terça-feira, 10 de outubro de 2017

HOJE BRASIL CONTRA OS CHILENOS NO FUTEBOL E LÁ NO DIA A DIA DA REALIDADE CHILENA O POVO MAPUCHE LUTA CONTRA O GOVERNO DO CHILE

 
A esperança Mapuche vem do alto dos Andes

Cerca de 5.000 pessoas marcharam pela resistência Mapuche contra a detenção de lideranças deste povo nativo injustamente enquadradas sob a dura lei antiterrorista 

 

Cerca de 5.000 pessoas marcham pela resistência mapuche no Chile
Um povo nativo e de cultura original luta por seus direitos no Chile agora



Mapuches têm cultura original e este povo indígena quer suas terras e direitos

Manifestação Mapuche teve apoio de outros setores do movimento de cidadania

Esta situação está acontecendo agora, nesta semana cerca de 5.000 pessoas marcharam em Santiago contra as detenção de Mapuches e seu enquadramento judicial sob dura lei antiterrorista, após ataques incendiários ocorridos na chamada zona de conflito destes aborígines chilenos. A manifestação ‘pela resistência Mapuche’, convocada por organizações ativistas do movimento indígena, ecológico e de cidadania percorreu o centro da capital chilena com representantes de vários setores da população ao ritmo de tambores e cornetas tradicionais. O ato público se deu dentro dum protesto maior que se realiza todo ano em em outubro contra a chegada dos espanhóis à América e a colonização dos nativos. "A marcha de hoje é um ato de protesto pela colonização que ainda hoje sofremos”, declarou Rodrigo Curipán, um líder Mapuche. 


Milhares de Mapuches e jovens em Santiago pelos direitos dos povos nativos


Greve de Fome - Em meio ao ato pacífico, surgiram (como ocorre também por aqui no Brasil) dezenas de jovens encapuzados que protagonizaram incidentes durante a marcha, montando barricadas e lançando pedras na Polícia do Chile, que dispersou os manifestantes com gás lacrimogêneo e jatos d’água. No conteúdo principal da marcha, os manifestantes pediram a libertação de mais de uma dezena de Mapuches que se encontram detidos por sua eventual responsabilidade em ataques ocorridos neste ano contra caminhões, templos religiosos e prédios privados no sul chileno (região tradicional dos Mapuches) todos julgados com base na lei antiterrorista, que endurece as penas em relação aos processos judiciais ordinários. Quatro desses líderes indígenas estão detidos desde o ano passado e interromperam a greve de fome que faziam por mais de 100 dias para que sejam julgados pela lei comum. Eles são adeptos da não violência para lutar pelos direitos do seu povo. 


Bandeira dos Mapuches que têm história e cultura originais

Críticas da ONU - “Já não queremos mais armas em nosso território Mapuche e não queremos lei antiterrorista”, gritavam nar ruas os milhares de manifestantes desta causa. A Presidente chilena Michelle Bachelet decidiu, na semana passada, pedir à Justiça para reconsiderar a aplicação da severa lei antiterrorista para os Mapuches em greve, diante da deterioração de seu estado de saúde, em meio a críticas da ONU e de outros organismos internacionais que pediram ao governo chileno não use esta norma rígida e dura para julgar os Mapuches. Bacheket já havia até pedido desculpas a este povo por episódios de violência sofrida por estes indígenas em muitos e muitos anos no país. Os recentes conflitos e ataques dos dois lados agravaram a situação dos Mapuches, a etnia nativas mais numerosa do Chile, são cerca de 700 mil pessoas entre os 17,5 milhões de habitantes deste país andino. Eles exigem suas terras tradicionais de volta, que foram em anos atrás tiradas do seu povo e doadas a empresas florestais. Os Mapuches (significa gente da terra em sua língua nativa) foram os primeiros habitantes do Chile e parte da Argentina, na atualidade vivem com níveis de pobreza maiores aos do resto da população devido estarem afastados de suas terras, florestas e do seu modo original de viver.


Eles querem viver em suas terras tradicionais e dentro da sua cultura original



Mapu = Terra / Che = Gente, que significa gente da terra, ou nativo na língua Mapudungun. Também chamados de "Araucanos" pelos espanhóis em sua chegada ao Chile, nome que rejeitam já que foi dado pelos inimigos, os índios Mapuche são originários do Chile, atualmente localizados no sul deste país e no sudoeste da Argentina. Mais informações sobre os Mapuches e as suas lutas na seção de comentários por aqui em nosso blog de ecologia e de cidadania, confira para ter mais detalhes sobre este povo original que se autodefine como pacífico, hospitaleiro e amante da natureza.  


Está na hora do Chile reconhecer a autonomia e os direitos dos Mapuches


Fontes: AFP - Isto É - Terra
            www.folhaverdenews.com

10 comentários:

  1. "Os Mapuches são um povo nativo, pacífico, hospitaleiro, esforçado, brioso, culto e amante da natureza, hoje em dia são cerca de 700 mil pessoas de acordo com o não muito seguro censo chileno de 2002 - 87,3% da população indígena local total, espalhados por Araucanía (33,6%), região metropolitana (30,3%) e em menor número no Biobío (8,8%), Los Lagos e Los Rios (16,7%, somados os dois). Segundo o censo de ONGs, a população Mapuche é estimada atualmente entre 800 mil e 1,4 milhão no país": comentário de Pablo Fuentes, ativista de ecologia, advogado, que assumiu as suas origens Mapuches, em defesa dos direitos deste povo.

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  2. Em 2004-2005, por dados oficiais do censo da Argentina, onde também há Mapuches, se calcula lá em quase 105 mil pessoas pertencentes ou descendentes de primeira geração deste povo nativo, sendo que 73% dele vive nas províncias de Chubut, Neuquén e Rio Negro.







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  3. Os Mapuches reivindicam o território conhecido como Mapuche Wallontu Mapu, ou simplesmente Wallmapu, localizado na região dos Andes ao sul do Chile, e sudoeste da Argentina (parte da Patagônia).








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  6. "A resistência Mapuche aos invasores espanhóis foi uma dos mais corajosas e heróicas da América Latina, cujo conflito durou três séculos, conhecido por Guerra de Arauco (nome que, para os espanhois, tinha a terra que haviam vivido de forma independente), de 1546 até a independência do Chile. Como já se haviam enfrentado com os Incas, contra quem haviam lutado 80 anos antes, os Mapuches possuíam alguma experiência em exércitos e manejavam muito bem os cavalos. Aproveitando-se da sua geografia cheia de florestas e montanhas para organizar guerrilhas, foram capazes de aprender rapidamente como lidar com o espanhol que, algumas vezes, esteve a ponto de desistir.
    Isso tornou os espanhóis cautelosos para adentrar em território Mapuche, no início fazendo isso através de missões religiosas (sem resultado). A região de La Araucanía nunca seria conquistada por nenhum espanhol. A metrópole viu-se obrigada a reconhecer autonomia do território Mapuche, estabelecendo fortificações ao longo da fronteira e mantendo um exército profissional, caso único na história da colonização latino-americana, tanto hispânica quanto portuguesa": este comentário nos foi nenviado também por Pablo Fuentes, advogado e ecologista do Chile.

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  7. Logo mais, aqui mais informações e também mensagens e opiniões, confira mais tarde nossa edição nesta seção. E participe, você pode enviar um e-mail com sua opinião para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou nos mandar também vídeos, fotos ou informações e comentários pro editor de conteúdo deste blog de ecologia e de cidadania pelo e-mail padinhafranca603@gmail.com

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  8. "Matéria oportuna debater também a autonomia ou pelo menos o direito às suas terras e ao seu modo de vida original dos Mapuches": comentário de Luciana Borges dos Santos, de São Paulo, estudante da USP.

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  9. "O povo andino Mapuche luta ininterruptamente contra empresas que ocupam sua terras tradicionais, exigindo que saiam imediatamente de seus territórios. Esses indígenas são povos concentrados principalmente nas regiões centro-sul do Chile e no Sudeste da Argentina. São historicamente perseguidos e reprimidos e hoje representam cerca de 900 mil habitantes": comentário extraído de notícia da agência Reuters.

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  10. "Durante os anos 90 os Mapuches se notabilizaram por deflagrar inúmeros protestos contra empresas florestais e proprietários agrícolas que ocuparam suas terras tradicionais. As terras em luta são de alta fertilidade, sobretudo as de Bío Bío e Araucanía, atualmente infestadas de plantações de pinheiros e eucaliptos, monocultura e, sendo assim, prejudica o ecossistema da natureza andina e a sobrevivência deste povo": comentário de Alaor Chaves, ambientalista, formado em engenharia agrônoma pela Unesp que informa "conhecer ao vivo as terras destes índios maravilhos, que tem visão ecológica".

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