quarta-feira, 25 de outubro de 2017

AUMENTA NO BRASIL A EMISSÃO DE GÁS ESTUFA: É O ÚNICO PAÍS ONDE AUMENTA MUITO A POLUIÇÃO SEM GERAR MAIS RIQUEZA PARA A POPULAÇÃO


Segundo o Observatório do Clima a emissão de gases de efeito estufa no país aumentou 8,9% em 2016 e continua crescendo em 2017 sendo algo negativo para a ecologia sem representar uma melhoria na economia conforme indica o próprio PIB

 

As emissões aumentaram quase 9% em um ano




As emissões nacionais de gases de efeito estufa subiram 8,9%, em 2016, nos informa aqui no blog da ecologia Flávia Albuquerque, da Agência Brasil: o país emitiu, no ano passado, 2,278 bilhões de toneladas brutas de gás carbônico equivalente (CO2e), contra 2,091 bilhões, em 2015.  Isso representa 3,4% do total mundial, o Brasil ocupa com este número o lugar de sétimo maior poluidor do mundo. Segundo os dados da nova edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), sendo divulgada pelo Observatório do Clima agora, aqui no Folha Verde News, este é o nível mais alto desde 2008 e a maior elevação que acontece desde 2004. Um recorde indesejável para o movimento ecológico e científico, para diminuir estes índices de efeito estufa a melhor opção é o Brasil implantar e priorizar energias limpas como a Solar e a Eólica.


Urgente priorizar energias limpas em todo o país


De acordo com o Observatório do Clima, o crescimento de emissões acontece pela segunda vez seguida, já que, entre 2015 e 2016, a elevação acumulada das emissões foi de 12,3%, contra a queda de 7,4 pontos no Produto Interno Bruto, que recuou 3,8% em 2015 e 3,6%, em 2016. "O Brasil se torna, assim, a única grande economia do mundo a aumentar a poluição sem gerar riqueza para sua população”, diz nota do Observatório do Clima, dimensionando este problema ao mesmo tempo ecológico e econômico, que só se resolverá com uma gestão sustentável de desenvolvimento. 




Resumo do cenário atual que nos levará ao caos no país


Pelo relatório sendo divulgado hoje, a alta de 27% no desmatamento na Amazônia foi a principal responsável pela elevação nas emissões no ano passado. As emissões por mudança de uso da terra cresceram 23%, e foram responsáveis por 51% de todos os gases de efeito estufa lançados pelo Brasil nesse período. Os dados apontam também que quase todos os outros setores da economia tiveram queda nas emissões, com destaque para o setor de energia, com menos 7,3%, puxada pela retração da economia e pelo crescimento da participação das energias renováveis na matriz elétrica. O setor de processos industriais teve redução de 5,9%, e o de resíduos, 0,7%. No sentido contrário, a agropecuária aumentou suas emissões em 1,7%, sendo a principal responsável pelas emissões no país, já que responde por 74% do total.


A agropecuária responde por 74% das emissões no Brasil


O aumento é atribuído à crise econômica, já que os abates de bovinos recuaram pelo segundo ano consecutivo, devido à queda de demanda pela carne. Como bois e vacas emitem metano (o gás de efeito estufa mais importante depois do CO2) durante a digestão e pela degradação do esterco, menos gado sendo abatido significa mais bois no pasto e nos currais e mais emissões. "O descontrole do desmatamento, em especial na Amazônia, nos levou a emitir 218 milhões de toneladas de CO2 a mais em 2016 do que em 2015. É mais do que duas vezes o que a Bélgica emite por ano. Isso é dramático, porque o desmatamento é em sua maior parte ilegal e não se reflete no PIB do país", disse a responsável pelos cálculos de emissões por mudança de uso da terra no SEEG, Ane Alencar. Enfim, é preciso mudar e avançar o Brasil na ecologia e na economia, ou seja, através dum desenvolvimento mais equilibrado, numa palavra, sustentável. 


 Nesse contexto a poluição cria problemas de saúde na população

Aumentam as emissões mas não o PIB...

 Energias limpas e desenvolvimento sustentável é a saída


Fontes: Agência Brasil 
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Na sequência, nas próximas horas, atualização aqui nesta seção de comentários, com mais informações, também opiniões e mensagens sobre este problema gravíssimo para a ecologia, a economia e a saúde da população. Aguarde e confira aqui, depois.

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  4. "Superimportante esta medição sendo feita pelo Observatório do Clima, agora com estes dados o Governo já sabe o que mudar. Mas mudará? Essa é a questão": comentário de Rafael Mendes, estudante de engenharia na USP, ele que é de Goiânia (GO).

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  5. "As energias limpas são só o começo de uma gestão socioambiental de desenvolvimento sustentável, o país está atrasado e assim como está não teremos futuro em área nenhuma, no essencial não avançamos ainda": comentário de João Júlio Oliveira, de Belo Horizonte (MG), economista e consultor empresarial.

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  6. O que é afinal o desenvolvimento sustentável, tão urgente para reequilibrar o ambiente e revolucionar a economia do Brasil? Nosso blog abre espaço para uma entidade ambientalista, respeitada aqui e em todo o planeta pela sua história (WWF). A seguir.

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  7. "A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos naturais fundamentais para o futuro da vida. Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental": comentário é um resumo do WWF Brasil.

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  8. "O que é preciso fazer para alcançar o desenvolvimento sustentável? Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos. Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.
    Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende. Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico.
    O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas em produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem": comentário WWF Brasil.

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