domingo, 17 de setembro de 2017

CIENTISTAS ADVERTEM QUE DESEQUILÍBRIOS DO CLIMA E DO AMBIENTE VÃO TRAZER MAIS FURACÕES, TUFÕES, SECAS, ENCHENTES E OUTROS DESASTRES NATURAIS (TAMBÉM NO BRASIL)

Cientistas relacionam a incidência de desastres ambientais e climáticos mais destrutivos ao aumento da temperatura global e a esta atual estrutura da civilização

 
Cientistas alertam sobre aumento de eventos extremos no clima e no ambiente

 

A ocorrência este mês de dois furacões em um prazo de uma semana em países do Caribe e da América do Norte, reacende agora o debate sobre as mudanças climáticas e trouxe novas críticas, por exemplo, ao posicionamento do Governo Trump. A maior parte da comunidade científica norteamericana relaciona a incidência de furacões mais destrutivos ao aumento da temperatura global. Um estudo chamado Relatório Especial Ciência e Clima, do Programa de Investigação da Mudança Global dos Estados Unidos (CSSR), que reúne cientistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica  (NOAA), da Nasa e de mais 11 agências federais dos Estados Unidos afirma que a atividade humana e do atual padrão da economia (poluição, combustíveis fósseis etc) contribui para aumentar mais agora a temperatura global e, consequentemente, a incidência de furacões e de outras catástrofes que já podem ser agendadas, não só no Atlântico Norte, também no oceano Pacífico que já ocorrem e até em áreas do planeta onde não há história de eventos assim tão destrutivos, como é o caso do Brasil. Acompanhe um  resumo dos debates e das advertências dos mais variados pesquisadores do clima do meio ambiente nestes dias.  








Furacão Irma sobre o Caribe, o mais forte registrado no Oceano Atlântico
Cientistas estão prevenindo e alertando sofre furacões mais fortes ainda
 

O relatório é parte da Avaliação Nacional do Clima e começou a ser feito durante o mandato de Bill Clinton, ainda em 1990.  Em junho, o estudo foi publicado pela comunidade científica, que então encaminhou o relatório para a Casa Branca. Até hoje, a administração atual dos USA nem ao menos se pronunciou sobre estes estudos.As conclusões batem de frente com a ideologia defendida por Donald Trump, de que não é possível comprovar que o aquecimento global é consequência da interferência humana ou da atual estrutura econômica dos países. A Union of Concerned Scientist (UCS, a sigla em inglês para a União dos Cientistas preocupados com o clima), lembra que "para as comunidades costeiras, as cicatrizes sociais, econômicas e físicas deixadas por grandes furacões, como o Irma agora recentemente, são e serão ainda mais devastadoras". Os cientistas reafirmaram que os furacões são parte natural do sistema climático. Lembraram, no entanto, que as pesquisas recentes sugerem  o aumento de seu poder destrutivo, ou intensidade, desde a década de 1970, em particular na região do Atlântico Norte. Não só os furacões no Atlântico estão se intensificando, os tufões do Oceano Pacífico também estão atingindo a Ásia de maneira mais feroz. Estes pesquisadores do climea e do ambiente afirmam que os oceanos absorveram  93% do excesso de energia gerada pelo aquecimento global entre 1970 e 2010. Dessa maneira, já é possível observar a intensificação da atividade de furações em algumas regiões do planeta. 





água do mar invade a cidade após passagem do furacão Irma
Países menos estruturados e populações mais pobres sofrerão mais os efeitos
 

O furacão é um fenômeno formado pelo aquecimento das águas oceânicas. Temperaturas marítimas superiores a 27º graus causam a evaporação da água que sobe aquecida em forma de vapor até as nuvens. O contato do vapor quente e do ar frio da atmosfera provoca correntes de ar que se descolam em movimento circular e formato de cone. Os níveis do mar também estão subindo,  porque com os oceanos mais quentes,  água do mar se expande. Essa expansão segundo a UCS, combinada ao derretimento do gelo na Terra, causou um aumento médio global de aproximadamente 8 polegadas (20 cm)  do nível do mar,nestes últimos 30 anos. A tendência esperada é de aceleração desse processo nas próximas décadas. Níveis do mar mais elevados na região costeira e a água mais aquecida poderão proporcionar furacões e outros eventos cada vez mais destrutivos  aumentarão quanto maior for o desequilíbrio do clima e do ambiente. O impacto econômico será sentido massivamente, como vem ocorrendo nos últimos anos. afetando milhares de pessoas. Só nos Estados Unidos, 100 milhões de pessoas vivem em municípios litorâneos, cerca de um terço da população total. Furacões mais potentes causaram perdas humanas, perdas econômicas para o Estado, a iniciativa privada e a população em geral. Agora nos Estados Unidos,  o impacto do Harvey foi bastante sentido pelas indústrias petrolíferas da costa do Texas. O abastecimento comprometido deixou os preços da gasolina mais altos e e a falta do produto foi sentida durante a passagem do furacão pela Flórida. Foi preciso que o governo do estado garantisse abastecimento nas estradas para a população que tentava deixar as áreas atingidas e que não conseguia abastecer os carros nos postos das rodovias. Este é um dos sintomas do agravamento da situação, segundo levantou também a repórter Leandra Felipe, da Agência Brasil e no site de assuntos socioambientais EcoDebate.  Já se começam a questionar efeitos climáticos e problemas econômicos também em nosso país. 


 As atuais enchentes no Rio Grande do Sul...

...ou em países do Oceano Pacífico dimensionam o desafio





Há também uma longa matéria no site de Geografia e estudos do clima Portal São Francisco. entre outras informações, a principal evidência do aquecimento global vem de comparações de temperaturas desde 1860. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000. De 1945 a 1976, houve um ligeiro esfriamento global que fez com que os cientistas suspeitassem que iria ocorrer um esfriamento global. O aquecimento ocorrido não foi igual em todo mundo, ou seja, hoje se acredita que os continentes tenham aquecido mais do que os oceanos. Os estudos indicam que a variação da irradiação solar pode ter contribuído em cerca de 50% para o aquecimento global ocorrido entre 1900 e 2000. Outras evidências que nos mostram a variação das temperaturas é a cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, o aumento do nível dos mares, o aumento das precipitações. Os satélite mostram uma diminuição de 10% na área que é coberta por neve desde os anos 60. A área da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% ultimamente. Estudos mostram que a maior intensidade das tempestades está relacionada com o aumento da temperatura da superfície da faixa tropical do Atlântico. Esses fatores podem vir a ser responsáveis, em grande parte, pela violenta temporada de furacões e de outros eventos extremos que já começam a ser agendados em várias regiões do planeta. 

Secas extremas ou enchentes além de ciclones e tempestades


No Brasil, um dos setores que mais contribui para a geração de gases do efeito estufa (GEE) tem sido a agropecuária. No setor de agricultura e agropecuária, a pecuária é o sub-setor com maior emissão de GEEs (corresponde a 18% do efeito estufa) devido a digestão do gado bovino. Uma redução no consumo mundial de carne bovina é uma das medidas possíveis para conter o efeito estufa. Como mudar ou diminuir o comércio e o consumo de carne? Os GEEs poderiam ser transformados em biocombustível para atenuar os efeitos de desequilíbrios no clima e do ambiente? As secas no nordeste brasileiro ou em to semiárido do Cerrado, as enchentes noi sul do país, são efeitos agora da complicação crescente do setor ambiental e climático até por aqui na América do Sul?


Mudar a atual estrutura e evitar eventos extremos extremos do clima e do ambiente


Os estudos científicos já mostram que os  principais gases causadores do efeito de estufa, o dióxido de carbono (CO2), metano (Ch2) e óxido nitroso (N2O) e CFCs (clorofluorcarbonetos) precisam ser melhor controlados com urgência. Atualmente as suas concentrações estão só aumentando. A concentração de dióxido de carbono na atmosfera aumenta devido à sua libertação através da indústria, transportes e pela desflorestação ou pelos desmatamentos (as plantas retiram o dióxido de carbono da atmosfera). A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações meteorológicas em todo o globo desde 1860. Os dados mostram que o aumento médio da temperatura foi de 0.5 ºC durante o século XX. Os maiores aumentos foram em períodos como entre 1910 a 1945, 1976 a 2000 e agora. Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas que estão diminuindo e do aumento do nível global dos mares, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo. Maiores períodos de seca, furacões mais intensos e inundações são cada vez mais frequentes. São evidências mas os Estados Unidos, um dos maiores poluidores do mundo, está na contramão das conclusões e alertas dos cientistas.

O clima da Terra está quase atingindo um ponto de viragem?

 
A situação está cada vez mais grave nos últimos 30 anos


A temperatura da Terra, com o rápido aquecimento global dos últimos 30 anos, está agora a passar pelo nível de temperatura mais elevado do Holocénico, o período de clima relativamente estável que existe há mais de 10 mil anos. A subida de temperatura em um grau Celsius tornará a Terra mais quente do que foi no último milhão de anos. A atitude de alheamento perante as emissões de CO2 produzidas pelos combustíveis fósseis, que na última década aumentaram 2 por cento ao ano, será responsável por um aquecimento adicional de 2 a 3 graus Celsius. Este drástico aumento implicará mudanças que praticamente darão origem a um planeta diferente. O clima da Terra está quase atingindo, mas ainda não ultrapassou, um ponto de viragem além do qual será impossível evitar alterações climáticas de longo alcance e de consequências indesejáveis. Estas alterações compreendem não apenas a perda do Ártico como nós o conhecemos, com tudo o que isso implica para a vida selvagem e para as populações indígenas, mas também prejuízos em muito maior escala devido à subida do nível dos mares em todo mundo. O nível do mar subirá primeiro lentamente, porque as perdas das orlas marítimas da Gronelândia e da Antárctica devido à aceleração das correntes de gelo são quase compensadas pelo aumento da queda de neve e pelo espessamento dos lençóis de gelo, que engrossarão os lençóis de gelo interiores. Mas à medida que o gelo da Gronelândia e do Oeste da Antárctica amolecer e for lubrificado pela água resultante da fusão, e que os bancos de gelo de sustentação desaparecerem devido ao aquecimento do oceano, a balança irá inclinar-se para a perda de gelo, provocando assim a rápida desagregação dos lençóis de gelo. A história da Terra alerta que, com um aquecimento de 2 a 3 graus Celsius, o novo ponto de equilíbrio do nível do mar poderá incluir não apenas a maior parte do gelo da Gronelândia e do Oeste da Antárctica, mas uma percentagem do Leste da Antártica, aumentando o nível do mar em 25 metros. Não havendo mudanças estruturais, nos próximos anos e décadas os habitantes das zonas costeiras terão de enfrentar inundações irregulares associadas a tempestades e outros eventos extremos. Os cientistas já advertem as autoridades governamentais, ecologistas já lutam por uma nova realidade, com um novo equilíbrio sustentável entre a economia e a ecologia, porém por mais claro que sejam os alertas da natureza os interesses para se manter tudo como está hoje têm sido mais fortes.

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(Confira na seção de comentários do blog mais algumas informações e também mensagens e opiniões sobre o tema de hoje no nosso blog da ecologia e da cidadania)



Fontes: www.portalsãofrancisco.com.br
              CSSR - NOAA - Nasa - 
              Agência Brasil
              www.ecodebate.com.br
              www.folhaverdenews.com 

9 comentários:

  1. Logo mais por aqui nesta seção, mais informações, debate, opiniões, você pode colocar diretamente aqui a sua mensagem ou se preferir ou precisar envie para a redação deste blog navepad@netsite.com.br

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  2. Você pode também contatar direto o editor de conteúdo do nosso blog do movimento ecológico, científico e de cidadania para mandar mensagem ou material como vídeo ou fotos, mande para padinhafranca603@gmail.com

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  3. Aguarde nossa próxima edição dos comentários.

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  4. "Pelo que vi em agências de notícias internacionais, entre entre furacões, enchentes e secas, clima na América Latina apresentará mudanças climáticas e eventos extremos nos próximos anos": comentário de Rubens Moreira dos Santos, geólogo pela USP, citando em especial alguns dados da France Press.



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  5. Rubens Moreira coleciona matérias como do Correio Brazilienze e arquivos de agências de noticias:"Vi por exemplo, população rural da Nicarágua dizendo que a seca agora tem sido pior que em qualquer outra época, oito dias (de chuva) é tudo o que caiu por ali em um ano. Debaixo de casas modestas, o rio não é mais que um caminho rochoso".

    "

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  6. O geólogo Rubens Moreira guardou também as conclusões de quando a América Latina sediou em Lima, capital peruana, a 20ª conferência da ONU sobre mudanças climáticas, um fenômeno que torna a região particularmente vulnerável, explicou Sonke Kreft, encarregada destas questões no âmbito da ONG alemã Germanwatch, que avalia os países mais frágeis na questão".

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  7. "Já vai fazer 5 anos que o Banco Mundial avaliou que a América Latina e o Caribe seriam "uma das regiões mais afetadas pelo aumento da temperatura", apesar de sua fraca contribuição (12,5%) às emissões globais de gases de efeito estufa. O México e a maior parte da América Central se tornarão mais secos e a América do Sul será mais úmida em sua parte norte e sudeste. Mas o centro do Chile e o sul do Brasil ficarão mais secos nos próximos anos", explicou Rodney Martínez, membro da comissão de climatologia da Organização Meteorológica Mundial.

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  8. "Estu vendo aqui na revista Veja deste fim de semana que a seca em várias regiões do Brasil já está pondo a economia do Café (que teve um aumento de 50% no consumo) no prejuízo, é mais um sinal deste problema do clima e do ambiente": comentário de Rachel dos Santos Fernandes, do Rio de Janeiro, que trabalha no mercado financeiro.

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  9. Notícia desta madrugada, da Agência Brasil: Tremores de terra foram registrados na madrugada de hoje (18) em várias cidades da região serrana do Paraná, entre elas Rio Branco do Sul, a cerca de 30 quilômetros. De acordo com o Corpo de Bombeiros do município, o tremor ocorreu por volta da 1h15 e durou poucos segundos. A corporação informou ainda que o tremor foi sentido também em Tamandaré, Itaperuçu e Campo Magro. Tremores de terra foram registrados na madrugada de hoje em várias cidades da região serrana do Paraná, entre elas, Rio Branco do Sul Tremores de terra foram registrados na madrugada de hoje em várias cidades da região serrana do Paraná, entre elas, Rio Branco do Sul, Itaperuçu e Campo MagroMapa/Google
    Segundo o Corpo de Bombeiros, após os tremores vários moradores dessas cidades paranaenses postaram no Twitter e no Whatsapp mensagens com relatos sobre o acontecimento e imagens com pequenos danos em suas residências, como vidros quebrados e rachaduras. A corporação, no entanto, até as 6h, não havia recebido chamados de socorro.
    (De oda forma, é mais um sintoma de alterações e de eventos do clima e do ambiente que começam a se manifestar no Brasil também).

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