Agora em 2017, fiscalização feita a pedido do MPT, constatou que a Global Talent continuava intermediando mão de obra sem as devidas formalizações, o que reabriu as investigações. No mesmo ano, 3 mulheres filipinas fugiram das mansões onde trabalhavam e recorreram à Missão Paz, que fez a denúncia formal do crime. Na mesma semana as trabalhadoras foram ouvidas pessoalmente no MPT-SP, sendo constatadas condições degradantes de trabalho. Neste processo ficou decidido que os órgãos, em conjunto, realizarão mais diligências nestes escritórios e em outros que sejam denunciados. Agora com o aumento do fluxo de refugiados e imigrantes esta situação degradante tende a crescer em número de casos e na gravidade das ocorrências: sob a capa de oportunidade de serviços bem remunerados há até casos de exploração sexual ou de exposição das pessoas a trabalho escravo e degradante em pleno Século 21.

 
Alerta sobre trabalho escravo e degradante
 
Fontes: MPT
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com 

7 comentários:

  1. Logo mais, aqui nesta seção de comentários do nosso blog de ecologia (ecologia humana, também, a não violência) por uma questão de cidadania estaremos postando mais informações sobre esta situação de trabalho escravo e/ou degradante no Brasil em 2017.


    ResponderExcluir
  2. Você pode colocar direto aqui nesta seção o seu comentário ou se preferir ou precisar envie a sua mensagem, denúncia ou crítica para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br


    ResponderExcluir
  3. Você também pode contatar por e-mail o nosso editor de conteúdo do blog, mande a sua mensagem para padinhafranca603@gmail.com


    ResponderExcluir
  4. "Olha, eu cheguei a acompanhar no Fórum em São Paulo um caso de mulheres imigrantes exploradas como faxineiras e até para serviços sexuais, vou depois mandar para vocês mais informações": comentário de Dario Gonçalves, advogado na capital paulista.


    ResponderExcluir
  5. "Esta situação revelam uma falha na estrutura da lei e a falta de visão humanitária em nossa sociedade, isso reforça também o preconceito contra coreanos, chineses, africanos, entre outros, sendo mais grave no caso de mulheres e crianças": comentário de Fabrício Oliveira, que fez Psicologia pela Unesp.


    ResponderExcluir
  6. "Curti muito o vídeo nesta página que é um documentário completo sobre a questão de todos os tipos de refugiados, imigrantes e estrangeiros em dificuldades no Brasil agora": comentário de Leila Alves, de São Paulo (SP), técnica de computação.


    ResponderExcluir
  7. "Acho importante divulgar esse Diak 100 para brecar casos de exploração de trabalho escravo ou de mulheres que precisam ser resgatadas e não sabem a quem socorrer": comentário de Izabel Morais de Almeida, de Vila Velha (Espírito Santo).

    ResponderExcluir

Translation

translation