sábado, 21 de outubro de 2017

NÃO É SÓ O BRASIL: O PLANETA EM ALERTA PARA EVITAR UM CAOS DO CLIMA E DO MEIO AMBIENTE (FALTA TAMBÉM É UM GOVERNO AMBIENTAL)

Desequilíbrios do clima unem o mundo, passando por cima de barreiras políticas, territoriais, de cor, de raça ou de credo (tudo por amor à natureza e à vida ou na luta para se evitar um caos) ou em resumo, é uma união na desgraça


Emergência, resgate, socorro, SOS...

...urgente também a prevenção também no caso das secas

A gente aqui no blog da ecologia Folha Verde News recebeu por e-mail a informação da matéria de Nathália Clark nos sites ambientais 350.org e Coesus: fica difícil mesmo explicar a uma criança que não precisamos ter medo da chuva, quando ouvimos que mais de 1,2 mil pessoas morreram por conta das cheias e inundações causadas por tempestades no Nepal, na Índia, em Bangladesh nestes últimos meses. Como dizer que não precisamos temer o vento nem ter medo da natureza quando vemos ciclones como o Harvey nos Estados Unidos, o furacão Irma no Caribe ou o tufão Maring nas Filipinas que deixaram dezenas de mortos e feridos, além de milhões desabrigados em apenas alguns dias? Como tentar levar a vida normalmente, como se nada estivesse fora da ordem, quando, no Brasil, nada menos do que 1296 cidades estão em estado de emergência devido à seca monstro ou também por outro lado, enchentes? Como convencer os habitantes do Hemisfério Sul de que eles não serão afetados pelos eventos que acontecem no lado Norte do planeta e viceversa, uma vez que todos esses desastres estão, sim, todos conectados entre si? Como seguir chamando fenômenos assim de naturais, eximindo nossas autoridades públicas e nós mesmos de qualquer responsabilidade, quando sabemos que as ações antrópicas e a falta de gestão governamental ambiental são as principais intensificadoras do aquecimento global a desequilibrar o clima e o meio ambiente? Como dizer que o mundo está são quando continuamos explorando, vendendo e queimando combustíveis fósseis mesmo todos nós sabendo que eles são os maiores emissores dos gases que provocam o efeito estufa na atmosfera? Essa é a questão que deveria ser de prioridade na realidade aqui, agora no Brasil também e em toda a Terra.

Os desafios que acontecem aqui embaixo...

...começam lá em cima (e também na falta de governo ambiental)

A causa comum dos desastres que estão acontecendo nesse momento em todos os cantos do mundo é uma só: as alterações do clima e do ambiente, que a mídia em geral chama de mudanças climáticas. Com a intensificação das emissões, principalmente do gás carbônico, o clima do planeta fica mais quente, desregulando o regime de chuvas e afetando o nível e a temperatura do mar, e causando impactos socioambientais irreversíveis. Isso explica a seca monstro que acontece também nesta primavera por aqui em nosso país, até em regiões que eram até pouco tempo bem temperadas. E nós humanos temos, sim, uma parcela significativa de culpa nisso tudo. Os governos ainda mais. Direta ou indiretamente. Seja pela ação, daqueles que insistem em usar fontes poluidoras para produção de energia, ou pela inação, daqueles que não impedem que isso aconteça.

A responsabilidade não é exatamente da natureza...

...para resumir é um desgoverno ambiental no país e no planeta
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Isso vem rolando em vários países hoje e no Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério da Integração Nacional, desde o início do ano um quarto dos municípios brasileiros já pediu socorro ao Governo Federal devido às fortes chuvas no Sul do país e a uma das secas mais severas já registradas no Nordeste e até no Sudeste. A maior parte das situações emergenciais (71%) é por conta de seca ou estiagem. Os outros 29% têm como causa tempestades, inundações, alagamentos, enxurradas e deslizamentos que tumultuam a vida da população e a ecologia da natureza. 

Enchentes e secas monstro em várias partes do Brasil

O que era equilibrado e temperado já cria cenário do caos


Em maio, as chuvas em Maceió mataram oito pessoas e deixaram milhares desabrigadas. Já em Fortaleza a seca afetou 900 mil habitantes. A capital, Brasília, que passa por racionamento de água e já completou 100 dias sem chuva, está em estado de emergência desde fevereiro. Na Paraíba, 196 das 223 cidades sofrem com a estiagem. No total, o Ministério da Integração contabiliza mas não informa ter aplicado medidas preventivas ou saneadoras de forma sustentável e estrutural, apenas contabiliza ter repassado 200 milhões às cidades em situação de emergência, para ações de socorro, assistência humanitária, restabelecimento de serviços e recuperação de estruturas danificadas. Como se vê, os eventos do clima e do ambiente não excluem ninguém, em nenhuma parte do nosso país (assim como em todo o nosso planeta).. A Argentina, que abriga uma das maiores reservas de Gás de Xisto do mundo, na região de Vaca Muerta, na província de Neuquén, também tem sofrido com os impactos das alterações no clima. Em março, uma intensa onda de calor chegou a matar dezenas ou centenas de bezerros que nem mesmo foram contabilizados pelas autoridades na província de La Pampa. Segundo veterinários que avaliaram animais mortos em uma das fazendas da região, eles sofreram ataques cardíacos provocados pela exposição contínua às elevadas temperaturas que chegaram a 40 graus numa época cuja média costuma ser 16 graus centígrados.

Rajadas de vento também alertam sobre agressões à natureza

Um planeta mais quente, com oceanos mais aquecidos ainda agora tornam mais prováveis eventos de intensificação rápida e rara, aumentando as ocorrências de desastres extremos, tornando corriqueiro o que antes era ocasional ou sazonal. Não é natural que milhões de pessoas sofram as consequências das ações de apenas alguns, que priorizam o lucro e não o bem-estar das populações. Não podemos naturalizar a morte. Seja de familiares, vizinhos ou do mundo tal qual o conhecemos. "Temos que demonizar o desequilíbrio do clima e do meio ambiente para ver se aqui e em todo país se implantem gestões sustentáveis da realidade socioambiental", comenta nosso editor de conteúdo deste blog, o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, ao editar esta matéria de grande valor.

Caos do clima e do ambiente faz o sofrimento da população

Negar ou ignorar a ciência não nos prepara física, psicológica ou financeiramente para lidar com os desastres e desafios do clima e do ambiente que temos sofrido todo dia em diversas regiões do país e do globo. Para frear essas catástrofes, devemos parar agora a indústria fóssil, impedindo que ela continue a colocar o carvão, petróleo e gás (também o gás de xisto, arrancado do subterrâneo de reservas de água), parando de colocar estes erros acima da sobrevivência da própria humanidade. Isso significa que não pode haver mais nenhum poço para exploração desses combustíveis, sejam eles novos ou já tradicionais. Significa também que os governos mundiais e nacionais têm que assumir a responsabilidade pelas mudanças climáticas, criando e colocando em prática políticas de resiliência e adaptação para todas as cidades, além de iniciar uma transição urgente para fontes renováveis de energia, que sejam justas, livres e acessíveis em todos os setores da economia. E isso tem que ser feito já. Antes que tarde demais seja o caos.


Problema não é a natureza mas o desgoverno ambiental e a violência humana

(Confira na seção de comentários aqui neste blog mais informações e mensagens deste SOS clima e ambiente)


Fontes: 350.org 
             COESUS
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. A matéria nos sites 350.org e Coesus destaca no caso do sul asiático, que os países sofrem frequentemente com inundações durante a estação das monções, que ocorre de junho a setembro. As agências internacionais de ajuda humanitária dizem que este ano as coisas estão piores, com milhares de vilas devastadas, pessoas desabrigadas, refugiadas longe de suas casas, privadas de comida e água limpa por dias.

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  2. "O furacão Irma, que chegou a ser classificado como de categoria 5, a mais alta para furacões, devastou diversos países no Caribe, das Antilhas francesas a Porto Rico, República Dominicana, Haiti, Cuba e o estado da Florida. Nas Filipinas, o Maring já matou pelo menos três pessoas em apenas um dia. Nos Estados Unidos, segundo estimativas, mais de 6 milhões de pessoas foram impactadas pelo Harvey, que foi anunciado como o fenômeno natural – pero no mucho – mais potente a atingir o país em 13 anos, e o furacão mais intenso no Texas desde 1961. Mais de 1.200 milímetros de água caíram em dois dias sobre Houston, a capital do petróleo. Ironicamente, a maior refinaria do país, localizada na cidade texana de Port Arthur, também teve que fechar as portas por conta do alagamento. Mas fenômenos com tamanha potência não ocorrem do nada. Em contato com mares quentes, os ciclones crescem até virarem tempestades devastadoras. E o mar no Texas estava entre 2 e 7 graus acima do habitual antes do Harvey. Isso significa que mais água evaporou durante a tempestade e mais chuva caiu sobre as pessoas na costa. Por isso ele rapidamente se intensificou de uma tempestade tropical para um furacão de categoria 4, com ventos de aproximadamente 200km/h. Além disso, como efeito em cadeia, a força da tempestade aumenta ainda mais o nível do mar, que já cresceu pelo menos 30cm desde a década de 1960 no Golfo do México": comentários de Nathália Clark, reportagem em 350.org

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  3. Logo mais, por aqui nesta seção, mais comentários e informações, você pode participar com a sua opinião, coloque diretamente aqui você mesmo ou nos mande por e-mail a sua mensagem para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br

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  4. Você tem também a alternativa de contatar nosso editor de conteúdo deste blog para enviar vídeos ou fotos ou informações ou simplesmente a sua opinião sobre estes fatos ligados a um evidente desgoverno ambiental no nosso país e no nosso planeta, mande então para padinhafranca603@gmail.com

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  5. "Matéria de alto valor, deveria ser a manchete em toda a mídia, pelo menos aqui está nesse blog sempre atento às informações mais importantes. Acompanho as denúncias da Coesus também e me preocupo em especial ultimamente com o tal de Gás de Xisto, que pode arrebentar com tudo o Aquífero Guarani, maior reserva de água por aqui no interior do Brasil e América do Sul": comentário de Ismael Marino Gomes, advogado militante da OAB em São José do Rio Preto (SP).

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  6. "Falta de planejamento de políticos gera mesmo problemas socioambientais. Em 2011, com a aprovação da Lei Complementar 140, houve uma grande modificação nas atribuições dos órgãos ambientais brasileiros. A lei prevê a descentralização da gestão ambiental pública, dividindo responsabilidades entre entes municipais, estaduais e federais. Segundo a analista ambiental Aline Carmo, que trabalha no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) desde 2002, essa configuração já estava presente desde a Constituição Federal de 1988 – embora não fosse observada na prática –, e é positiva. O problema é que, como tudo no Brasil, as coisas são feitas sem planejamento, na base da canetada. Então tem seus prós e contras. Ela finalizou agora em 2017 sua tese de doutorado no Instituto Oceanográfico (IO) da USP. No estudo, iniciado ainda em 2010, ela buscou compreender como as novas legislações moldaram a gestão ambiental em áreas costeiras e marinhas do Brasil. A analista diz que a região costeira tem inúmeras peculiaridades, tanto na questão natural quanto social. É um espaço restrito em que encontramos ecossistemas complexos e frágeis, comunidades tradicionais e várias atividades econômicas que compactuam, algumas delas de alto impacto ambiental, como portos e extração de petróleo”: comentário em matéria de Diego C. Smirne na AUN, Agência Universitária de Notícias.

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  7. "Precisamos nos debruçar sobre o mecanismo por meio do qual o Ibama permite, ou não, que eles aconteçam: a Avaliação de Impactos Ambientais (AIA). Ela consiste em uma série de estudos e negociações entre a empresa e o órgão ambiental, com o objetivo de prever possíveis danos ao meio ambiente e analisar a viabilidade da atividade, estabelecendo medidas mitigatórias ou compensatórias para as consequências ambientais.
    A empresa geralmente contrata uma consultoria especializada para realizar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que então será submetido a analistas técnicos do Ibama. Depois, dependendo do caso, pode-se fazer um resumo das análises, o Rima (Relatório de Impactos sobre o Meio Ambiente), que tem uma linguagem mais acessível e será apresentado à população em audiências públicas. Por fim, o Ibama pesa todos esses pontos e dá, ou não, a licença para o empreendimento e mesmo assim, surgem problemas": comentário de analista ambiental Aline Carmo, que trabalha no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)

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  8. Apesar dos problemas, Aline Carmo acredita que se evoluiu muito na gestão ambiental nas últimas décadas. Um dos maiores avanços citados por ela é o início de uma cultura de participação popular. A AIA inaugurou no Brasil as audiências públicas. Embora elas aconteçam só no final do processo de licenciamento e não tenham efeito decisivo (nem sempre os anseios populares são levados em conta), pelo menos a população está sendo ouvida de alguma forma agora”: comentário também da especialista Aline Carmo, ao fazer o doutorado em Meio Ambiente no Instituto Oceanográfico, da USP.

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