terça-feira, 24 de outubro de 2017

ENGENHEIRO ELETRÔNICO E PROFESSOR DA USP ALERTA RADICALMENTE SOBRE EUFORIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM USAR MEIOS DIGITAIS


Os meios digitais podem prejudicar bastante mas em parte em alguns casos ajudam o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes: existe hoje uma euforia por TV, computador, smartphones e games e este fato criou uma polêmica entre muitos especialistas, resumimos aqui no blog da gente um pouco destas informações


 

Os meios digitais são mais prejudiciais ou mais benéficos às crianças hoje?

 Cultura digital pode ser uma aliada no aprendizado da garotada?


Ana Carolina Aires, da editoria de Ciência e e Tecnologia da AUN (Agência Universitária de Notícias) fez matéria importante com o especialista Valdemar Setzer, que é graduado originalmente em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), atuando como professor do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP), ele que vem se dedicando em boa parte da sua vida a estudar esta área para poder criticá-la por dentro, alertando a respeito dos malefícios dos meios digitais, especialmente em relação à educação, aprendizagem e desenvolvimento de crianças e jovens. Há também benefícios mas os malefícios parecem ser menos evidentes e mais perigosos. Com dezenas de artigos publicados sobre o assunto e pesquisas científicas Setzer vem afirmando um ponto de vista, acredita que os meios eletrônicos como TVs, computadores, videogames e smartphones são mais prejudiciais que benéficos durante a infância e adolescência, período de crescimento, amadurecimento e formação. 


 (Você pode conferir a seguir um enfoque diferente deste, através da visão por exemplo de Gabriela Araújo Costa, Biomedicina e Pediatria da UNIBH na seção de comentários aqui também hoje no blog da ecologia e da cidadania, alimentar esta polêmica pode ser uma informação útil atualmente).


A pintura é uma das atividades mais benéficas à criançada

Brincar com outras crianças e junto à natureza é essencial


“Todos os meios eletrônicos aceleram indevidamente o desenvolvimento intelectual e psicológico, causando sérios distúrbios. O amadurecimento de uma criança deve ser muito lento e gradativo”, afirma ainda Setzer, criticando a atual euforia digital. A explicação para essa aceleração é fato de que meios digitais são construídos em cima de linguagem de programação e lógica que exigem, por meio de sua interface, que a criança raciocine e responda aos estímulos de forma exata, como a linguagem binária dos computadores, barrando seu pensamento vagos, imprecisos e criativos, extremamente importantes durante a fase de desenvolvimento. No caso específico da internet, Setzer aponta três efeitos negativos na formação da criança. O primeiro é o perigo da dependência: estima-se que entre 10% e 20% dos internautas crianças se tornam viciados, superando alguns índices até do vício em drogas. O segundo ponto de alerta é a intensificação da exposição a pessoas mal intencionadas que se aproveitam para obter informações da criança ou do adolescente. Em terceiro lugar fica a liberdade total de acesso ao que é inconveniente para a idade, como pornografia e violência: "Crianças e jovens não devem ter liberdade total em nada, devem ser sempre bem orientados”, opina o pesquisador Valdemar Seltzer. Para ele, os meios que se baseiam na exibição de imagens em movimento induzem a desatenção e a sonolência: "O padrão dos movimentos é muito rápido, na TV há mudanças na imagem de 15 a 25 vezes por minuto e aí fica impossível pensar em cada imagem ou imaginar algo diferente". Este especialista ressalta que a TV é utilizada erroneamente como uma substituta dos livros: "Para ler, é necessário prestar atenção em cada parágrafo e imaginar: os personagens, o ambiente, a trama, entre outros. A TV, por outro lado, não é essencialmente informativa, mas condicionadora". Setzer, no entanto, não condena o uso do aparelho de TV na sala de aula para realização de demonstrações. Nesse caso, há duas condições essenciais: os filmes devem ser mostrados no máximo durante três ou quatro minutos, desligados e discutidos. Em seguida, deve-se repetir o trecho visto e discutir novamente os detalhes. Somente depois disso deve-se passar para o próximo trecho curto. “Assim o que foi visto vai para o consciente, transformando-se em informação e não em flashes desconexos”, ele alerta.. A segunda condição é a idade mínima das crianças: "A partir, somente, do sétimo ano, os meios digitais são mais indicados. Antes disso, muito mais importante do que ver imagens é imaginar”.




Valdemar Setzer: mais do que ver imagens, imaginar


 
Os videogames de ação e reação são muito piores do que a TV, segundo os estudos do professor da USP, pois tornam as execuções meramente mecânicas:"Nesse tipo de jogo, se o jogador pensar em cada movimento que deve fazer, é ‘morto’ pelos inimigos". Os jogos violentos nasceram como necessidade de deixar os soldados do exército americano menos sensíveis e empáticos: um soldado empático acerta 20% dos tiros, ao passo que um dessensibilizado acerta 90%. Posteriormente, a Nintendo começou a vender esses simuladores de guerra como jogos, produzindo o mesmo efeito em seus jogadores. Assim ele adverte sobre esta cultura da violência. Valdemar Setzer aponta medidas radicais para combater os prejuízos causados pelos meios digitais. Dentre elas estão: bloquear o acesso, a menos que na presença dos pais e professores; adiar o contato com os meios tecnológicos que estão sendo apresentados às crianças cada vez mais cedo; controlar tempo, momento e local de utilização desses meios, não permitindo, por exemplo, o uso de aparelhos no dormitório da criança, ele assinala que esta é também uma recomendação da American Academy of Pediatrics.


Confira comentários contra e/ou a favor dos meios digitais nos comentários a seguir, OK?

Fontes: www.paineira.usp.br

             www.folhaverdenews.com 

9 comentários:

  1. Já temos aqui alguns argumento contra ou a favor dos meios digitais sendo utilizados intensamente por crianças e adolescentes. Aguarde nossa edição de comentários e venha conferir logo mais.

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  2. Para estimular a polêmica sobre esse tema de tanta atualidade e importância para todos nós, vamos postar aqui opiniões contraditórias, confira.

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  3. Você pode por direto a sua opinião aqui ou se preferir, mande a mensagem por e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br (Uma outra opção é você mandar a msm ou material como vídeo ou foto ou sugestão de pauta e comentário direto pro nosso editor de conteúdo deste blog, mande para padinhafranca603@gmail.com

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  4. Valdemar Setzer acredita que qualquer impacto positivo da tecnologia no desenvolvimento de uma criança é ultrapassado pelos negativos: "Em uma de minhas palestra um senhor disse que seu sobrinho havia aprendido inglês jogando videogames violentos. Minha resposta foi: não há um outro meio mais saudável de aprender inglês? É preciso ter muito cuidado com aparentes efeitos positivos divulgados por pesquisas pouco embasadas e que não levam em conta prejuízos globais causados especificamente no desenvolvimento da criança e do adolescente”

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  5. A tecnologia para crianças e adolescentes é bastante positiva, segundo Biomédica Gabriela Araújo Costa, do departamento de Pediatria da UNIB. Ela com o apoio de Anamaria Albuquerque de Andrade Chagas – Psicóloga Clínica, especialista em Gestão Estratégica de Pessoas - e de Eli Helberth Penido Bichara Chagas – Engenheiro especialista em Telecomuniacações, professor e coordenador de cursos de Engenharia do Centro Universitário UNA, ao contrário de Valdemar Seltzer, da USP, defendem que os meios digitais têm mais benefícios do que malefícios para a garotada.


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  6. "Pela minha experiência de pai, no dia a dia de 2 crianças e um adolescente, a gente sabe que tudo bem se houver bom senso dos adultos, sempre dispostos a orientar garotada e também evitar exageros, mesmo com o risco de sermos vistos como quadrados, os meios digitais mexem com a cabeça e a emoção das crianças, é preciso mais cuidado do que a maioria tem": comentário de Júlio Castro, de Vitória (ES), profissional de TI.

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  7. "As palavras “digital”, “tecnologia”, “mídias”, “redes”, “conectados” são comuns e presentes na vida da grande maioria das crianças. Para pais, educadores e profissionais de saúde, entretanto, lidar com essa familiaridade é um assunto controverso, divisor de opiniões. A esmagadora penetração dos diferentes meios de comunicação na vida das crianças e adolescentes exige um posicionamento renovado para encarar a tecnologia na infância, a fim de atenuar riscos potenciais à saúde e estimular o uso apropriado e as potencialidades desta poderosa ferramenta. Mais do que discutir se crianças e adolescentes devem usar a tecnologia no dia a dia, é necessário aceitar a inserção das mesmas no mundo digital, focando na qualidade dos conteúdos acessados e no equilíbrio entre as atividades virtuais e as do mundo real, tais como brincar ao ar livre, alimentar-se, estudar e dormir": comentário de Gabriela Araújo Costa, da UNIBH, estudiosa desta questão.

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  8. "É fato incontestável que a tecnologia e a mídia digital alcançam e ganham boa parte do universo e do desejo infantil, seja por meio dos brinquedos digitalmente interativos, smartphones do pais ou seus próprios, tablets, laptops, TVs digitais e recursos educacionais utilizados em ambiente escolar. O tempo de uso das mídias digitais é maior do que aquele despendido na escola, e, em relação às atividades cotidianas, somente menor do que o tempo gasto no sono. Segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP), há claras evidências de que as mídias digitais contribuem muito para diferentes problemas de saúde, como a obesidade e comportamentos agressivos e/ou alienados. Por outro lado, a AAP reconhece os benefícios da tecnologia na aprendizagem e nos relacionamentos sociais, a partir da interatividade possibilitada pelos diferentes dispositivos de mídia digital": comentário também de Gabriela Araújo Costa, Biomédica Pediatra, de Belo Horizonte (MG).

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  9. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou, por meio do seu Departamento da Adolescência, o Manual de Orientação sobre a “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital”, no qual se encontram recomendações sobre o uso saudável da tecnologia. Como toda ferramenta, também os recursos da era digital, quando usados de forma indevida, especialmente de forma precoce ou por tempo excessivo, podem trazer prejuízos, tais como dificuldades de socialização e conexão com outras pessoas, baixo rendimento escolar, ansiedade, comportamento agressivo, cyberbullying, transtornos do sono e alimentação, sedentarismo, déficit auditivo secundário ao uso de headphones, alterações visuais e posturais, cefaleia recorrente e distúrbios na área da sexualidade, incluindo pornografia, acesso facilitado às redes de pedofilia e exploração sexual online.Por isso, é de suma importância o conhecimento referente às melhores práticas sobre a condução da educação digital das crianças e adolescentes, a fim de possibilitar o aproveitamento dos benefícios desta tecnologia, destacados neste trabalho, desde que a premissa seja o uso orientado e supervisionado pelos educadores e responsáveis.

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