segunda-feira, 18 de setembro de 2017

SECA MONSTRO VERSUS PRIMAVEIRA QUE ESTÁ PARA CHEGAR: SUDESTE JÁ TEM PRIMEIROS SINAIS DE CHUVA QUE INEXISTEM PORÉM NA MAIOR PARTE DO PAÍS

Chuvas no centro do país devem demorar mais para chegar, prevê MCTIC e o movimento ecológico e científico questiona uma atualização sustentável na gestão do clima e do meio ambiente no Brasil

 

Conforme já havia alertado antes matéria da Agência Brasil, as chuvas na área central do Brasil, que normalmente começam na segunda quinzena de setembro, devem demorar mais para chegar neste ano. Além disso, a tendência é que o volume de precipitação em setembro, outubro e novembro ocorra abaixo da média histórica. A previsão é do Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Segundo o coordenador-geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Seluchi, esse quadro é causado pela falta de umidade no ar aliada ao baixo volume de chuvas na região amazônica nos últimos meses, responsável por criar os sistemas de precipitação que chegam a essa parte do país. Claro que as queimadas vêm agravando este cenário de desequilíbrio climático e ambiental. 



Queimadas monstruosas agravam a situação de estio

Por causa da falta de umidade, setembro deve registrar temperaturas altas, quadro que deve se estender até que ocorram as primeiras chuvas. Na última semana, a Defesa Civil do Distrito Federal declarou estado de emergência, por causa do baixo índice de umidade relativa do ar, que chegou a 11% em média, a 8% em algumas áreas do Cerrado e do semiárido, no norte de Minas Gerais e em alguns pontos do interior paulista. 


Primavera vem graças a Deus e à natureza somente
Estas informações foram reafirmadas por órgãos ligados à área de climatologia, hidrologia e desastres naturais, como a Agência Nacional de Águas (ANA), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme). Especialistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) têm procurado fazer esta advertência técnica. Por sua vez, lideranças do movimento ecológico, científico e de cidadania tem questionado que falta ao país como um todo e nas variadas regiões uma gestão ambiental governamental sustentável, capaz de mudar a estrutura de nossa realidade. Urgente atualizar e avançar a gestão pública do clima e do ambiente. 

Não existe educação ambiental nem fiscalização suficiente para controlar queimadas



Primeiros sinais de chuva muito isolada mas só em algumas regiões de São Paulo
O Brasil já deveria ter desde já plano para evitar enchentes da Primavera e Verão

Bruno Maon está postando no site Climatempo que enquanto BH já está a 100 dias sem nenhum sinal de chuva, assim como Brasília, a cidade de São Paulo completa 27 dias sem chuva. A última vez que choveu de forma significativa foi entre 20 e 21 de agosto, com 28 mm acumulados na estação meteorológica do Mirante de Santana, segundo dados do INMET. Além da ausência de chuva, o ar muito seco tem incomodado. Na última sexta-feira (15) a estação do INMET registrou a menor umidade relativa do ano: entre 10 e 19%, às 15h, conforme a região. Como a brisa marítima deve soprar sobre a zona sul da capital e da Grande SP a partir do meio da tarde, afastando as nuvens mais carregadas dessas áreas, a expectativa é que as primeiras pancadas ocorram entre as zonas norte e leste da cidade e da região metropolitana. Pelo interior do estado, as regiões com maior probabilidade de chuva são só as de Sorocaba, de Avaré e de Itapeva. Embora ocorram de forma bem rápida e isolada, essas pancadas podem vir até com moderada intensidade e acompanhadas de trovoadas em alguns pontos. É a Primavera tão esperada e necessária (também para diminuir viroses respiratórias nas cidades, onde a Saúde Pública não consegue dar conta do problema). "Só Deus mesmo e a natureza podem nos trazer a Primavera, não vejo gestão governamental nesse sentido", comenta por aqui o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, que edita este nosso blog Folha Verde News.


(Confira na seção de comentários do nosso blog mais informações e também mensagens)





 Fontes: www.ambientebrasil.com.br 
               www.climatempo.com.br 
               www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Logo mais, aguarde nossa próxima edição, aqui mais informações sobre seca versus primavera e também mensagens.

    ResponderExcluir
  2. Você pode por aqui direto a sua mensagem ou opinião ou informação, se preferir ou precisar, envie o conteúdo para nossa redação navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir
  3. Para mandar vídeos, fotos, informações ou mesmo alguma mensagem, voc~e pode também contatar diretamente nosso editor de conteúdo daqui deste blog padinhafranca603@gmail.com

    ResponderExcluir
  4. "Estou fazendo um levantamento sobre previsão para o final do mês e vou enviar a vocês": comentário de José Ribamar, da Unesp de Bauru, que pretende se dedicar à profissão de meteorologista: "Realmente, seria bom atualizar e avançar a gestão do clima e do ambiente no país".

    ResponderExcluir
  5. "A seca já está detonando a economia do Café, que estava recuperando produção e mercado ultimamente, isso sinaliza que ela tem que ser contida porque também tem grandes sequelas econômicas, além de arrasar a ecologia e a qualidade de vida da população": comentário de maria Helena Bastos, graduada em Biologia pela Unicamp, que diz aqui ainda "concordo com a posição dos cientistas e dos ecologistas".

    ResponderExcluir
  6. "Estou vendo no site Terra agora que há possibilidade de pancadas de chuva entre a tarde e a noite desta terça-feira, 19, para algumas áreas do estado de São Paulo. Mas a chuva não será para todas regiões paulistas, não se prolonga pela semana e nem alivia o calor. Mas já é um sinal da primavera": comentário de Jarbas Salgado Lemos, de São Paulo (SP), TI.

    ResponderExcluir
  7. "A estiagem levou o Rio Grande a atingir o seu nível mais baixo nos últimos 4 anos na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais": comentário de matéria no jornal Diário da Franca (SP) em que a Sabesp pede economia de água para a população, para evitar racionamento: "Seca prolongada está baixando o nível de água dos rios e tem sido monitoradas as vazões diariamente".

    ResponderExcluir
  8. Há informações nas regiões nordeste de SP e sudoeste de Minas que um dos reservatórios no Rio Grande, na usina hidrelétrica de Marimbondo, está com só 28% da sua capacidade, bem abaixo dos 45% esperados para esta época do ano: "Rios, nascentes, córregos e lagoas secando e não se vê providência nenhuma ambiental e sustentável das autoridades dos governos federal, estaduais e municipais, também por aqui": comentário do nosso editor de conteúdo, o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha.

    ResponderExcluir

Translation

translation