quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

UMA MEDIDA TÉCNICA QUE É CAPAZ DE AJUDAR A SE IMPLANTAR NO BRASIL UMA GESTÃO AMBIENTAL SUSTENTÁVEL NOS PRÓXIMOS ANOS E OUTROS GOVERNOS


Finalmente a Embrapa começa a mapear o solo brasileiro e o trabalho será feito em 30 anos (ainda em tempo de se criar um futuro sustentável no meio rural brasileiro)

 

Embrapa Solos pondo a mão na massa...

 



A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) deu a largada para o mapeamento do solo brasileiro, que pode ser o maior já executado no país, nos informa Júlia Buonafina, da Agência Brasil:  este trabalho será feito ao longo dos próximos 30 anos e a estimativa é de que sejam gastos R$ 740 milhões nos 10 primeiros anos, de acordo com a instituição de pesquisa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Nesse período, a Embrapa e seus parceiros, como as universidades, poderão mapear 1,3 milhão de quilômetros quadrados. "Medida importante se pensarmos em termos dum zoneamento ecológico. E de uma ferramenta para um desenvolvimento sustentável no meio rural brasileiro e até no urbano, por acréscimo. Bom para a ecologia e para a economia, afinal, o Brasil perde todo ano cerca de 5 bilhões de reais no campo e isso só por conta do problema de erosão, como aliás reconheceu o pesquisador José Carlos Polidoro, da Embrapa Solos", comentou por aqui nosso editor de conteúdo do blog Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha que em várias postagens pede uma gestão ambiental no Brasil rural e urbano. Nosso blog ligado ao movimento ecológico, científico e de cidadania está chegando nesta semana a 500 mil visualizações em 7 anos de web e esta notícia nos dá um pouco de alívio e de esperança. 



O Brasil perde 5 bilhões de reais por ano por conta de erosões



Representantes de universidades e instituições ligadas à tecnologia e ciência assinaram o protocolo de intenções que oficializa o início dos trabalhos, a serem executados dentro do Programa Nacional de Solos do Brasil (Pronasolos). Os recursos serão liberados ao tempo da elaboração dos projetos e de acordo com o avanço das ações. O objetivo é mapear 1,3 milhão de quilômetros quadrados nos primeiros dez anos. Entre os maiores resultados esperados está a criação de um sistema nacional de informação sobre solos do Brasil e a retomada de um programa nacional de levantamento de solo. Segundo o coordenador do Pronasolos, o pesquisador José Carlos Polidoro, da Embrapa Solos, os dois pontos já estavam listados no acordão redigido pelo Tribunal de Contas da União, ainda em 2015, quando se deu origem ao programa. Na prática, só agora ele vai se efetivar. Esperamos que sim. Vinte instituições, incluindo nove universidades vão participar do empreendimento, que envolverá atividades de investigação, documentação, inventário e interpretação de dados de solos brasileiros para gestão de recursos e  conservação.


A atual equipe de ação do Pronasolos da Embrapa


  As informações sendo levantadas são fundamentais para inúmeras áreas, que vão de mudanças climáticas a recursos hídricos. O presidente da Embrapa, Maurício Antonio Lopes, ressaltou que "não se faz um trabalho dessa magnitude sem uma parceria muito consolidada, este programa tem grande importância para o ordenamento territorial do país, uma vez que influencia o desenvolvimento econômico do campo, a conservação dos recursos naturais e o gerenciamento dos recursos hídricos". Por estar atrasado em relação ao levantamento de solos do Brasil, se estima que o país esteja perdendo U$ 5 bilhões por ano somente pela ação da erosão. Nos Estados Unidos, cada dólar investido no levantamento de solo resultou em até 120 dólares de retorno. No Brasil, que o resultado pode ser ainda maior, ou seja, a cada R$ 1,00 investido, a perspectiva de retorno é de R$ 185,00, calculam técnicos da Embrapa.






Os setores mais beneficiados são os de seguro e crédito agrícola, zoneamentos agroecológicos e ecológico econômicos dos estados e municípios, o Programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), vulnerabilidade da terra a eventos extremos em áreas urbanas e rurais e, ainda, planejamento de microbacias e projetos de telecomunicações. Todo um universo de setores que podem vir a se beneficiar com um mapeamento para planejar e avançar nossa realidade, também sob o ponto de vista socioambiental. Uma boa notícia, enfim. A gente espera que o projeto sai do papel desta vez.


A agroecologia poderá crescewr com o mapeamento de solos

(Confira mais detalhes, informações e mensagens na seção de comentários do blog)


Fontes: Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com

6 comentários:

  1. Aguarde que mais tarde estaremos atualizando esta seção de comentários, venha conferir as informações; E participe desta edição sobre mapeamento dos solos em todas regiões do Brasil.

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  2. Você pode colocar direto aqui sua opinião ou mensagem e/ou se preferir, mande por e-mail para a redação do nosso blog via navepad@netsite.com.br

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  4. "desde estudante ouvia falar sobre a necessidade de mapeamento dos solos, espero que agora este avanço se efetive completamente": comentário de Josué da Silva Mendes, engenheiro agrônomo pela Unesp, que vive em São José dos Campos (SP).

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  5. "Recurso vital para a vida no planeta, o solo está relacionado a praticamente todas as atividades humanas, além de ter influência nos grandes temas atuais como mudanças climáticas, água e redução de gases do efeito estufa. Para discutir a gestão desse recurso tem havido debates em Brasília e em outras regiões por conta da meta da Embrapa": comentário de Camila Santana, que fez matéria com Maurício Lopes, presidente da Embrapa.

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  6. "Recurso vital para a vida no planeta, o solo está relacionado a praticamente todas as atividades humanas, além de ter influência nos grandes temas atuais como mudanças climáticas, água e redução de gases do efeito estufa, além do que vocês citam nessa matéria, necessidade duma gestão ambiental no país": comentário de Yuri Gomes, economista e dono de sítio onde planta grãos, na região de Colatina (ES).

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