domingo, 24 de setembro de 2017

NO PARAISO DE BROTAS O INFERNO DO GREENING: O BRASIL PRECISA PESQUISAR TAMBÉM UM CONTROLE BIOLÓGICO DESTA PRAGA



Brotas e Porto Ferreira na região de Limeira no interior paulista são segunda e terceira regiões mais afetadas pelo greening no país: por ali índices de plantas contaminadas estão bem acima da média do parque citrícola brasileiro, que é de 16,73%. A praga também prejudica o gosto da laranja e do limão...






Folhas mosqueadas são um dos primeiros sintomas da praga (Foto: Henrique Santos/Fundecitrus)
Estas plantas mostram os primeiros sintomas da praga em plantação de Minas Gerais

Um dos primeiros sintomas da praga são folhas mosqueadas informa o Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura): o greening está presente em 36,8% dos pés de laranja da região de Brotas e em 25,43% das laranjeiras da região de Porto Ferreira. Estas são, respectivamente, a segunda e terceira regiões mais afetadas por este problema no cinturão citrícola que se concentra mais entre São Paulo e Minas Gerais. Considerando todo o parque nacional de plantio de laranjeiras, a incidência em média de greening é de 16,73% quase 10 pontos percentuais a menos. O gerente geral do Fundecitrus, Juliano Ayres, alerta para a necessidade de conter esta praga no cinturão, principal região produtora de citros do Brasil: "Hoje já é urgente aumentar a participação e intensificar o controle porque o alastramento da doença pode inviabilizartoda a produção brasileira de laranjas". 


(Conheça a campanha #unidoscontraogreening e confira na seção de comentários deste blog mais algumas informações e mensagens)

 

SOS contra o avanço da praga - O greening não afeta a saúde humana, mas o alastramento da praga coloca em risco a produção de laranja brasileira, que no ranking atual da citricultura é a maior do mundo. A praga acaba por diminuir gradativamente a produtividade das árvores. Além de prejudicar a competitividade do país no mercado externo, a oferta da fruta no mercado interno também fica comprometida, bem como os mais de 200 mil empregos ligados à citricultura em especial nos estados  de São Paulo e de Minas Gerais. 

 

A citricultura que estava em expansão no sudeste corre risco devido a esta praga

 

O controle do greening precisa ser urgentemente intensificado pelos citricultores, que necessitam agir também fora de seus pomares, em parceria com vizinhos, seguindo à risca as dez medidas de manejo recomendadas pelo Fundecitrus. No entanto, a população também tem papel importante nessa causa, através da pressão dos consumidores. E há ainda algo mais que a campanha de esclarecimento está reforçando na comunicação, é que laranjeiras ou limoeiros em casas, chácaras e sítios, na área urbana ou rural, quando não recebem o controle químico recomendado, são uma fonte de expansão. Murtas (também chamadas de damas da noite), plantas muito usadas no sudeste brasileiro como cercas vivas e apreciadas pelo perfume, atraem o inseto transmissor do greening e podem contribuir para a disseminação da praga para pomares. Há uma campanha de alerta sendo levada em frente pelo Fundo de Defesa da Citricultura. Além disso, pesquisadores já se mobilizam para buscar outras alternativas, como experimentos de controle biológico desta praga, algo muito importante, porque pode tornar o processo de combate do greening mais econômico e mais ecológico. O Brasil precisa financiar pesquisas com este conteúdo. 



Além do mais o greening altera o gosto e prejudica a qualidade das laranjas e limões


Fontes: Fundecitrus - G1
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Há também prejuízo econômico para o país e ele deve motivar pesquisas para soluções sustentáveis para esta praga dos laranjais e limoeiros. A citricultura estava se expandido para além da região de Limeira, com este problema as plantações em torno de São Carlos, Araraquara, Franca e através do sudoeste de Minas gerais estão sofrendo um processo de retração.

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  2. Pelo que vem informando e alertando o G1 da Globo o greening atinge hoje (e isso somente em São Paulo e em Minas Gerais) 32 milhões de pés de laranja. Um aumento desse número pode inviabilizar
    totalmente a citricultura, afetando também a chegada da fruta à mesa dos brasileiros e a exportação, também em forma de sucos.


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  3. Um outro conteúdo preocupante. Esta praga altera o sabor e impede o desenvolvimento das laranjas, que caem de forma precoce, assim, apodrecem ao invés de amadurecer.


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  4. "O controle químico de pragas pode resolver em parte e a curto prazo em algumas lavouras e determinadas condições, mas o ideal é encontrar uma forma biológica de se combater o greenning, que não deixa sequelas e nem prejudica a saúde do consumidor, a pesquisa neste caso é fundamental e precisa de recursos": comentário de Dario dos Santos Fernandes, engenheiro agrônomo, que tenta fazer um projeto nesse sentido com apoio da Unesp.

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  5. De acordo com o gerente geral do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), Juliano Ayres, São Paulo é a única citricultura do mundo com produção em larga escala que tem conseguido manter sua competitividade mesmo com os efeitos do greening. “O número é grande e preocupante. As ações preconizadas pelo Fundecitrus têm sido incorporadas por parte dos citricultores, mas é preciso aumentar a participação e intensificar o controle porque o alastramento da doença pode inviabilizar toda a produção nacional de citricultura em breve".

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  6. "Um aumento do índice de greening pode comprometer pomares inteiros e interferir na produção de laranja para consumo interno e exportação. Além dos citricultores, a sociedade também pode ajudar a conter essa doença tão devastadora. Pés de laranja e de limão em pomares abandonados, chácaras, sítios ou quintais, quando não recebem o controle adequado, podem servir como criadouros para o inseto transmissor do greening, que não causa mal ao homem, apenas dissemina a praga. Além disso, murtas (ou damas da noite), muito comuns nas áreas urbanas de todo o interior, também podem abrigar o inseto": comentário que tem sido divulgado pelo Fundecitrus dentro da campanha que está em desenvolvimento agora.

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  7. "Lamentável esta praga e ela é também uma advertência que para não perder mercado nem prejudicar a saúde dos consumidores, o país precisa urgente implantar uma gestão sustentável também no setor de citricultura": comentário de Manoel Pereira Alves, zootecnista da Bahia, que se informou sobre o greening em curso de especialização feito com agrônomos em São Paulo.

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