segunda-feira, 16 de outubro de 2017

METEOROLOGISTAS E MÉDICOS ALERTAM POPULAÇÃO SOBRE PERIGOS E PROBLEMAS DESTA SECA MONSTRO QUE ASSOLA GRANDE PARTE DO BRASIL

Em plena primavera, quando deveriam chegar as chuvas, elas continuam escassas, em várias regiões nascentes secaram, córregos e rios diminuíram vazão, o calor aumentou demais, milhares de cidades estão em situação difícil para o abastecimento de água, como é o caso também de Brasília: apesar de especialistas culparem um fenômeno oceânico e planetário, a seca monstro com certeza é a sequela de tanto tempo sem uma gestão ambiental governamental a dano do equilíbrio do meio ambiente e da saúde da população




Seca afeta estados do Nordeste
Primavera com seca monstro, muito calor e chuvas escassas


 

Há um ano atrás o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitia cinco alertas de seca e dois de ondas de calor, válidos para várias regiões do Brasil: o que foi feito em termos governamentais de lá até hoje, quando a situação da seca e do climas está mais grave ainda?  Este questionamento precisa ser feito pela grande mídia quando todos os dias informa temperaturas de 40 graus até em zonas de clima mais temperados, de acordo com o Climatempo, o principal causador da onda de calor e de tanta escassez de chuvas pode ser o fenômeno meteorológico El Niño, que desde o ano passado tem provocado um grande aquecimento no Oceano Pacífico Equatorial ao muda a circulação dos ventos sobre a América do Sul. Mas muitos meteorologistas (em off dos boletins oficiais), também cientistas e ecologistas contestam que o problema seja somente oceânico. Além da entrada insuficiente de massas de ar fria e polar no país, a umidade relativa do ar está anormal, segundo o INPE chega em casos extremos a 10% e a situação é considerada de muito perigo para o ambiente e a saúde pública em todo o estado de Goiás e no Distrito Federal, desde 2016 no Piauí, o problema abrange quase todo o estado, menos o litoral e a seca monstro avança sobre o norte, o oeste e o noroeste de Minas Gerais, o extremo oeste da Bahia, o centro e o sul do Maranhão, a metade sul do Tocantins e a metade leste de Mato Grosso. Nessas regiões que estão virando deserto, há risco maior para a saúde humana, especialmente crianças, idosos, pessoas alérgicas, as doenças respiratórias aumentam e isso é pior que o desconforto que a maioria sente em meio a esta situação climática e ambiental. E qual é a gestão governamental para esta situação do clima e do ambiente?:

Queimadas, poluição, calor, cadê as chuvas da primavera?


A onda de calor atinge há meses o noroeste de São Paulo, o norte e o leste de Mato Grosso do Sul, o centro-sul de Tocantins, o centroleste de Mato Grosso e todo o estado de Goiás, incluindo o Distrito Federal. Essas localidades podem voltar a registrar recordes de temperatura nos próximos dias. Até em regiões historicamente mais temperadas, as zonas cafeeiras, como é por exemplo o caso do nordeste paulista e sudoeste mineiro, entrando pela Serra da Canastra, o calorão predomina, chuvas só esparsas e além do mais, como de resto por todo o interior brasileiro no meio rural e urbano queimadas, incêndios em áreas florestais (como na Chapada dos Veadeiros, tema da matéria do nosso blog na edição de ontem). O drama dos incêndios na Califórnia são uma advertência extra. Os recordes se sucedem, a cada semana, acontece o dia mais quente do ano...

Esta imagem do norte do país se reproduz em várias regiões brasileiras

E então cabe questionar, se esta situação do clima e do ambiente não é de hoje, porque esta pauta não é debatida na mídia em geral, sendo só tema de alertas de meteorologistas, cientistas e ecologistas? E mais ainda, porque não há até agora nenhum sinal duma gestão ao menos emergencial por parte dos governos federal, estaduais e municipais? Esta falta de gerenciamento sustentável do ambiente, do clima e da saúde pública deveria ser o foco principal neste problema que já prenuncia um caos.  

Fenômenos oceânicos mais falta de gestão ambiental...

...mais desmatamentos nas áreas florestais...

...mais queimadas, mais incêndios, mais calor, menos água
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Como não há medição regular e tecnicamente confiável em todas as cidades do país, a Climatempo, o INPE e o Inmet têm informado que o calor a partir dos 40°C foi sentido em muitas outras cidades brasileira, além do Rio de Janeiro, onde os termômetros atingiram 42,8°C no dia mais quente para uma primavera em um século de medições. Brasília registrou 35,9°C, na sua temperatura mais alta da história. Até agora, por enquanto. Em Belo Horizonte, o calor continua por semanas. Até nas regiões mais temperadas onde se produz café, a temperatura em média atingiu o recorde histórico de 38ºC. Em toda a história, a temperatura mais alta no Brasil foi de 44,7°C, registrada oficialmente no dia 21 de novembro de 2005, em Bom Jesus do Piauí (PI). Mas se tudo continuar como está, com chuvas escassas, desmatamento, poluição, falta de saneamento básico em 50% do país, queimadas, incêndios, a primavera não conseguirá derrotar a seca monstro e só Deus sabe o que poderá acontecer se a natureza acabar por fazer como os governos e deixar a população falando sozinha,. (Antônio de Pádua Silva Padinha, ecologista, editor deste blog). 


A primavera seca está um filme de terror no Brasil
 
A chuva é miragem nesse deserto da primavera seca


Fontes: Inmet - Climatempo - INPE - Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com 

7 comentários:

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  4. "É o que faltava, Primavera Seca, a população está abandonada nesse desgoverno, os políticos têm outras prioridades, que não incluem saneamento, clima, saúde pública, meio ambiente": comentário de Roberto Yunes, de São Paulo, economista.

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  5. "O vídeo Climatempo informa que chuva só nesta segunda quinzena de outubro, não só na região de Brasília, mesmo assim, chuvas irregulares e muito escassas, o blog tem razão, é mesmo uma primavera seca e algo deveria ser feito para uma mudança radical, nos próximos anos então poderá vir a ser pior ainda com a inércia dos políticos": comentário de Rachel Batista, de Belo Horizonte , Minas Gerais, geógrafa.

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  6. "O inverno de 2017 foi mais seco e quente do que o normal em Santa Catarina, dominado por frequentes bloqueios atmosféricos nos oceanos Pacífico e Atlântico, responsáveis por períodos prolongados sem chuva e estiagem no Estado, sobretudo nos meses de julho e setembro. As frentes frias, principais sistemas meteorológicos causadores da chuva durante a estação, foram escassas e consequente também as massas de ar polar, resultando em temperaturas mais altas. A primavera começaria oficialmente pelo calendário astronômico dia 22 de setembro...Os dias deveriam começar a trazer chuvas. Neste ano de 2017 a primavera deve contrariar a climatologia, se tratando de uma das estações mais chuvosas do ano, a previsão é de chuva abaixo e temperatura acima da média climatológica, ou seja, a continuidade do padrão seco e quente, observado no inverno. Outubro é o mês mais provável de ter chuva próxima a média com chance de minimizar a situação de estiagem por aqui em Santa Catarina": comentário também dos meteorologistas Gilsânia Cruz e Clóvis Corrêa, que mantém empresa climática no sul do país.

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  7. Na primavera são comuns os temporais com granizo e ventania, e por vezes acumulados significativos de chuva em curto espaço de tempo. Essa condição pode ocorrer com menor frequência agora nessa Primavera": comentário dos técnicos da empresa Epagri/Ciram que faz pesquisas diárias do clima em Santa Catarina.

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