terça-feira, 3 de outubro de 2017

MOVIMENTO DE ATINGIDOS POR BARRAGENS FAZ PROTESTO NO RIO E INICIA HOJE UM ENCONTRO PARA MOBILIZAR MÍDIA E POPULAÇÃO

Manifestantes fazem protesto contra a Vale parceira da Samarco e lembram tragédia de Mariana que não pode ser esquecida pelo Brasil: atingiu 1 milhão de pessoas e destruiu a ecologia de toda a bacia hidrográfica do Rio Doce entre Minas, o Espírito Santo e o oceano Atlântico: vai ficar por isso mesmo? É o que questionou o protesto





Lama para lembrar a lama da tragédia e de todo o processo



Uma das mensagens do protesto

Manifestantes do Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MAB) fizeram um protesto público ontem para alretar que quase dois anos pós tragédia ambiental de Mariana, em Minas Gerais os responsáveis ainda não foram punidos e as medidas de recuperação socioambiental ainda não foram cumpridas, a dano da ecologia de toda uma macrorregião brasileira e da sua população. O acidente minerário causou sequelas nas águas e o abastecimento de cidades mineiras e capixabas ainda não está totalmente normalizado 24 meses depois do crime ecológico, ainda impune. O ato ocorreu no Leblon, bairro na zona sul do Rio, onde funciona o escritório da Vale, uma das proprietárias da mineradora Samarco, principal responsável pela tragédia. Lá estava ao vivo o repórter Vinicius Lisboa, da Agência Brasil, que nos passou todas as informações aqui para nosso blog. 


Movimento de cidadania não quer deixar tudo passar em branco


"Além da falta de ação e de gestão ambiental das autoridades políticas brasileiras e daquela região, o pior é que a maioria das mineradoras do país funcionam com a mesma precariedade que causou a tragédia da Samarco em Mariana, afetando Minas, Espírito Santos e até a reserva biológica de Abrilhos, no Oceano Atlântico": comentário do ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha ao editar esta matéria aqui no nosso blog do movimento ecológico, científico e de cidadania, que se manifesta também em solidariedade a todos os atingidos por barragens e desastres ambientais. 


Um dos grupos que também se manifestou no Rio contra a Vale e Samarco


A gente também tem memória que em 5 de novembro de 2015 se deu o rompimento de uma barragem da Samarco liberando mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, devastando a vegetação nativa e poluindo toda a bacia do Rio Doce, uma das mais importantes do interior brasileiro, tanto para a ecologia como para a economia e para a saúde pública. A tragédia também matou 19 pessoas e destruiu casas na cidade de Mariana. Mais informações e mensagens na seção de comentários deste blog, confira. 



Foi a maior tragédia socioambiental do Brasil há 2 anos

 
O grupo de manifestantes  foi apoiado por pessoas no trajeto, caminhou pelas ruas do Leblon até o prédio que abriga o escritório da Vale, na Rua Almirante Guilhem. Segundo lideranças do movimento de cidadania, as consequências do desastre afetaram ao menos 1 milhão de pessoas ao longo do Rio Doce, em Minas Gerais e no Espírito Santo. Com cruzes de madeira e palavras de ordem, o protesto criticou a falta de responsabilização pela tragédia. O ato faz parte das atividades do 8° Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens, que já começou nesta virada semana e vai até esta quinta-feira agora. O protesto chegou a fechar vias do bairro, como a Avenida Afrânio de Melo Franco e a Rua Humberto de Campos.


Diversos setores da população atingida também de manifestaram

Em Minas, no Espírito Santo, no Rio, em todo país...

Até tribo indígena às margens do Rio Doce foi vítima do desastre da mineração



Os manifestantes ao deixarem o Leblon voltaram para o Terreirão do Samba, no centro da cidade, onde haverá a sequência do encontro de advertência e de solidariedade às vítimas (natureza e pessoas) da tragédia da Samarco e de todos os acidentes e sequelas de barragens. "Tudo isso nos alerta também que o país precisa urgente adotar uma gestão de desenvolvimento verdadeiramente sustentável", comentou Pedro Vieira, engenheiro, especializado em energias limpas, como a Solar e a Eólica, que acredita serem inviáveis também as gigantescas barragens hidrelétricas, "porque afetam o meio ambiente e a saúde da população". 

Baleias e Golfinhos sobrevivem no Arquipélago de Abrolhos...

...e esta reserva de vida marinha também foi afetada pela tragédia


O Brasil ainda clama por providências 2 anos depois de tudo


Fontes: Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com


8 comentários:

  1. Já recebemos uma atualização de informações diretas do Terreirão do Samba, no Rio de Janeiro, logo mais postaremos aqui junto com mensagens, participe vc tb deste protesto pela ecologia e pela cidadania.

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  2. Aguarde nossa edição de comentários, você pode colocar aqui a sua manifestação ou então enviar a sua mensagem para o e-mail da redação deste blog navepad@netsite.com.br

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  3. Você tem também a possibilidade de contatar o editor de conteúdo deste blog de ecologia e enviar dados, vídeo ou fotos ou a sua mensagem, mande para o e-mail padinhafranca603@gmail.com

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  4. "Foi uma tragédia sem igual e só menor do que a desastrosa inação das autoridades políticas e judiciárias do Brasil para punir responsáveis e para ressarcir vítimas e danos ambientais": comentário de Maria Laura Batista, de Belo Horizonte, advogada.

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  5. "Estou a caminho do Terreirão do Samba, que é no centro da cidade, quero apoiar vítimas da tragédia da Samarco e de todos os acidentes e sequelas de barragens no país, uma vergonha o que acontece nesse setor também": comentário de Luiz Carlos Freitas, executivo de Turismo, que está se dirigindo ao local do encontro e nos promete enviar notícias de como estará o evento: "De lá mando outro e-mail com alguma novidade". Nós aqui do blog agradecemos o apoio da informação.

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  6. "Extraordinário este videoclip Cacimba do Gabriel Pensador e Fala Mansa juntos, acho até que genial pelo alcance da música criticando a realidade de forma tão poética, que nos faz sentir o tamanho do drama": comentário de Rubens Gonçalo, de Vitória (ES), profissional de Tecnologia da Informação.

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  7. "Parece que a grande mídia já esqueceu dessa tragédia e mais uns meses, ninguém toca no assunto, assim, é muito importante que o movimento das vítimas mais diretas questione a situação e que veículos independentes de outros interesses divulguem isso": comentário de Luiza Campos, de São Paulo, atua com redação em agência de publicidade.

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  8. "A pior das sacanagens é lidar com os poderosos deste país, as leis são inexistente para eles,compram a justiça!, e acaba com os pequenos, solapando,vida, devorando a ecologia , rios, as leis anda na contramão da história,os pequenos pagam caro para proteger os grandes da Samarco": comentário de Antonio Barbosa Luz em uma chamada desta postagem no Facebook.

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