sexta-feira, 27 de outubro de 2017

JOVENS DO MOVIMENTO DA CIDADANIA DÃO O PRIMEIRO SINAL DE QUE PODEM VOLTAR ÀS RUAS E ÀS MANIFESTAÇÕES PARA MUDAR O BRASIL


Estudantes da Unifesp ocupam prédio do escritório da Presidência em São Paulo e parece que a cidadania voltará a lutar por seus direitos e protestar pela população que está chocada com tudo o que vem acontecendo em Brasília e no Brasil




Jovens da Unifesp começaram ir à luta ontem em Sampa


Estudantes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ocuparam ontem à tarde o prédio onde está localizado o escritório da Presidência da República em São Paulo, na Avenida Paulista, informou Camila Boehm, repórter da Agência Brasil:  a ocupação pacífica começou por volta das 17h e às 21h, os estudantes ainda estavam no local, mas aos poucos foram sendo retirados pela PM. Hoje e no fim de semana, Michel Temer estará em São Paulo, para continuar tratamento médico e fazer contatos políticos, mas não com certeza com os estudantes nem com outros setores da população...A Polícia Militar informou que negociou com calma com o grupo de jovens a desocupação do prédio ontem, o que aconteceu no final da noite. A ocupação, segundo os manifestantes, ocorre em protesto contra o desmonte da educação pública. "O dinheiro que sobrou para conquistar votos de deputados em Brasília, está faltando às universidades federais, em dificuldades com cortes de verbas para a educação superior e pesquisas", argumentou Maria Helena Paiva, que se identificou como estudante de Direito. Ela se referia aos 33 bilhões de reais que foram gastos para garantir apoio de parlamentares no caso da denúncia criminal contra o Presidente da República. 


Ocupa Unifesp encontrou entradas ocupadas pelos PMs


Pelo Facebook, o movimento Ocupa Unifesp divulgou um manifesto em defesa da universidade pública, contra os cortes na educação, exigindo mais recursos para esta área que os jovens  e toda população consideram como.fundamental para avançar o país. "Em abril a educação recebeu um corte de R$ 4 bilhões. E a Universidade Federal de São Paulo recebeu até então apenas 48% da sua verba prevista. Para 2018 estão previstos mais cortes, sobretudo nas bolsas, ou a impossibilidade de funcionamento da instituição. Este é um problema recorrente no país inteiro, de universidades com déficit de orçamento de até 100 milhões", critica uma nota redigida pelos estudantes.



Ontem nem houve cartazes no protesto relâmpago



De acordo com o movimento, as universidades sofrem com paralisação de obras, falta de materiais, cortes em moradia estudantil, demissão dos trabalhadores terceirizados, sobrecarga dos técnicos administrativos e falta de professores. Os estudantes ainda não informaram nada sobre a sequência deste protesto, se haverá outras manifestações, mas nos bastidores alguns falavam em se agrupar nas proximidades da Arena do Corinthians  na semana que vem, quando um clássico do futebol a ser disputado ali em Itaquera, na zona leste de São Paulo, deverá mobilizar a mídia nacional e internacional. Não há nenhuma confirmação sobre este novo protesto nem data agendada pelo Ocupa Unifesp porém, de toda forma, depois de muitos meses de desilusão e de silêncio os jovens voltam a se manifestar criticamente, algo que pode ajudar o Brasil a mudar e avançar. 


 Unifesp espera que não haja violência contra estudantes

(Mais dados sobre cortes de verbas nas universidades federais você pode conferir na nossa seção de comentários aqui no blog, não foi só na Unifesp, federal pública de São Paulo, mas nela a situação é grave, os cortes chegaram a 25% do orçamento)


Fontes: Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com 

9 comentários:

  1. Logo mais por aqui nesta seção de comentários uma atualização de informações sobre este movimento dos estudantes da Unifesp. Aguarde, confira, participe vc tb deste debate de cidadania.

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  2. Na época da Ditadura, a primeira manifestação pelas Diretas Já, que acabaria por fazer o governo então ditatorial a voltar atrás, foi no vão do Masp e havia também só umas 100 pessoas, depois, foi o que todos sabem nessa história da conquista nas ruas dum avanço da democracia, milhões de pessoas se manifestando.

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  3. Você pode colocar aqui sua informação ou opinião mas se preferir, envie sua mensagem para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania, envie que nós postamos para navepad@netsite.com.br

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  4. Você pode também contatar nosso editor de conteúdo deste blog também para enviar material como vídeos ou fotos ou informação, mande então para o e-mail padinhafranca603@gmail.com

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  5. "Importante que um blog mais livre discuta a realidade das universidades federais porque a grande mídia, sei não": comentário por telefone da estudante de Direito em São Paulo, Maria Helena Paiva, do movimento Ocupa Unifesp.

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  6. "O protesto dos estudantes tem sentido. Quase 70% das universidades federais públicas tiveram cortes no Orçamento entre janeiro e junho. Em relação a 2017, o total de verbas repassado foi R$ 249 milhões menor": comentário de Ary Santos, que acompanhou uma série de matérias na Globo News sobre este assunto, já que tem filhos em idade de vestibular, em São Paulo: "Pelo que informaram, os cortes no orçamento da educação atingem 44 das 64 universidades federais do país".


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  7. Realmente, Ary Santos, dados do Ministério da Educação (MEC), obtidos com exclusividade pela Globo News por meio da Lei de Acesso à Informação, apontam que 44 das 64 universidades federais do país tiveram seu orçamento afetados por cortes na comparação com o primeiro semestre de 2016. O ranking das dez universidades com os cortes mais expressivos inclui grandes universidades, como a Unifesp (5ª colocada), UFRJ (8º lugar) e UFPE (7º lugar). Em dez dessas universidades, o corte neste ano superou os 20% da verba repassada às universidades ao longo dos seis primeiros meses de 2016.


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  8. Porcentagem de cortes de verbas do Governo Federal nas universidades públicas:
    Universidade Federal do Pará - 34%
    Fundação Universidade Federal de Pelotas - 33%
    Fundação Universidade Federal do ABC - 31%
    Universidade Federal de Lavras - 27%
    Universidade Federal de São Paulo - 25%
    Universidade Federal de Pernambuco - 23%
    Universidade Federal do Rio de Janeiro - 22%
    Fundação Universidade de Brasília - 22%
    Universidade Federal Rio Grande do Sul - 20%
    Universidade Federal do Rio Grande - 20%
    Os dados são do próprio Ministério da Educação, obtidos pelo jornalismo da Globo News.

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  9. "O que eu sei é que em relação ao ano passado, o total de verbas repassado para as universidades foi R$ 249 milhões menor. Isso afeta a estrutura das faculdades, das bolsas de estudo, das pesquisas, até da qualidade do ensino e do salário dos professores e funcionários": comentário de Clara Almeida Santos, do Rio de Janeiro: "Estou usando um pseudônimo, mas você têm o meu e-mail para me encontrar. Não vou revelar quem eu sou exatamente porque sou professora universitária e tenho filhas estudando, mas a realidade é esta".

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