quinta-feira, 30 de novembro de 2017

A MODA PRECISA SER SUSTENTÁVEL PARA SER BELA (QUESTIONADOS ERROS E LIMITES NO SETOR QUE É SUCESSO EM TODOS OS PAÍSES MAS TEM PROBLEMAS TAMBÉM NO BRASIL)



“Não é errado comprar ou produzir roupa, mas precisamos ser mais responsáveis”, comentou Carry Somers que lidera o movimento global Fashion Revolution e está em destaque na mídia da Europa a partir de matéria feita no jornal El Pais e o Brasil também "se destaca" no mapa das irregularidades neste setor


Carry Somers, com trabalhadoras do setor têxtil no Peru.

Líder do Fashion Revolution com trabalhadoras do setor no Peru


Estel Vilaseca entrevistou a ativista e estilista britânica Carry Somers, líder do movimento global e de cidadania na moda Fashion Revolution. Ela divulga o desafio de fazer com que a indústria têxtil seja cada vez mais transparente e sustentável para assim avançar este setor  importante para a economia mas também para a arte e hoje para a cidadania. "A gente pensa que não podemos fazer muito porque somos só uma voz mas a nossa voz é muito poderosa e pode mudar a indústria e a cultura", argumenta ainda Carry Somers. Ela é descrita como uma pessoa muito delicada, pequena mas que cresce pelo tamanho da sua luta nesta iniciativa que nasceu ainda em 2013 e que somente agora parece despertar maior interesse da opinião pública. O movimento Fashion Revolution está sendo mais ouvido depois que a fábrica têxtil Rana Plaza desabou em Bangladesh, causando a morte de 1.138 pessoas, ferindo mais de 2.500. "Como podemos continuar comprando roupa que precisa ser produzida de forma mais responsável em todo o planeta, a moda pode ser mais sustentável e mais feliz, com dignidade em toda a cadeia de produção", falou Carry Somers. Cá entre nós, ela parecia estar falando do Brasil, um dos países onde mais foram detectados problemas nesssa indústria, como trabalho escravo e clandestino em oficinas do Nordeste e até dentro de São Paulo, maior cidade da América do Sul.



Em abril de 2015, a estilista grega Athena Korda terminou seu desfile com o lema: “Quem fez minha roupa?”.

Modelo protesta em apoio a denúncias do movimento Fashion Revolution



Esta tragédia foi a gota d'água e expôs o controle nulo sobre os fornecedores de importantes empresas de moda: “Algumas marcas não conheciam sequer as fábricas onde costuravam suas roupas”, diz Somers, que uma semana depois do acidente, enquanto tomava banho, teve uma espécie de revelação: “Não estava em meus planos, mas de repente essa ideia apareceu”. Então saiu da banheira e passou à ação. Nesse dia nascia a revolução da moda que acredita que a transparência é o primeiro passo para transformar a indústria: “Se você não vê, não pode mudar. Existem milhões de pessoas trabalhando nas cadeias de fornecimento que são praticamente invisíveis”, afirma.  

Ministério Público constatou oficinas irregulares no Brasil



Junto com a estilista de moda sustentável Orsola de Castro e a colunista do jornal britânica The Observer Lucy Siegle, lançou uma pergunta ao mundo: “Quem fez sua roupa?”. Em pouco tempo organizações de 67 países passaram a fazer parte da Fashion Revolution Week e, na última edição, mais de dois milhões de pessoas – estilistas, políticos, vendedores, fornecedores ou, simplesmente, amantes da moda em geral – participaram das iniciativas que propõem: “Muita gente quer fazer algo, mas não sabe como, por isso criamos ferramentas muito simples, como os cartazes e as sessões de fotos, para que todos possam ser parte da solução”. Desde o primeiro momento consideraram importantes que as mensagens fossem positivas: “Existem muitas organizações de ativismo, mas a Fashion Revolution é a primeira que fala a linguagem da moda. Não queremos transmitir a ideia de que é ruim comprar roupa, só devemos fazê-lo de maneira mais responsável”. Para Somers, o tema da ética não era nada novo; de fato, antes de liderar esse movimento global, há anos comandava sua marca Pachacuti, a primeira do mundo com a certificação de comércio justo.



Fashion Revolution quer transparência na cadeia de produção da moda




Em 2015, também a estilista grega de projeção internacional levantou a voz crítica sobre esta situação, lançando o lema "Quem fez a minha roupa?". Um dos pilares da Fashion Revolution é a elaboração do índice de transparência, no qual Somers e sua equipe dão nota às empresas do setor: “Muitas têm políticas sobre o assunto, mas como saber se funcionam?”, se pergunta. “Vinte e quatro marcas anunciaram seu compromisso de trabalhar no pagamento de salários dignos aos seus funcionários, mas somente cinco detalharam como planejam fazê-lo e só quatro estão relatando avanços”. Cuidar – e pressionar – para que o que se diz seja colocado em prática é a finalidade do índice público e gratuito. 40 marcas participaram da primeira edição, 100 da segunda e para 2018 trabalham com uma lista de 150. Nenhuma conseguiu o índice de aprovação: “As que têm melhores notas, como a Adidas e a Reebok, estão na 49º colocação de uma lista de 100. E somente uma das 100 empresas participantes no relatório de 2017 publica de onde procedem suas matérias primas. Resta muito trabalho por fazer”.



 No nordeste e até em SP falta de condição mínima nas oficinas


(Confira vídeo aí no lado que mostra problemas similares no Brasil com o nome de grandes empresas envolvidas e também outras informações e mensagens na seção de comentários aqui nesta webpágina de ecologia e cidadania)



O lado menos fashion da indústria da moda em foco

Fontes: www.brasil.elpais.com.br
             www.folhaverdenews.com 

9 comentários:

  1. Algumas das maiores marcas da moda flagradas com trabalho escravo no Brasil foi tema de reportagem antes na Rede Brasil Atual e aqui vamos divulgar logo mais os nomes das grandes empresas envolvidas em irregularidades. Aguarde, estamos conferindo as informações e as divulgaremos em seguida.

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  2. Quando se fala moda transparente, você pensa em outra coisa, mas a idéia do movimento é fazer este setor com tanto sexy appeal ser mais responsável em toda a cadeia de produção na indústria da moda.

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  3. Aguarde nossa edição dos comentários e envie sua mensagem para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania pelo e-mail navepad@netsite.com.br

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  4. Mande material como vídeos, fotos ou informações direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo aqui do nosso blog para padinhafranca603@gmail.com

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  5. "Matéria importante, estou de olho nas informações e quero ver a lista que vão divulgar, parece que o MP abriu alguns processos no Nordeste do país e em São Paulo": comentário de Ana Heloísa Marques, do Rio de Janeiro, que atua no movimento carioca de cidadania e pretende fazer manifestação a favor da iniciativa do Fashion Revolution.

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  6. Repórter Brasil (Rede Brasil Atual) junto com o MP fez a lista negra das grandes empresas que ou exploram trabalho escravo ou se aproveitam das costureiras sem direitos e as condições mínimas de trabalho. Anote aí e divulgue, de repente, deveríamos boicotar estas marcas.

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  7. A lista negra das grandes marcas: M.Officer, Zara,
    Brooksfield Donna, Renner, Marisa, Rede Pernambucanas, Collins, Le Lis Blanc, Bo.Bo, Hippy Chick, Gregory, Emme, Cori, Luigi Bertolli, Unique Chic, Talita Kume, Seiki.


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  8. Depoia aqui mais alguns detalhes sobre esta situação que pode ser embaraçosa mas é real, no mundo do charme, um crime de cidadania: os nomes levantados pela Rede Brasil atual após longa investigação do Ministério Público.

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  9. "Matéria importantíssima por mnostrar a filosofia do movimento Fashion Revolution, denunciar os erros (como trabalho escravo) e ainda por cima dar a lista das grandes marcas sujas. Falta o quê pro Brasil tromar medidas?": comentário de Israel Mendes, do Rio de Janeiro, que diz ter acompanhado debate com este conteúdo na UFRJ.

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