quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A JOVEM MIRIAM HARUMI KOGA É UMA DAS NOVAS ESPERANÇAS DA NOVA GERAÇÃO DA CIÊNCIA BRASILEIRA EM ASTRONOMIA E EM ASTRONÁUTICA





Ela é de Guarulhos e integra uma equipe de jovens de várias regiões que conquistou ouro agora na Olimpíada da Astronomia e da Astronáutica em evento nesta semana no Chile

 

Miriam Harumi Koga um dos principais destaques do evento científico no Chile


Com apenas 17 anos, Miriam Harumi Koga, aluna do terceiro ano do Ensino Médio do Colégio Mater Amabilis (unidade parceira do Sistema de Ensino Poliedro em Guarulhos na Grande São Paulo) integra a equipe de jovens brasileiros que venceu a 9ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), em Antofagasta, no Chile na semana passada. Ela estava no evento com uma equipe de 10 jovens brasileiros participantes e competiu com um total de 50 estudantes de 11 diferentes países. Hoje ela é manchete na mídia regional de sua cidade, também em sites de notícias e nas redes sociais, aqui no blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News a gente abre espaço para ela e todos estes novos talentos em ciências do nosso país: "Estou muito contente com essa conquista. No início do ano, quase desisti de participar da OLAA, porque achava que não daria conta de me preparar para a competição, no mesmo momento em que estaria focada no vestibular e em preparação para ingressar em uma faculdade americana”, afirma Miriam, que procura "não se achar" por causa deste prêmio. Diz que encara a conquista como "parte da luta para evoluir".  Mirian Koga procura também destacar a participação de outros jovens brasileiros neste evento da nova geração de cientistas. A OLAA agora  reuniu 50 alunos do ensino médio de 11 países da América Latina: Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai.

Esta foi a formação da equipe de ponta do Brasil no Chile






Foram medalhistas de ouro ao lado da Miriam Harumi Koga (Guarulhos, SP), Bruno Caixeta Piazza (Campinas, SP), Fernando Ribeiro de Senna (Jundiaí, SP) e Henrique Barbosa de Oliveira (Valinhos, SP). Já Danilo Bissoli Apendino (São Paulo, SP) conquistou a prata. O Brasil já soma no total 26 medalhas de ouro, 15 de prata e quatro de bronze ao longo das nas nove edições deste festival de Astronomia e de Astrologia na América Latina. Ainda em 2017 acontecerá um outro evento deste estilo e também superimportante, em que outros estudantes, Bruno Gorresen Mello (PA), João Vitor Guerreiro Dias (SP), Nathan Luiz Bezerra Martins, Pedro Pompeu de Sousa Brasil Carneiro e Vinicius Azevedo dos Santos (CE), vão representar o Brasil desta vez na 11ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), que acontecerá em Phuket, na Tailândia, em dezembro. Na edição anterior, realizada na Índia, o Brasil obteve três medalhas de bronze, sendo uma delas inédita na competição em equipe, além de três menções honrosas. Enfim, realmente se trata de toda uma nova geração de muito talento. Outro detalhe precisa ser destacado, nosso país tem que investir mais em educação para realmente avançar.  

A Astronomia e a Astronáutica fascinam jovens da nova geração

O processo para se definir esta equipe vitoriosa nestes dias no Chile começou no ano passado, quando mais de 88 mil estudantes brasileiros do Ensino Médio fizeram a prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), em maio de 2016. Do total, mais de três mil alunos com as melhores notas na OBA foram selecionados para realizar três provas online. A partir das médias obtidas, 100 alunos se classificaram para uma seletiva presencial que ocorreu em março deste ano e foi realizada no Rio de Janeiro. Com base nessas provas, 28 estudantes se classificaram para a última etapa (com mais duas semanas de aulas, exercícios que valiam nota e provas presenciais), que resultou na lista com os 10 selecionados para a OLAA, após mais de um ano de provas e preparação.  Uma seleção brasileira de verdade, proporcionalmente, com melhores resultados do que os atletas do futebol, em quem o Brasil e as empresas investem milhões de dólares.


Jovens aprendizes da ciência em várias áreas ampliam chance de nosso futuro



As provas da olimpíada em Antofagasta, no Chile foram divididas em parte teórica, prática e de reconhecimento do céu. A prova teórica foi realizada em duas partes, individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participaram de uma competição de lançamento de foguetes em grupos multinacionais. A avaliação de reconhecimento do céu real foi individual e exigiu o manuseio de telescópio. Segundo o Dr. João Batista Garcia Canalle, coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), o evento científico também promoveu o intercâmbio de conhecimentos entre os alunos e o de experiências didáticas entre os professores que lideraram as várias equipe: "O objetivo principal não é a competição entre países. A OLAA é uma grande oportunidade de integração internacional entre jovens de várias nações, com chances de criarem o futuro". 

Em 2016 esta outra equipe de jovens cientistas quase chegou ao ouro...
... e Matheus Siqueira havia sido um dos maiores destaques do Brasil



Fontes: JB - G1 - Terra - Agência Brasil

              www.folhaverdenews.com

10 comentários:

  1. Desde os nove anos de idade, Miriam demonstrava uma dedicação ímpar e sempre foi modelo aos demais alunos do Colégio Mater Amabilis. Atualmente, ela mantém uma rotina de até 9 horas de estudos por dia. “Quando era menor, às vezes pegava livros de Astronomia que pertenciam ao meu pai para aprender curiosidades, me interessava por saber como eram os outros planetas do Sistema Solar ou ver fotos de Galáxias. O gosto foi se desenvolver de fato quando comecei a ter aulas avançadas de Astronomia, no meu colégio, aos 14 anos”, conta a estudante, que aos 17 se considera aprendiz de cientista.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Aprendiz de cientista? nunca disse isso hahaha

      Excluir
  2. Logo mais, outras informações sobre estes jovens que são aprendizes de cientistas e, cá entre nós, podem vir a ser criadores do nosso futuro: aguarde a edição de novos comentários, venha conferir depois.

    ResponderExcluir
  3. E você pode colocar direto aqui sua opinião ou mais alguma informação e comentário, se preferir, envie a sua mensagem para a redação do nosso blog de ecologia e cidadania e-mail navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir
  4. Você poderá também contatar nosso editor de conteúdo deste blog, enviando informações, material como vídeos ou fotos e/ou comentários, outras informações ou somente a sua mensagem: envie pro seguinte e-mail padinhafranca603@gmail.com

    ResponderExcluir
  5. "O Brasil deveria fazer como o Japão e dar prioridade total à educação, a atual geração de jovens tem um grande potencial, esta garota e estes garotos que brilharam no Chile demonstraram mais uma vez também o valor da educação": comentário de Fabiano Alves Sousa, do Rio de Janeiro, estudante que se prepara para fazer Engenharia na UFRJ.

    ResponderExcluir
  6. "Pelo que me informei a seleção de jovens para participar desse evento é dificílima, a escolha da equipe que vai é feita com provas na OBA, que é a Olimpíada Brasileiura de Astronomia e Astrologia. A que gerou esta garotada vitoriosa agora no Chile é o resultado de provas e testes em 7.816 escolas públicas e privadas, creio que participaram cerca de 100 mil estudantes do segundo grau de todo o país": comentário de Rafael Gomes, professor de Matemática em Uberlândia (MG).

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
  7. "Me parece que Mirian Harumi Koga é de origem japonesa. Então, o Japão, após perder a segunda guerra mundial estava aos cacos, a estratégia e a prioridade foram investir na educação e menos de 50 anos depois, este país já era um dos líderes da economia mundial. O Brasil precisa aprender a lição, cultura e educação é o que pode gerar um futuro melhor para todos nós. Parabéns a Mirian e toda esta equipe de ponta": comentário de Helena Fontes, de São Paulo, que se formou em História na Unesp.

    ResponderExcluir
  8. "Com tantos jovens e adolescentes que nem trabalham nem estudam, este é o caminho, a educação, que cria alternativas para a gente ter uma vida melhor, sem drogas, sem violência, com soluções sustentáveis pros problemas brasileiros, uma vez que os políticos, bem, eles existem?": comentário de Alaor Fernandes Passos, de Ribeirão Preto, administrador de empresas.

    ResponderExcluir

Translation

translation