sexta-feira, 29 de setembro de 2017

PESQUISADOR E AMBIENTALISTA WILLIAN LAURANCE REVELA QUE SÓ RESTAM 23% DE ÁREAS SELVAGENS E FLORESTAIS EM TODO O PLANETA



Pesquisa revela o declínio catastrófico nas áreas globais de florestas nativas nos últimos 20 anos: a Amazônia no Brasil está entre as regiões mais afetadas no mundo e esta situação agride a biodiversidade, o clima e a própria expectativa de vida

Uma situação de extremo risco ao planeta

Um décimo das regiões selvagens do mundo perdidas em 2 décadas, uma área do dobro do tamanho do Alasca desapareceu em menos de 20 anos na Terra e segundo o cientista Willian F. Laurance, PhD, da James Cook University, com apoio de várias entidades, como do site Alert Conservation, resta à atual geração pouco tempo para resgatar o equilíbrio da ecologia (essencial ao planeta), antes que se predomine um caos ambiental. A pesquisa em tom de advertência está sendo conhecida no Brasil agora depois que EcoDebate .o site nacional de assuntos socioambientais, através de matéria de Henrique Cortez, divulgou os números do levantamento de Willian Laurance que vem pesquisando esta situação desde a década de 90. 
Falta de gestão governamental e desmatamento são dois dos desafios


A equipe de pesquisa liderada pelo o professor William Laurance da James Cook University, descobriu que houve um declínio catastrófico nas áreas selvagens globais nos últimos 20 anos. A equipe mostrou que, desde os anos 90, uma décima parte da região de florestas nativas do planeta desapareceu, uma área do dobro do tamanho do Alasca. A Amazônia e a África Central estão entre as regiões mais atingidas. As descobertas evidenciam uma necessidade urgente de gestões internacionais para reconhecer o valor das regiões selvagens e enfrentar ameaças sem precedentes para isso,  conclui o estudo dos pesquisadores: "As políticas ambientais estão falhando no mundo”, disse o professor Laurance: "Apesar de serem fortalezas para a biodiversidade em perigo, regulando os climas locais e sustentando muitas comunidades indígenas, as áreas selvagens de florestas nativas estão desaparecendo diante de nossos olhos rapidamente".
 

Áreas de florestas nativas essencias ao equilíbrio do clima, da água e da vida

A equipe de pesquisa, com coordenação da Wildlife Conservation Society e da Universidade de Queensland, mapeou paisagens biologicamente e ecologicamente intactas, sem qualquer perturbação humana significativa em todo o mundo. Os pesquisadores compararam seu mapa atual da região selvagem com um produzido pelo mesmo meio no início da década de 1990. O mapa atualizado mostra que 30 milhões de quilômetros quadrados (23 por cento da área terrestre mundial) ainda sobrevivem como região de floresta nativa, sendo a maioria localizada na América do Norte, Norte da Ásia, África do Norte e Austrália. No entanto, cerca de 3,3 milhões de quilômetros quadrados de áreas florestais foram destruídos nos últimos 20 anos. As perdas foram maiores na América do Sul (inclusive, no Brasil) que sofreram uma perda de 30% de sua região selvagem. A África, que sofreu uma perda de 14%. 

 
Restam apenas 30% das florestas nativas na América do Sul

“A área de regiões selvagens perdidas em apenas duas décadas é assombrosa e triste. Políticas internacionais são urgentemente necessárias para manter as últimas florestas nativas sobreviventes, antes que seja tarde demais. Provavelmente temos apenas uma ou duas décadas para impedir um caos do meio ambiente", concluiu o pesquisador Laurance.


Áreas urbanas invadem cada vez mais as selvagens que restam

O cientista Willian Laurance disse que as Nações Unidas e outros organismos internacionais ignoraram as áreas selvagens e a importância das florestas nativas nos principais acordos ambientais multilaterais, e isso tem que mudar antes que cause um caos irreversível na biodiversidade e no equilíbrio ecológico planetário: "Uma vez que uma área selvagem se perde, quase nunca volta”, lamentou o professor Laurance: "A única opção é proteger proativamente as últimas áreas nativas e selvagens que restam”.


 
Últimas florestas nativas essenciais para a biodiversidade e à própria vida


 
(Confira mais informações e também mensagens na seção de comentários do nosso blog do movimento ecológico, científico e de cidadania, participe e divulgue esta situação)



Referência:
Catastrophic declines in wilderness areas undermine global environmental targets
Watson, James E. M., Shanahan, Danielle F., Di Marco, Moreno, Allan, James, Laurance, William F., Sanderson, Eric W., Mackey, Brendan and Venter, Oscar (2016) Catastrophic declines in wilderness areas undermine global environmental targets. Current Biology, 26 21: 2929-2934. doi:10.1016/j.cub.2016.08.049


Fontes: alert.conservatiob.org
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Fonte: William F. Laurance, PhD, FAA, FAAAS, FRSQ
    Distinguished Research Professor, James Cook University
    Australian Laureate & Prince Bernhard Chair in International Nature Conservation (Emeritus)
    Director of the Centre for Tropical Environmental and Sustainability Science (TESS)
    Director of ALERT (ALERT-conservation.org)

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  2. Logo mais, mais informações e comentários sobre esta situação de extremo risco para a biodiversidade, a água, o clima e a própria vida na Terra, um drama que tem o Brasil como um dos seus protagonistas.

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  3. Você pode colocar aqui a sua informação ou o seu comentário, se preferir ou precisar, envie a sua mensagem para o e-mail da redação do nosso blog de ecologia navepad@netsite.com.br

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  5. "Uma loucura, é mesmo um ecocídio da nossa espécie de vida essa agressão ambiental tão monstruosa, urgente medidas de recuperação e de proteção das últimas florestas": comentário de Júlio Pires de Castro, engenheiro agrônomo pela UFMG, que está iniciando sua profissão no interior de São Paulo.

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  6. "Esta importante pesquisa deveria ser o conteúdo principal para os governantes (também no Brasil) implantarem uma gestão ambiental sustentável, capaz de ajudar a ecologia e a vida": comentário de Alfredo Henrique, estudante de Biologia na USP.

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  7. "É muito triste a gente constatar os fatos desta pesquisa, ainda mais, que a Amazônia e o Brasil estão entre as regiões mais afetadas no planeta por esta situação que agride a biodiversidade, o clima e a própria expectativa de vida, como deixa claro o estudo deste cientista": comentário de Núbia Morais, empresária, São Paulo.

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