sexta-feira, 22 de setembro de 2017

ONU PREPARA PARA O ANO QUE VEM UM MAIOR AVANÇO NA QUESTÃO HUMANITÁRIA DOS REFUGIADOS E DOS IMIGRANTES EM GERAL

Resolver o drama dos refugiados e dos imigrantes será algo muito positivo, diz secretário geral da ONU, positivo também para os países e seres humanos que apoiarem esta virada na situação ainda muito dramática


Durante um encontro agora na sede da ONU em Nova Iorque representantes das Nações Unidas destacaram a necessidade de se continuar trabalhando em conjunto para promover formas mais justas de compartilhar a responsabilidade em relação aos refugiados, bem como, alcançar uma migração segura e organizada: “A migração não é um fenômeno novo; nem está criando uma ameaça dramática ou um colapso de que muitos falam. A maioria dos migrantes se move de forma ordenada entre os povos e dá uma contribuição esmagadoramente positiva para seus países anfitriões e seus países de origem", destacou o secretário-geral da ONU, o português António Guterres. Este movimento que abala a Europa nos dias atuais tem sido interpretado por alguns governantes e alguns veículos da mídia como um colapso humanitário, por outros como uma situação de risco. Milhares de refugiados e imigrantes têm entrado clandestinamente na Europa através da Grécia, Macedônia e Itália, fugindo da Síria, Iraque e Afeganistão. Movidos pelo desespero, tentam alcançar a Alemanha, Suécia, França e Inglaterra.Tem sido criticada a passividade de alguns países da União Europeia diante das milhares de mortes no Mediterrâneo, sendo raras as soluções para o acolhimento das centenas de crianças, jovens, adultos e idosos. Muitos morrem em pleno mar, sem conseguir chegar em terra firme, dadas as péssimas condições dos barcos clandestinos que comercializam na sua oprigem “promessas de salvamento”. Para as autoridades dos países de destino os refugiados são considerados como um grande problema, capaz até de colocar em perigo a economia, a composição étnica da população e a segurança nacional abaladas pelo terrorismo. Desta vez, os refugiados não são judeus como aconteceu entre 1933-1945 sob a ocupação nazista, e sim cidadãos que fogem das violências perpetradas pelos regimes ditatoriais, principalmente no caso dos sírios. Eles querem entrar na Europa; enquanto os judeus expulsos pela ocupação nazista, queriam sair da Europa, argumentou Maria Luíza Tucci Carneiro, que é historiadora da USP e tem se especializado neste assunto, inclusive, procurando motivar o Brasil a aumentar a receptividade aos imigrantes e refugiados do Século 21. 

Realmente a pauta da hora é um novo enfoque dos refugiados e imigrantes


“Acredito que podemos e devemos encontrar um caminho, com base em uma abordagem humanitária, de compaixão e centrada no ser humano, que reconheça o direito de cada indivíduo à segurança, proteção e oportunidade”, explicou o secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, no evento paralelo da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. Reconhecendo que a questão dos grandes movimentos de refugiados e imigrantes é muito vasta para que qualquer país controle por conta própria, esta organização está convicando líderes mundiais para uma virada na situação, com o objetivo de encontrar soluções sustentáveis para todos. Há um ano houve uma outra tentativa de avançar esta questão e na cúpula de alto nível realizada à época, todos os 193 Estados membros se reuniram em torno de um plano – a Declaração de Nova Iorque –, expressando a vontade política de salvar vidas, proteger os direitos e compartilhar a responsabilidade em escala global. O evento desta semana forneceu uma atualização agora sobre dois compromissos fundamentais desta primeira declaração, os pactos globais sobre refugiados e sobre a migração segura, ordenada e regular estão mais próximnos de serem conquistados. Guterres apontou várias áreas prioritárias para o próximo ano, para que os governos avancem de fato para promover acordos de restabelecimento da integridade do regime de proteção aos refugiados; o desenvolvimento de mecanismos de cooperação nacionais e internacionais que levem em consideração a mobilidade humana; e uma maior responsabilização para traficantes humanos e contrabandistas que se beneficiam com a exploração do desespero dos povos mais vulneráveis.

Povos mais vulneráveis vítimas de criminosos e de preconceitos

“A migração não é um fenômeno novo e nem só de agora, nem está criando a ameaça dramática de que muitos falam. A maioria dos migrantes se move de forma ordenada entre os povos e dá uma contribuição esmagadoramente positiva para seus países anfitriões e seus países de origem também”, comentou Antônio Guterres, da ONU. 


A ONU luta por um novo enfoque mais huminitário desta situação 

 
"Refugiados e imigrantes são oportunidades que surgem para lançar informações inéditas à história e memória das diásporas, que, neste século 21, recebe novos protagonistas. Daí a importância de registrarmos as histórias dos refugiados que, ainda hoje, não conseguem  lidar com o seu próprio destino. Ao mesmo tempo, constatamos a falta de consciência histórica de muitas autoridades governamentais de vários países, preocupadas muito mais em livrar-se do perigo/refugiado, expulsá-lo de suas fronteiras,  do que com a oferta de ajuda humanitária imediata que possa avançar até mesmo a própria condição de vida humana hoje em todo lugar do planeta", comentou por sua vez a historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro no site do Jornal da USP. 


Imigrantes italianos na virada do século 19 para o 20 ajudaram avançar o Brasil 

(Confira na seção de comentários desde blog de cidadania mais informações e também mensagens e opiniões sobre esta questão antes de tudo humanitária)
 
 
Há um clima favorável a uma mudança positiva nesta questão hoje



Fontes: www.nacoesunidas.org
              www.jornaldausp.com.br
              www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Esta luta para avançar esta questão humanitária tem porém inimigos e obstáculos, também maiores agora, como o crescimento do nacionalismo e do preconceito étnico ou religioso, também o radicalismo em alguns países governados por gente como Donald Trump.

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  2. Logo mais, por aqui, atualização de informações sobre esta pauta e também opiniões e mensagens: você pode colocar aqui o seu comentário ou se precisar ou preferir, pode enviar o conteúdo para o e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br

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  3. Você pode também enviar material como vídeos, fotos, pesquisas ou tão somente o seu comentário direto para o nosso editor padinhafranca603@gmail.com

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  4. "Acredito que uma solução humanitária e sustentável para esta questão realmente pode avançar a qualidade de vida na Terra e a condição atual do ser humano que não está boa em meio a uma realidade mundial em geral de violência de vários tipos": comentário de Yara Mendes, socióloga que atua com educação e RH de empresas em São Paulo.

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  5. "Nem todos historiadores ou estudiosos da questão dos refugiados e imigrantes acreditam na solução proposta pelo secretário geral da ONU nem tem os mesmos argumentos que a historiadora da USP, Maria Luiza Tucci Carneiro, que considero argumentos bem viáveis": comentário de Jarbas Pereira, do Rio de Janeiro, que tem colecionado opiniões sobre o assunto, que pesquisa, depois que acompanhou no Rio e em São Paulo alguns refugiados. Eles nos mandou um material a respeito, confira algo a seguir.

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  6. "A crise de refugiados já levou pelo menos mais de 700 mil pessoas para a Europa só pelo Mar Mediterrâneo; especialistas acreditam que solução principal está em resolver os problemas nos países de origem, diminuindo este fluxo": comentário de Jarbas Pereira, voluntário da causa, que nos envia algumas opiniões de especialistas, confira algumas a seguir.



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  7. Alguns especialistas pesquisados por Jarbas Pereira apontam que o trabalho deve começar pelos países de origem desses refugiados, a fim de sanar a raiz do que causa a imigração. Segundo dados do Acnur, a agência da ONU para os refugiados, os conflitos e as perseguições chegaram a obrigar uma média diária de 42.500 mil pessoas a abandonar suas casas e buscar proteção em outro lugar, dentro de seus países ou fora deles. Aproximadamente 13,9 milhões de indivíduos tornaram-se novos deslocados. Em outubro passado, o órgão informou que, só pelo Mar Mediterrâneo, chegaram à Europa mais de 700 mil pessoas em busca dum lugar mais seguro.



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  8. “Tem que ser colocado em questão o que acontece nas regiões em que esses refugiados estão, porque se não você só vai ‘enxugar gelo’ e não vai resolver o cerne do problema”, afirma o geógrafo Henrique Alckmin, professor universitário.

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  9. "O continente europeu tem sido o maior destino dos refugiados porque lá é o refúgio mais próximo. O percurso da Síria até a Grécia, por exemplo, é fácil pelo mar, se a embarcação for boa e respeitar o número adequado de passageiros. O problema nos países europeus tem sido o acolhimento. Apesar de muito ser falado sobre esse aspecto, muitos acreditam que a solução para a crise está em resolver os problemas nos países de origem, para evitar que a população saia de lá ou haja um número menor de imigrantes e refugiados. Ele considera que é difícil para um país não só controlar o fluxo de pessoas que chegam e atendê-las do ponto de vista humano, mas também pensar o que fazer com elas depois. Onde que elas vão atuar, morar, trabalhar? De que forma vão poder sobreviver? Então é uma situação que tem que ser resolvida no país de origem dos refugiados”: comentário também de Jarbas Pereira, voluntário para recepção de imigrantes e refugiados no Brasil.

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