quinta-feira, 12 de outubro de 2017

JORNALISTA AUGUSTO NUNES SE PREOCUPA COM A CHEGADA DO FUTURO NO BRASIL MAS AGORA ELE DIZ QUE A CHINA É QUE ESTÁ HOJE COM ESSE FOCO


Chineses são o povo que atualmente no planeta mais procura harmonizar a economia com a ecologia: o Brasil (a terra do sol, do vento, das águas e tantos recursos naturais) continua dormindo e na verdade atrasa este setor essencial prá gente criar um futuro feliz para a garotada vivenciando hoje o Dia das Crianças

 
Raridade um carro elétrico rodando por aqui nas ruas do Brasil


O editor de conteúdo deste nosso blog Folha Verde News (ligado ao movimento ecológico, científico e de cidadania), o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha conhece o trabalho e a luta de Augusto Nunes, jornalista há anos da revista Veja, que se dedica a vários temas futuristas: com palavras e imagens, ele tenta apressar a chegada do futuro, "mas o Brasil ainda fica assim esperando deitado chegar um novo tempo em berço esplêndido, quem está agilizando bastante esta mudança é a China, talvez por ser hoje o país mais poluído da Terra", comenta Nunes. Ele informa a gente que recapacitação é hoje o novo nome do desenvolvimento sustentável: em matéria agora ele exemplifica o caso chinês, onde mais se investe atualmente em energias limpas (como a eólica e a solar), a maior onda lá nestes meses é uma variada produção de veículos elétricos que não poluem o ambiente e são silenciosos, sendo até relativamente baratos. A China produz mais carros elétricos do que todos os outros países somados e isso é um dos maiores destaques na atualidade tanto ecológica como econômica. 








China pretende trocar a bike por carros elétricos populares
 
A China agora produz mais carros elétricos do que todos os outros países somados


Desde a inserção definitiva da temática da sustentabilidade na agenda internacional, que tem na Conferência da ONU de 1972 (Estocolmo) sobre o assunto um marco pioneiro, se busca aliar meio ambiente a desenvolvimento. Nessa luta dupla, não seria exagero afirmar que as deliberações que marcam a diplomacia multilateral obtiveram mais avanços no polo ecológico do que no econômico. (Cá entre nós aqui do blog da ecologia, isso não é o que acontece no Brasil ainda, infelizmente). Das florestas ao clima se multiplicaram tratados internacionais acerca de metas e parâmetros ambientais. Não se pode dizer o mesmo de mecanismos de cooperação para o desenvolvimento, incipientes seja no âmbito da ONU ou das chamadas instituições de Bretton Woods, como o Banco Mundial. Nunes argumenta que vale ressaltar que os próprios pilares ecológicos da ideia de sustentabilidade passaram por expressiva evolução. Nesse processo, a Rio­ 92 e sua conferência de reavaliação duas décadas depois tiveram imenso papel. Foi possível avançar (ao menos conceitualmente) de uma certa intocabilidade dos recursos naturais para uma atitude mais amistosa ao uso inteligente e racional ou equilibrado do meio ambiente. Não é o que ocorre ainda no Brasil.


Talvez por ser o país mais poluído do mundo a China acordou antes neste setor

Chineses produzem também ônibus elétricos de ponta

Energia solar + carros elétricos mudam até a paisagem urbana

 







Atualmente, a própria prática de sustentabilidade ganhou fortes ventos de cauda de natureza mais estratégica ou de geopolítica, mesmo, escreve nesta semana Augusto Nunes. A China, por exemplo, em que muitos enxergam como o grande vilão ambiental dos últimos anos, hoje investe mais em energia eólica e fotovoltaica, ou ainda em veículos elétricos, do que todos os outros países somados. Isso se deve à militância ambiental ter­-se alçado ao topo das políticas públicas? Apenas em pequena parte é isso. O imperativo econômico e geopolítico que afronta os líderes chineses a terem de diminuir a dependência da importação de barris de petróleo do Oriente Médio talvez seja o que fale mais alto. A crescente incorporação ao conceito de desenvolvimento a noção de sustentabilidade tem ganhado tração, dentre outros fatores, já que é absolutamente necessário um bom negócio ser sustentável. Isso vale tanto para o marketing institucional de empresas ou países como para a própria satisfação do atual perfil de preferências do consumidor global. O êxito da Tesla ou decisões estratégicas da Volvo na produção de veículos elétricos estão aí para confirmar. ("Por aqui, nosso país está mais preocupado com a economia ruralista e aquele conceito desenvolvimentista, o progesso a qualquer custo", comenta o ecologista Padinha).









Future Mobility 2020 o projeto de avanço sustentável na China

Um dos carros made in China elétrico e futurista

 
"Agora, um desafio adicional se impõe à ideia de sustentabilidade. Ele vai além do meio ambiente e volta a enfatizar aspectos econômicos. A rápida e profunda revolução industrial ora em curso é — pelas próprias características de seus setores de ponta (biotecnologia, automação, computação em nuvem, design remoto e impressão em 3D)— potencialmente pouco ofensivas ao meio ambiente", comentário de Augusto Nunes, em seu texto que no entanto considera a rapidez com que ficam obsoletos certos ofícios e aptidões. Não há dúvida de que com essas tecnologias emergentes novas profissões estão sendo geradas.  Mas não é automático supor que as novas oportunidades serão aproveitadas por aqueles que perderam seus postos de trabalho em decorrência de uma ou outra inovação disruptiva. Esse debate coloca um peso ainda maior no papel das empresas no cenário socioeconômico contemporâneo. Dados do Atlas de Complexidade Econômica da Universidade Harvard mostram que a maioria das habilidades adquiridas para acompanhar a evolução tecnológica no âmbito da produção não é transmitida em escolas ou universidades, somente por enquanto ainda no próprio ambiente de trabalho. ´Nesse sentido que se fala muito hoje em recapacitação. Também de mão de obra. (E cá entre nós  usuários deste blog, de repente a elite cultural nestes próximos anos poderá ser formada por técnicos nas empresas high tech e sustentáveis mais até do que entre intelectuais ou na universidades, que também precisam mudar e avançar também nesse sentido). 

Enquanto o país do Sol dorme a China investe tudo em energia solar...

...e também em energia eólica para criar o futuro sustentável


Fontes: Veja - Reuters
              www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Já recebemos por aqui algumas mensagens e logo mais estaremos editando esta seção de comentários, com mais informações sobre a virada sustentável da China para criar o futuro, enquanto o Brasil continua firme na onda ruralista da economia. Aguarde nosso próxima edição e venha aqui conferir.

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  4. "Este artigo de Augusto Nunes é uma advertência a todos em nosso país sobre a urgência de mudar a nossa economia para um abraço na ecologia em busca duma realidade que seja mais sustentável do que a produção em massa de carne de boi": comentário do engenheiro eletrônico Adalberto Pereira Santos, de São Paulo, que estudou na Alemanha e trabalha agora no Brasil.

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  5. "Este debate que os técnicos das empresas de alta tecnologia serão a próxima elite, mais até do que os intelectuais na universidades é também algo a se discutir entre as mudanças que o país precisa urgente criar na realidade": comentário de Lucinha Alves, que atuou na USP e na Unesp, na área de sociologia.

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  6. "Eu estava vendo na web que a possível proibição de carros a gasolina na China pode revolucionar a indústria.Veto à produção e venda de veículos que usam combustíveis fósseis no maior mercado do mundo pode dar um impulso definitivo aos modelos elétricos, acho que a matéria está na France Press": comentário de Alba fernandes, de Curitiba, Paraná, médica oftalmologista.




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  7. "A China estuda a possibilidade de proibir a produção e venda de veículos que usam combustíveis fósseis (gasolina e diesel), uma decisão que poderá revolucionar o setor a nível mundial e dar um impulso definitivo aos carros elétricos. O anúncio do plano foi feito depois das decisões da França e da Grã-Bretanha de proibir as vendas de carros e caminhonetes deste tipo até 2040 para lutar contra as emissões poluentes": notícia na France Press.

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  8. "Apesar de o governo de Pequim não ter divulgado datas concretas, as ações das montadoras chinesas registraram queda nesta semana nas bolsas, enquanto os títulos da BYD, líder chinesa dos carros elétricos, fechou em alta de 4%. O anúncio foi feito pelo vice-ministro da Indústria e de Tecnologias da Informação, Xin Guobin, que em um fórum organizado no fim de semana na cidade de Tianjin (norte) explicou que o ministério iniciou "estudos pertinentes" sobre a questão e está trabalhando em um calendário para proibir combustíveis poluentes e avançar de vez a produção chinesa de carros elétricos": comentário de Geraldo Souza, de São Paulo, que conferir também esta informação no G1, ele se identifica assim: "Sou ecologista embora seja economista".

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